Mostra Expressões da Leste valoriza arte da ZL: de graça no YouTube

O ator Bartholomeu de Haro e a atriz Elen Londero na peça O Veneno do Teatro, que está na Mostra Expressões da Leste
O ator Bartholomeu de Haro e a atriz Elen Londero na peça O Veneno do Teatro, que está na Mostra Expressões da Leste – Foto: Alexandre Cardoso/Divulgação – Blog do Arcanjo

Mais populosa região de São Paulo, a zona leste é repleta de talentos que atuam nas mais diferentes linguagens artísticas. E a robusta programação da Mostra Expressões da Leste, que acontece de 18 a 28 de março, busca justamente valorizar estes artistas.

O evento reúne espetáculos de teatro, apresentações musicais, performances e bate-papos, de sexta a domingo, de modo digital e de graça no Canal do YouTube da Cia Veneno do Teatro.

Quem assina a idealização e produção são a De Haro Produções Artísticas e a Cia. Veneno do Teatro, com incentivo do ProAC Lab pela Lei Aldir Blanc.

O Blog do Arcanjo adianta que entre as atrações estão grupos de teatro consagrados, como Estopô Balaio, Pombas Urbanas, Cia. Veneno do Teatro e Os Crespos, além de grupos musicais, contação de história e apresentação de slam.

De olho na reflexão, a Mostra Expressões da Leste também realiza bate-papos em parceria com as ocupações culturais Coragem e Ermelino Matarazzo, fomentadores de cultura na zona leste paulistana.

A seguir, o Blog do Arcanjo apresenta a programação completa do evento. Programe-se e prestigie esta importante iniciativa cultural!

Programação
Mostra Expressões da Leste 2021

18 de março

20h

Papo de Quebrada, da Okupação Coragem

Com o tema “Cultura nerd e misoginia: Violências cotidianas”, o Papo de Quebrada discute a misoginia presente na cultura pop, no que abrange quadrinhos, cinema e séries. Participam da conversa Dani Marino, pesquisadora com olhar focado em gênero na cultura pop; Nisia Oliveira Historiadora, pesquisadora de temas como gênero e mulheres. A conversa será mediada por Letícia Ferreira, jornalista, produtora cultural e fundadora da Gibiteca Balão!, coletivo de cultura nerd, que atua na periferia de São Paulo.

22h

“Hello, Édipo (Panóptico/Foucault)”

Cia. Veneno do Teatro

A Cia Veneno do Teatro mostra seu processo de investigação, criação e montagem teatral. Com um repertório premiado e eclético, o grupo propõe, nestes tempos de pandemia, uma incursão na sua nova produção “Hello, Édipo/Panóptico Foucault” – adaptação do clássico Édipo Rei, de Sófocles, com abordagem a partir dos pensamentos de Michel Foucault e textos autorais.

Os recortes deste espetáculo original (encenação, dramaturgia, trilha sonora composta) desembocam em um Documentário Performativo onde a característica é interagir com o público através da performance/jogo e gerar questionamentos onde o clássico e o contemporâneo se justapõem. É importante dizer que Édipo foi o condutor do inquérito, o promotor, o juiz, o carrasco e o réu de si mesmo. Ele consegue ter êxito no inquérito, êxito esse que o destrói. Antes de ficar cego, Édipo não fez outra coisa em sua vida, senão brincar de cabra-cega com o Destino. Com Che Moais, Elen Londero, Paula Souza Lopes, Rafael Sieg e Renato Consorti. Direção de Bartholomeu de Haro

19 de março

20h

Sarau Força Bruta, da Ocupação Cultural Ermelino Matarazzo

O Sarau Força Bruta é um projeto de construção poética que parte de múltiplos disparadores e interferências. Ele nasce do encontro da Banda Nova Malandragem com o Movimento Cultural Ermelino Matarazzo, em 2019, ao longo dos ensaios e apresentações da banda na Ocupação Cultural Mateus Santos.

