Billy Bond anuncia volta do musical Cinderella ao Teatro Bradesco

Musical Cinderella, de Billy Bond, está de volta ao Teatro Bradesco – Foto: Henrique Tarricone/Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

Diante da liberação do funcionamento dos teatros e com muito cuidado e distanciamento, o diretor e produtor — e grande nome da história do rock na América Latina — Billy Bond avisa que o espetáculo musical Cinderella volta ao Teatro Bradesco do Shopping Bourbon, em São Paulo, em nova temporada de 8 a 16 de maio. Serão duas sessões diárias: 11h30 e 16h aos sábados e domingos, com direito a uma sessão especial na sexta, dia 14, às 16h.

Ao Blog do Arcanjo, Bond conta que as coreografias foram adaptadas ao protocolo de ações contra a Covid-19. Os atores estarão de máscara e a realidade do cotidiano da pandemia foi inserida no espetáculo, tanto na encenação como no texto. O diretor ainda conta que incluiu em algumas cenas, “de forma sutil”, marcações ressaltando a importância do uso do álcool gel e do distanciamento social.

Ídolo do rock no passado, Billy Bond hoje é um dos grandes produtores de musicais no Brasil - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo 2021
Ídolo do rock no passado, Billy Bond hoje é um dos grandes produtores de musicais no Brasil – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

Efeitos especiais

O musical é uma adaptação de Billy Bond e Lilio Alonso para o livro dos Irmãos Grimm. Cinderella tem os diálogos e as músicas cantadas em português, além de efeitos especiais e de iluminação. Para criar o clima e envolver o público no mundo da fantasia, o espetáculo lança mão de recursos como gelo seco, ilusionismo e aromas diferenciados. Telões exibem tecnologia de última geração (como 4D) com o intuito de fazer a plateia se sentir parte do espetáculo.

Entre os truques, os destaques são a levitação e o voo de um fantasma, num recurso ilusionista. São 37 músicas especialmente compostas para ilustrar as cenas. “Sempre tentamos contar a história como foi escrita originalmente pelo autor. A tecnologia moderna, como os telões de LED, os efeitos especiais, os cenários e figurinos e a música ajudam a narrar a história e a prender o espectador, principalmente as crianças, que são muito inteligentes”, afirma Billy Bond.

Cinderella conta com os seguintes atores: Vanessa Ruiz (Cinderella), Yasmine Mahfuz (Madrasta), ; Diego Luri (Príncipe Henry); Luiz Pacini (Rei Rupert), Luana Marthins (Criselda), Ana Luiza (Anastácia), Paula Canterini (Fada Boa), Marcio Yacoff (Nemésio), Italo Rodrigues (Guarda). A montagem ainda conta com o ensamble formado por Alessandra Lorena, Alvaro de Padua, Amanda Portela, Camyla Gimenes, Carla Ribeiro, Luan Oliveira, Luiza Madureira, Marcia Souza, Mayla Betti, Nicole Peticov, Willian Rodolpho. E ainda com as crianças Clarinha Jordão, Davi Okabe, Denis Pereira, Luana Oliveira, Marcia Souza e Willian Rodolpho.

Sob direção geral de Billy Bond com sua Black & Red Produções, Cinderella tem direção de dramaturgia de Marcio Yacoff, arranjos e direção musical de Vila/Bond; adereços e próteses de Gilbert Becoust; direção vocal de Thiago Lemmos; coreografia de Italo Rodrigues; cenografia de Cyrus Oficinas, figurinos de Carlos Alberto Gardin, maquiagem de João Boccaletto, direção técnica de Angelo Meireles; e direção de produção de Andrea Oliveira.

Capa do disco solo de Billy Bond lançado pela Som Livre em 1979: precursor do punk no Brasil - Foto: Divulgação
Capa do disco solo de Billy Bond lançado pela Som Livre em 1979: precursor do punk no Brasil – Foto: Divulgação

Do rock para os musicais

Nascido na Itália em 19 de novembro de 1944 e naturalizado argentino Giuliano Canterini, o Billy Bond, escolheu o Brasil para viver. Além de grande produtor de espetáculos teatrais é também um dos nomes mais importantes do rock latino-americano. Inclusive é dele a frase “Rompan todo”, que dá nome à série homônima na Netflix sobre o rock na América Latina. Também foi precursor do movimento punk no Brasil e lançou em 1979 seu primeiro disco solo por aqui, O Herói, pela Som Livre, hoje celebrado precursor do gênero punk no país.

No teatro, já produziu os musicais O Mágico de Oz, Peter Pan, Branca de Neve, After de Luge, Rent, Les Miserables e O Beijo da Mulher Aranha. Já no rock, marcou a década de 1960 em Buenos Aires com o grupo Billy Bond Y La Pesada del Rock and Roll.

Billy Bond e la Pesada del Rock and Roll - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo 2021
Billy Bond e la Pesada del Rock and Roll – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

Em 1972, durante a repressão policial em um show no Luna Park, em Buenos Aires, preferiu sua famosa frase ao público: “Rompan todo” (quebrem tudo, em português), que incorporou-se à atitude roqueira no continente. Foi ainda produtor da lendária banda argentina Sui Generis, com Charly García, Nito Mestre, Rinaldo Rafanelli e Juan Rodríguez.

Perseguido pela ditadura, teve mais de cem músicas censuradas. No Brasil, conheceu a banda Secos & Molhados, na qual foi produtor, através do Willie Verdaguer, baixista deles, que era argentino. Quando Ney Matogrosso deixou o grupo, Billy o produziu em carreira solo a partir de 1975. Depois, integrou o grupo punk Joelho de Porco e partiu para carreira solo em 1979.

Na década de 1980, assumiu de vez a verve produtor. Um de seus grandes trunfos na função foi ter trazido a banda Queen ao Brasil na década de 1980.

Atualmente, Billy Bond mora em São Paulo e está à frente da Black & Red Produções, com a qual produziu musicais vistos por quase 1 milhão de pessoas, cerca de 100 mil apenas no Teatro Bradesco.

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O jornalista e crítico de artes Miguel Arcanjo Prado é mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, bacharel em Comunicação pela UFMG e crítico da APCA, da qual foi vice-presidente. Está entre os melhores jornalistas de Cultura do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Band e UOL. Dirige o Blog do Arcanjo e o Prêmio Arcanjo. Coordena a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e faz o Podcast do Arcanjo na OLA Podcasts. Foto: Edson Lopes Jr.

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