1 ano sem Aldir Blanc: SP Escola de Teatro faz mostra com 12 peças das 5 regiões do Brasil

Turmalina 18-50, da Cia Cerne, é o representante da região da Baixada Fluminense e do Sudeste na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro - Foto: Stephany Lopez/Divulgação - Blog do Arcanjo 2021
Com a história do Almirante Negro João Cândido, tema de música de Aldir Blanc cantada por Elis Regina, peça Turmalina 18-50, da Cia Cerne, representa a Baixada Fluminense e o Sudeste na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro – Foto: Stephany Lopez/Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

Por Miguel Arcanjo Prado
@miguel.arcanjo

Nesta terça, 4 de maio, se completa um ano da morte do compositor Aldir Blanc (1946-2020), vítima da Covid-19 em 4 de maio de 2020. Ele dá nome à lei que foi criada para ajudar a cultura e a classe artística neste período de pandemia, a Lei Aldir Blanc. Para homenageá-lo, com atrações gratuitas e digitais, acontece a primeira Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro.

Wander B., de São Paulo, faz a peça O Inferno É Um Espelho da Borda Laranja na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo 2021
Wander B., de São Paulo, faz a peça O Inferno É Um Espelho da Borda Laranja na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

O projeto conta com 12 espetáculos das 5 regiões brasileiras. Estes são feitos por artistas e coletivos contemplados ou beneficiados pela Lei Aldir Blanc, criada para socorrer o setor cultural durante a pandemia de Covid-19. O evento acontece de 4 a 28 de maio, de terça a sexta, sempre às 20h, na SP Escola de Teatro Digital, na plataforma Sympla (https://www.sympla.com.br/spescoladeteatrodigital).

Peça Afluentes Acreanas representa a região Norte na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro - Foto: Mag Araújo/Divulgação - Blog do Arcanjo 2021
Produção do Acre focada na história dos povos da Floresta Amazônica no Estado, peça Afluentes Acreanas, da Associação Teatro Candeeiro, representa região Norte na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro – Foto: Mag Araújo/Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

Os 12 espetáculos trazem representantes do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A programação apresenta ainda duas mesas de discussões, com participação de comunicadores digitais, abordando temas como impactos da Lei Aldir Blanc e o panorama estético e discursivo das peças.

Espetáculos convidados: Elas – Coletivo Caracóis (SP); Turmalina 18-50 – Cia Cerne (RJ); Afluentes Acreanas – Associação Teatro Candeeiro (AC); Disque Q para Queer – Teatro da Margem (RN); Exóticos – de Túlio Paniago (MT); Diálogos – de Bruno Narchi (SP); Pink Star – Cia de Teatro Os Satyros (SP); O Inferno É um Espelho da Borda Laranja – de Wander B. (SP); Pânico Vaginal – Romã Atômica (SP); Tormento – Clotilde Produções (SP); Sinhá Não Dorme – de Roberta Valente (RJ); e Psicose 4:48 – Cia Stavis-Damaceno (PR).

Produção de São Paulo, peça Pânico Vaginal é representante da região Sudeste na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro - Foto: Marcelle Cerutti/Divulgação – Blog do Arcanjo 2021
Produção de São Paulo, peça Pânico Vaginal é representante da região Sudeste na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro – Foto: Marcelle Cerutti/Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

“A pandemia trouxe um forte impacto para o setor cultural. A Lei Aldir Blanc foi e é primordial para a manutenção dos artistas brasileiros, neste período tão difícil. A Mostra traz uma diversidade regional e temática. Isso evidencia a importância do teatro digital para a sobrevivência das artes cênicas”, afirma Ivam Cabral, diretor executivo da SP Escola de Teatro.

Para além da pluralidade geográfica, a Mostra apresenta espetáculos que abordam temas como identidade de gênero, sexualidade e racismo, passeando por estilos como musical, comédia, monólogo e drama. Todos em diálogo com o Teatro Digital.

Gloria Diniz e Roberta Valente estão na produção do Rio de Janeiro Sinhá Não Dorme, representante do Sudeste na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo 2021
Gloria Diniz e Roberta Valente estão na produção do Rio de Janeiro Sinhá Não Dorme, representante do Sudeste na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

“A Lei é um respiro para a Cultura. A Mostra Aldir Blanc na SP mostra nas telas uma exuberante produção cênica contemporânea, que pode ser vista por espectadores de todo o mundo”, declara Miguel Arcanjo Prado, Coordenador de Extensão Cultural e Projetos Especiais da SP Escola de Teatro e curador da Mostra, com assistência de Rodrigo Barros e Marcio Tito.

Teatro da Margem, do Rio Grande do Norte, apresenta Disque Q para Queer na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro e representa o Nordeste - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo 2021
Teatro da Margem, do Rio Grande do Norte, apresenta Disque Q para Queer na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro e representa o Nordeste – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo 2021
Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro tem Diálogos com 12 Comunicadores nas Redes: no alto: Cláudio Martins (A Broadway É Aqui), Leandro Fazolla (Cadernos Cênicos), Celso Faria (E-Urbanidade), Luiz Vieira (Responder Fazendo); no meio: Cíntia Duque (Eu no Teatro), Marcio Tito (Deus Ateu), Viviane Pistache (Geledés e Carta Capital), Natália Beukers (Infoteatro e Vogue); abaixo: Fernando Pivotto (Tudo Menos uma Crítica), Miguel Arcanjo Prado (Blog do Arcanjo), Luiza Camargo e Rodrigo Barros (SP Escola de Teatro) – Fotos: Divulgação