A partir da música instrumental, os poetas convidados e o próprio público são convidados a um momento de partilha artística, tendo a música como elemento principal para realizarem suas performances poéticas, num espaço de criação conjunta.

Luan Charles (Trompete e apresentação), Wellington Martins (Saxofone), Mateus José (Contrabaixo), Matheus Marinho (Bateria), Gil Douglas (Poeta Convidado), Yasmin Ribeiro (Poeta Convidada), Gustavo Soares (Produção audiovisual) e Humberto Marques (Poeta convidado)

22h

“Antônia”

Vozes cruzadas de uma mãe – estilhaços de tempos distintos – acompanham dois momentos fundamentais na vida de seu filho: o primeiro dia de aula e o leito de morte. “Antonia”, desta forma, propõe uma reflexão acerca do feminino, da maternidade e do amor. Com Elen Londero e Dione Leal. Direção de Joaquim Gama.

20 de março

16h

“Esquadrão Bombelhaço”

Circo Teatro Palombar

Um batalhão de bombeiros composto por palhaços corre para o salvamento de um gatinho que ficou preso em cima de um muro. Um carro entra em alta velocidade com o esquadrão e seus equipamentos de combate ao fogo… A tropa atrapalhada inicia seus procedimentos de salvamento entre trombadas, tropeços, saltos na pizza e bofetões.

Duração 60 minutos.

Direção: Adriano Paes Mauriz

Cenário: Circo Teatro Palombar

Ilustração: Rafael Marquetto

Figurino: Aaron Kawai

Produção geral: Circo Teatro Palombar

Artistas: David Wilian, Eder Giusepe, Guilherme Torres, Henrique Nobre, Leonardo Galdino, Marcelo Nobre, Paulo Santos, Rafael Garcia e Vinicius Mauricio

18h

Revista em Casa: Ocupações Culturais

Conversa com as ocupações culturais Ermelino Matarazzo e Espaço Coragem

Gil Douglas é morador de Ermelino Matarazzo, articulador, produtor cultural, poeta e fotógrafo. Seu contato com a cena cultural periférica se iniciou a partir da sua vivência no skate, tendo organizado campeonatos dentro da E.E. Prof. Dr. Geraldo Campos Moreira, ainda no início dos anos 2000. Desde então, participou ativamente de diversos coletivos e organizações culturais do bairro, como a Associação Cultural Leão de Judá, o espaço M.O.B.I.L.I.S.E – Movimento Organizado de Benfeitoria, Igualdade, Liberdade, Integração Social e Estudo e, mais recentemente, do Movimento Cultural Ermelino Matarazzo, responsável pela gestão comunitária da Ocupação Cultural Mateus Santos. A partir de sua atuação na Ocupação, Douglas começa a se perceber enquanto poeta e fotógrafo, além de produtor e organizador cultural. Além do Movimento Cultural, Gil atualmente integra a equipe organizadora do Slam Fluxo, do Sarau Você Já Conhece e do Sarau Força Bruta. Também é pesquisador do coletivo ZL 100 Registro, que tem por objetivo mapear e registrar produtores culturais invisibilizados da zona leste de São Paulo.

Michele Cavalieri é moradora da Cohab 2 – Itaquera, há 9 anos.

Nasceu e cresceu no Grajaú – Zona Sul de São Paulo. Formada em Eventos e estudante de Gestão Pública. Atua como Produtora Cultural desde meados de 2010, no projeto Reggae na Rua. Desde 2016 é a produtora e articuladora da Okupação Cultural Coragem, galeria de arte que já realizou mais de 12 exposições de arte urbana, e desenvolve junto com 14 coletivos, o uso cultural e social do espaço, transformando a Okupação em uma rede de ações culturais, espaço para ensaios, encontros, fóruns, formações e muito mais.

