Filha de Raul Cortez, Lígia Cortez vira pássaro em repeteco com Bob Wilson

Ligia Cortez vive pássaro que deu apelido a Garrincha no musical de Bob Wilson - Foto: Julian Mommert/Divulgação

Lígia Cortez vive pássaro que deu apelido a Garrincha no musical de Bob Wilson – Foto: Julian Mommert/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Filha do ator Raul Cortez (1932-2006), a atriz Lígia Cortez trabalha pela segunda vez com o diretor norte-americano Bob Wilson na peça “Garrincha”. Na montagem, em cartaz no Teatro Paulo Autran, em São Paulo, faz o pássaro que deu o apelido ao lendário jogador de futebol Manuel dos Santos, o Garrincha (1933-1983), tema do musical.

“Meu personagem é um pássaro, inspirado no pássaro Garrincha, uma ave de pernas tortas, por isso o jogador recebeu o apelido de Garrincha. Junto com a Bete Coelho, os dois pássaros atravessam a história e acompanham a trajetória do Garrincha”, conta Lígia ao UOL.

Antes de ser convidada para fazer “Garrincha”, ela havia trabalhado com Wilson em “A Dama do Mar”, primeira peça de Wilson com um elenco brasileiro, em 2013, no mesmo Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros.

A atriz Ligia Cortez - Foto: Zé Carlos Barretta/Divulgação

A atriz Lígia Cortez – Foto: Zé Carlos Barretta/Divulgação

A atriz comemora o reencontro. “Em A Dama do Mar, tínhamos o texto primoroso de Susan Sontag e pudemos participar de uma maneira bastante intensa do processo autoral do diretor. Agora, ao receber o convite do Bob Wilson para participar novamente de um projeto com ele, foi além de muito honroso, muito enriquecedor”, define.

Para ela, Wilson “é um dos grandes encenadores mundiais”, lembrando que ele é “um dos poucos que ainda produz constantemente”. A artista o enxerga como “um homem de teatro, um artista que vive no fazer criativo, faz parte da sua essência como ser humano”.

Lígia ainda elogia o fato de Wilson gostar de dialogar com outras culturas, “em uma outra realidade, com personagens distintos de sua origem”: “É uma disponibilidade muito rica”, diz ao blog.

Além de participar da peça, Ligia continua à frente do Célia Helena Centro de Artes e Educação, que leva o nome de sua mãe, a atriz Célia Helena (1936-1997), e onde forma novas gerações de artistas.

Ligia Cortez, Bete Coelho e Jhe Oliveira em "Garrincha" - Foto: Julian Mommert/Divulgação

Ligia Cortez, Bete Coelho e Jhe Oliveira em “Garrincha” – Foto: Julian Mommert/Divulgação

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