Morte, Vida e Sorte, longa de estreia de Alexandre Setembro, faz sessão no Cine Petra Belas Artes

Protagonistas celebram sessão de Morte, Vida e Sorte, de Alexandre Setembro, no Cine Petra Belas Artes, em São Paulo – Foto: Rafa Marques – Blog do Arcanjo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

Primeiro longa do cineasta Alexandre Setembro, o filme ainda inédito Morte, Vida e Sorte fez concorrida e elogiada sessão para convidados no Cine Petra Belas Artes, na esquina de Rua da Consolação e Avenida Paulista, na última quarta, 9 de novembro, com a presença das estrelas que protagonizam o filme independente produzido por Deborah Zapata: as atrizes Eva Bensiman, Luiza Válio e Maria Paula Lima.

Rodado em P&B na região central da capital paulista, o longa foi realizado pelo Estúdio Manic. O roteiro apresenta a história de três atrizes que resolvem montar a peça que titula o longa de forma independente, escrita a seis mãos, com as típicas dificuldades de se levantar um projeto cultural no Brasil.

A sessão foi para apresentar o longa finalizado tanto para a equipe que participou do projeto quanto para o marcado audiovisual, como reforça o diretor Alexandre Setembro.

O filme Morte, Vida e Sorte está pronto e agora é torcer para que ele consiga entrar no circuito de festivais e em distribuição no cinema e no streaming em 2023.

Alexandre Setembro
diretor de Morte, Vida e Sorte

Do teatro para o cinema

O projeto de Morte, Vida e Sorte começou como uma peça de teatro em 2019, mas, no processo de pesquisa, o cinema se impôs como linguagem para o projeto.

Na adaptação de teatro para cinema, as personagens do espetáculo entram no filme como personagens das atrizes, que estão tentando realizar a peça, ao mesmo tempo em que vivem a odisseia de se fazer arte no Brasil.

Dessa forma, o delicado longa de Alexandre Setembro é uma homenagem à vida de artista e à efervescência cultural de São Paulo, além de ter olhar cuidadoso para a arquitetura pungente da maior metrópole brasileira.

Durante a produção de Morte, Vida e Sorte ficou ainda mais evidente o quanto a história das personagens do filme havia se tornado uma metáfora das nossas próprias dificuldades durante as filmagens.

Eva Bensiman
atriz

Filme superou dificuldades

A produção do longa precisou superar as adversidades impostas pela pandemia. “Foram duas tentativas de produzir o filme, uma delas antes e a outra durante a pandemia. Ambas produzidas em modelos de produções de baixo orçamento com fundos investidos por amigos, colegas, família e apoio de muitas pessoas. A pré-produção começou em meados de 2019, e iniciamos as gravações da primeira fase em 2020, porém no quinto dia de gravação, em março, as filmagens foram suspensas por decreto, devido ao início da pandemia”, recorda Alexandre Setembro. As filmagens só foram retomadas em dezembro de 2020, quando as produções foram novamente autorizadas. O projeto precisou ser reestruturado desde o roteiro, até elenco e equipe.

Blog do Arcanjo mostra como foi sessão de Morte, Vida e Sorte

Morte, Vida e Sorte

Três atrizes Duda, Bebel e Tati decidem montar a peça de teatro que escreveram juntas. Endividadas, desempregadas e com risco de serem despejadas do seu apartamento as três se inspiram nos seus filmes favoritos para encontrar a solução dos seus problemas.

Alexandre Setembro

Alexandre Setembro é um cineasta brasileiro formado pela New York Film Academy em Los Angeles. Na Califórnia escreveu e dirigiu o curta-metragem “Thomas”, selecionado para o LA Shorts Fest, Atlanta Film Festival e premiado no Big Bear Lake Int. Festival de Cinema 2014. Seu próximo curta “Go to Sleep Sadie” foi nomeado Melhor Curta Comédia do ano pela New Filmmakers LA 2015. De volta ao Brasil, dirigiu o curta “Madá”, distribuído globalmente pela Origine Films na França. Em 2022, sai seu longa-metragem de estreia, Morte, Vida e Sorte.

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Um dos mais influentes e respeitados jornalistas e críticos culturais do Brasil, Miguel Arcanjo Prado dirige o Blog do Arcanjo e o Prêmio Arcanjo. É mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, bacharel em Comunicação Social pela UFMG e crítico da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Coordena a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e faz o Podcast do Arcanjo. Foi eleito entre os melhores jornalistas de Cultura do Brasil pelo Prêmio Comunique-se e Prêmio Governador do Estado de São Paulo. Passou por Globo, Record, R7, Record News, Folha, Abril, Huffpost Brasil, Notícias da TV, Contigo, Superinteressante, Band, Gazeta, UOL, Uma, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. É jurado das premiações Prêmio Arcanjo, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio Destaque Digital, Melhores do Ano Guia da Folha, Prêmios ANCEC e Prêmio Canal Brasil de Curtas. É vencedor do Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio Destaque em Comunicação Nacional ANCEC, Troféu Inspiração do Amanhã e Prêmio África Brasil.
Foto: Edson Lopes Jr.
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