Mediação: Aurora Oliveira

20h

“Cidade Desterrada”

Grupo Teatral Pombas Urbanas

O espetáculo tem início com a chegada dos Encantados, seres cósmicos e imaginários que representam a força ancestral da comunidade que ali vai existir. Um grande bairro popular cresce neste lugar repleto de histórias e lutas por trabalho, comida, saúde, transporte. Logo chega uma trupe de teatro que representará as histórias desta população desterrada. Juntos, artistas e comunidade descobrem que para criar o futuro é preciso cultivar a memória e celebrar a vida.

Texto: Grupo Pombas Urbanas. Direção: Adriano Mauriz, Marcelo Palmares e Paulo Carvalho. Direção musical: Giovanni di Ganzá e Grupo Pombas Urbanas. Figurinista: Carlos Alberto Gardin. Cenografia: Marcelo Larrea. Iluminação: Edgard Duprat. Assistentes de figurino: Reinaldo Goulart e Danilo Maganha. Assistente de cenografia: Maya Batista. Aderecista: Robson Rodrigues. Operador de luz: Fernando Alves. Arte gráfica: Marco Antônio Lima. Equipe de apoio, produção e registro audiovisual: Emily Meirelles, Larissa Evelyn e Thábata Letícia. Elenco: Adriano Mauriz, Cinthia Arruda, Juliana Flory, Marcelo Palmares, Marcos Kaju, Natali Santos, Paulo Carvalho, Ricardo Big. 

22h

Doutor Aeiuton – Passeia ao Levante (Leste)

Coletivo Javali

Doutor Aeiuton, acompanhado pelos artistas visuais Veruska Girio (Astronauta Mecânico) e Paulo Uliarud, que formam o Coletivo Javali. A música flutua na atmosfera criada pela fusão de linguagens visuais, o retrô digital e analógico da Astronauta explodindo no psicodelismo das técnicas de liquid light show de Uliarud.

21 de março

14h

“Musical Mapinguary – Sobre Bichos e Monstros”

Cia Mapinguary

Adivinha quem vem aí? É o gigante fedorento Mapinguary acompanhado do Chibamba e do Curupira-pira-pira! Vem aí uma “Festa no céu” com muita música inédita, parlendas e brincadeiras. Vem aí uma viagem à Bremem com direito a uma paradinha para comprar um rabo do seu bicho preferido. Vem aí o homem do saco, é melhor ficar de olho! De olho no homem e no “Tempo” porque só o tempo sabe quanto tempo o tempo tem. Vem aí muita diversão e encantamento com a magia de quem conta e a participação de quem ouve nesse fantástico musical “Sobre bichos e monstros”.

16h

Revista em Casa: Contação de Histórias

Diálogo sobre a produção teatral e musical para o público infantil com Carlos Godoy (Cia Mapinguary) e Marlon Chucruts (Malas Portam). Mediação: Ligia Minaro

18h

“Tybyra – Uma Tragédya Yndýgena Brasyleyra”

1614, São Luís do Maranhão, Brasil. Preso à boca de um Canhão, prestes a ser executado por Sodomia por soldados franceses, Tybyra, Indigena Tupinambá, propaga suas últimas palavras, como se depois de relâmpagos, o som dos trovões saíssem de sua boca. Primeira dramaturgia do artysta Potyguar(a) Juão Nyn, uma ficção sobre o primeiro caso de LGBTfobia, com uma pessoa nativa, documentado no país. Escrita pelo artista, ativista indígena Potyguara, Juão Nyn, a obra faz parte de um projeto de Decolonização do Teatro Brasileiro, dentro do Conceito de Teatro de Ressurgência, onde é previsto uma série de obras Teatrais escritas e feita por artistas indígenas de diferentes etnias brasileiras.

