‘Maldita desgraça’, diz Kate Winslet sobre filmes com Woody Allen e Roman Polanski

Por Miguel Arcanjo Prado

A atriz inglesa Kate Winslet afirma estar arrependida de haver trabalhado com os diretores Woody Allen e Roman Polanski. Com o cineasta norte-americano ela fez Roda Gigante, de 2017, já com o polonês, filmou Carnage, de 2011. Em entrevista à Vanity Fair, a ganhadora do Oscar disse: “Que caralho estava fazendo?”, sobre ter trabalhado com os dois. “É uma maldita desgraça”, definiu esta etapa da carreira. A estrela continuou afirmando que lhe parece inacreditável que “esses homens tenham sito tão vastamente apreciados na indústria cinematográfica durante tanto tempo”.

Woody Allen foi acusado de supostamente abusar de sua filha adotiva Dylan Farrow, fruto do relacionamento com a atriz e ex-mulher Mia Farrow, quando a menina tinha sete anos. Allen, que se casou com enteada Soon-Yi Previn, filha adotiva de Mia Farrow, nega categoricamente todas as acusações. Já Polanski foi condenado por estupro ao fazer sexo com uma menina de 13 anos de 1977. Ao contrário de Allen, Polanski admitiu o ato, pelo qual não pode retornar aos Estados Unidos, porque seria preso imediatamente.

Em 2018, a estrela de 44 anos começou a demonstrar de forma indireta estar arrependida de ter aceitado ser dirigida pelos dois. Agora, deixou tudo evidente. “Tenho que fazer-me responsável pelo feito de que trabalhei com ambos”, reiterou na entrevista para a Vanity Fair. “Não posso voltar o tempo atrás. Estou lutando com esse arrependimento, mas o que nos fica se não somos capazes de ser verdadeiramente honestos a respeito de tudo isso”, questionou.

Kate disse que fazer o filme Ammonite, previsto para o fim do ano sobre a vida amorosa da paleontóloga britânica lésbica Mary Anning e no qual faz par com a atriz Saoirse Ronan, abriu sua cabeça. “Este filme me abriu os olhos acerca de estar mais comprometida em honrar o que mulheres querem que se diga por elas em filmes e como realmente queremos ser retratadas, além da orientação sexual”, pontuou.

“Porque a vida é desgraçadamente curta e quero fazer o melhor que possa a respeito de deixar um bom exemplo para mulheres mais jovens. Já lhes estamos deixando um mundo bastante destruído, assim que gostaria de fazer minha parte no quesito ter algo de integridade”, pontuou Kate Winslet, sete vezes indicada ao Oscar de Melhor Atriz (incluindo por Titanic, em 1998) e vencedora por O Leitor, em 2009.

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