Diálogos com comunicadores

As peças da Mostra Aldir Blanc na SP estarão em diálogo com 12 profissionais da comunicação: 9 convidados e 3 colaboradores da SP Escola de Teatro. Todos escreverão sobre os espetáculos, além de participarem de mesas de discussão. A iniciativa busca aproximar artistas e profissionais que cobrem as artes cênicas em meios digitais como blogs e redes. Os convidados são: Cíntia Duque (@eunoteatro), Fernando Pivotto (@tudomenosumacritica), Celso Faria (@blogeurbanidade), Cláudio Martins (@abroadwayeaqui), Natália Beukers (@infoteatro), Marcio Tito (@deus.ateu), Leandro Fazolla (@leofazolla), Luiz Vieira (@responderfazendo), Miguel Arcanjo Prado (@miguel.arcanjo), Viviane Pistache (@vivirilpistache), Luiza Camargo (@escoladeteatro) e Rodrigo Barros (@eu.rodrigobarros).

SP Escola de Teatro no bairro do Brás em São Paulo – Foto: Andre Stefano/Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

SP Escola de Teatro

Inaugurada na cidade de São Paulo, em 2010, a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco propõe novos desafios para o ensino das Artes Cênicas no Brasil. Com um modelo pedagógico ousado, o espaço toma como prismas da formação as sensibilidades e as potencialidades artísticas, humanas, críticas e cidadãs. A instituição é ligada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo e gerida pela Adaap – Associação dos Artistas Amigos da Praça, uma Organização Social de Cultura, sem fins lucrativos, formada por integrantes dos principais grupos de teatro da cidade de São Paulo.

Diego Ribeiro é Purpurinex Brilhante em Pink Star, que estreia sexta, 2 de abril - Foto: Silvio Eduardo/Divulgação - Blog do Arcanjo
Diego Ribeiro é Purpurinex Brilhante em Pink Star, peça do Satyros que está na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro e representa o Sudeste – Foto: Silvio Eduardo/Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

Serviço

Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro
Onde: Sympla – SP Escola de Teatro Digital https://www.sympla.com.br/produtor/spescoladeteatrodigital
Quando: 4 a 28 de maio, de terça a sexta, sempre às 20h (horário de Brasília) – Exceção da peça ELAS, apresentada às 21h.

ELAS, do Coletivo Caracóis, abre a programação da Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro Digital, dias 4, 5 e 6/5 às 21h - Foto: Sol Faganello/Divulgação - Blog do Arcanjo 2021
ELAS, do Coletivo Caracóis, abre a programação da Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro Digital, dias 4, 5 e 6/5 às 21h – Foto: Sol Faganello/Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro
Programação Maio 2021

04 – Terça-feira
ELAS (SP)
Conflitos de um relacionamento amoroso entre duas mulheres durante a pandemia.   

05 – Quarta-feira
ELAS (SP)
Conflitos de um relacionamento amoroso entre duas mulheres durante a pandemia.

06 – Quinta-feira
ELAS (SP)
Conflitos de um relacionamento amoroso entre duas mulheres durante a pandemia.   

07 – Sexta-feira
Mesa de discussão
A importância da Lei Aldir Blanc para a Arte na Pandemia.

11 – Terça-feira
Turmalina 18-50 – Cia Cerne (RJ)
A vida de João Cândido, o almirante negro da canção de Aldir Blanc cantada por Elis Regina.

12 – Quarta-feira
Afluentes Acreanas – Associação Teatro Candeeiro (AC)
Um embarque fluvial pelas curvas do rio Acre, passando pelos afluentes da história acreana.

13 – Quinta-feira
Disque Q para Queer –  Teatro da Margem (RN)
Central de atendimento interativa para pessoas LGBTQIA+ no isolamento da pandemia.

14 – Sexta-feira
Exóticos – Túlio Paniago (MT)
Uma desconstrução de ideias preconcebidas sobre a produção artística fora do eixo..

18 – Terça-feira
Diálogos –  Bruno Narchi (SP)
Histórias cotidianas em torno de relacionamentos familiares e pessoais neste drama musical.

19 – Quarta-feira
Pink Star – Cia de Teatro Os Satyros (SP)
Comédia musicada sobre o poder de decisão do indivíduo sobre a sua sexualidade e gênero.

20 – Quinta-feira
O Inferno É Um Espelho de Borda Laranja – Wander B. (SP)
Reflexões de um homem em torno de sua vida durante suas crises de insônia.

21 – Sexta-feira
Pânico Vaginal – Romã Atômica (SP)
Uma super-heroína opta pelo Armamento Íntimo, guardando armas em seus órgãos.

25 – Terça-feira
Tormento – Clotilde Produções (SP)
Duas mulheres e um homem estão trancados forçosamente em uma reunião on-line.

26 – Quarta-feira
Sinhá Não Dorme – Roberta Valente (RJ)
Duas mulheres negras apresentam questões do racismo estrutural e da lesbofobia.

27 – Quinta-feira
Psicose 4:48 – Cia Stavis- Damaceno (PR)
Questões de loucura, baseadas na vida da autora britânica Sarah Kane.

28 – Sexta-feira
Mesa de Discussão
Lei Aldir Blanc como fomento à diversidade nas artes cênicas brasileiras.

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Miguel Arcanjo Prado é mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, bacharel em Comunicação pela UFMG e crítico da APCA, da qual foi vice-presidente. Está entre os melhores jornalistas de Cultura do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Band e UOL. Dirige o Blog do Arcanjo e o Prêmio Arcanjo. Coordenada a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e faz o Podcast do Arcanjo. Foto: Edson Lopes Jr.

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