25 de março

18h

“O Homem Megafone”

Cia Teatro da Investigação

A peça retrata a luta pela sobrevivência, apresentando um ambiente comum no cenário brasileiro: o trabalho informal dos que transformam o lixo de alguns em pão de cada dia. Em paralelo, O Homem-Mega-Pão abre mão de seu megafone e o carrinho de catador para entrar na disputa das eleições municipais. Ele quer ser vereador, e diz ser a voz do povo, a voz de Deus, mas o povo tem sua própria voz.

Autor: Edu Brisa. Direção: Carol Guimaris. Elenco: Cris Camilo, Edu Brisa, Geovane Fermac, Gustavo Guimarães Gonçalves e Harry de Castro. Atores convidados: Henrique Cardim e Marcos di Ferreira Direção. Musical: Fernando Alabê. Preparação Corporal e Vocal: Carlos Simioni. Grafite: Credo Desenhos cenário: Stephanie Luna.

20h

“Em processo: Como é que as Bruxas voam?”

Abertura do processo do espetáculo cênico visual “Como é que as Bruxas voam?”, livremente inspirado na obra de Ana Cristina César. O ator e diretor Christian Landi dirige 5 Atrizes, todas egressas da SP Escola de Teatro, num espetáculo digital híbrido, misturando poesia e teatro, com criação dramatúrgica das próprias atuantes. Cria-se assim um universo lúdico onde temas recorrentes da obra da autora, como amor, angústia, fúria, euforia e esperança, se fundem com questionamentos que atravessam e dão voz às cinco personas femininas em cena.

Criação e direção: Christian Landi. Atuação e dramaturgia: Ana Malta, Duda Meneghetti, Fernanda Heitzmann, Gabriela Coniutti e Malu Frizzo.

22h

“Vou Festejar: Teatro, Samba e Quintal”

Grupo Rosas Periféricas

A linguagem do teatro já se encontrou com o samba na casa do Grupo Rosas Periféricas. A partir das músicas que estão em diversos espetáculos do repertório, o Grupo apresenta uma versão pocket musical da Trilogia Parque São Rafael, construindo o resgate da nossa memória no nosso quintal.

Elenco: Michele Araújo, Paulo Reis, Gabriela Cerqueira, Monica Soares e Rogério Nascimento. Voz: Aináh Margot. Cavaquinho: Tiago Valpassos. Percussão: Reinan Rocha. Produção Geral e Executiva: Paulo Reis. Produção Administrativa: Monica Soares.

26 de março

18h

“Retratos de Carolina”

Cia. Os Crespos

Dois atores levam a cena fragmentos do espetáculo “Ensaio Sobre Carolina”, primeiro espetáculo da Cia Os Crespos. O espetáculo é um “discurso-canto-narrativa”, inspirado no livro “Quarto de Despejo”, da escritora Carolina Maria de Jesus. Os atores se movem entre os fragmentos da peça, de onde emerge a interrogação sobre os vestígios dos dias de vida dos “marginalizados” na cidade, através do olhar e da fala de uma catadora de papel, sobre sua realidade e convívio na sociedade brasileira. Da fome à popularidade instantânea, o talento e a sobrevivência das “carolinas” do Brasil: seus sonhos, seus amores e sua luta.

Direção: José Fernando Peixoto de Azevedo. Dramaturgia: José Fernando Peixoto de Azevedo e Os Crespos, a partir da obra de Carolina Maria de Jesus. Atores: Lucelia Sergio e Sidney Santiago Kuanza. Músico: Giovani di Ganzá. Produção: Rafael Ferro.

Vídeo: Fuzuê Filmes – Cibele Appes e Edu Luz

20h

“Ex-Nordestines”

Coletivo Estopô Balaio

Um mergulho profundo para dentro do Coletivo Estopô Balaio. Dando continuidade ao olhar que o grupo tem sobre a memória migrante que habita a cidade de São Paulo, a peça é uma distopia a partir da trajetória de seus integrantes, experimentando novas formas de criação e de investigação do tema que sempre norteou as suas criações: a migração como componente fundante dos territórios.

Diretora: Quitéria Kelly. Dramaturgo: Henrique Fontes. Elenco: Ana Carolina Marinho, Anna Zêpa, Breno da Matta e Juão Nyn. Assistente de Direção: Rodrigo Silbat. Produtores: Wemerson Nunes e David Costa. Produção: Corpo Rastreado e Coletivo Estopô Balaio. Secretaria: Corpo Rastreado.

22h

Banda Cirillo Amém

Um projeto que reinaugura a forma simples de fazer música urbana, poucas notas, melodias transcendentais, que ora lembra a música inglesa, ora a música caipira. Em menos de dois anos de vida, tocaram dezenas de vezes em bares, normalmente na região da zona leste, de onde vem. Já abriu shows de bandas punks em festivais fora de São Paulo, como Ratos de Porão e As Mercenárias.

Rafael Cirilo (voz e violão), Filipe Cirilo (guitarra), Katia Aqkino (voz), Telo Ferreira (bateria), Sergio Basseti (baixo) e Equipe Eskambo (transmissão).

27 de março

16h

“Brasilidades”

A Hora da História

Em Brasilidades, o público é convidado a fazer uma grande viagem literária e musical pelo Brasil, conhecendo, através de histórias de grandes autores e poesias de renomados poetas tupiniquins, a rica cultura e a diversidade do nosso povo. Um mergulho poético em nosso Brasil, em um espetáculo musical para todas as idades.

Texto: Camila Cassis e Natália Grisi. Direção: Natália Grisi. Direção Musical: Camila Cassis. Composições: André Teles e Camila Cassis. Elenco: André Teles, Camila Cassis e Natália Grisi. Figurinos: Magê Blanques. Técnico de Áudio: Cauê Dok. Vídeo: Mirrah da Silva. Gravado no Dok Estúdio.

18h

Revista em Casa: Manifestações Poéticas – Slam na ZL

Diálogo sobre a manifestação poética periférica com Emerson Alcalde (Slam da Guilhermina) e Beká (poeta e MC). Mediação: Doutor Aeiuton

Emerson Alcalde – Ator, poeta, produtor, gestor. MC do Slam da Guilhermina e do SÓFÁLÁ no Red Bull Station. Autor dos Livros (A) MASSA e O VENDEDOR DE TRAVESSEIROS. Se apresentou na FLIP, FLUPP, Bienal do Livro SP, Virada Cultural e em eventos internacionais na Venezuela, Argentina, Canadá, Trinidad e Tobago e França. Vice-Campeão do Mundo de Slam em 2014.

BEKÁ é poeta / Mc. Cria da zona leste de São Paulo. Conheceu a poesia marginal no final de 2016, e só em 2018 deu Início a sua carreira de poeta e Slammer. Hoje tem um trabalho com o funk, tentando aproximar o universo da poesia aos pancadões na quebrada. Em apenas dois anos dentro da cena slam, Beká foi finalista do campeonato estadual de poesia (Slam SP) e Vice campeão do Slam Nacional de poesia falada (Slam BR 2019). Em 2019 lançou seu primeiro livreto com o título “BEKÁ 3 por dez”, também tem suas poesias publicadas em antologias como: Slam resistência ágora de agora, slam da Guilhermina 6.0 e 7.0, e também na antologia Slam FLUXO, a qual hoje também é um dos organizadores e tem como a função de apresentador.

Dr. Aeiuton

Data de 1972 o monolito inicial e a ZL de São Paulo como campo minado de criação. De formação é um tríptico: desenho, teatro e áudio. Como construtor sonoro busca a fusão do performer e do técnico. Assim se fez no teatro e nas instalações sonoras visuais. Em andamento. Em movimento.

20h

Slam da Guilhermina

Ação cultural de fomento à leitura, a escrita e a recitação de versos através de campeonatos de poesia falada, conhecidos como poetry slam. O coletivo realiza suas apresentações, toda última sexta-feira do mês, na praça próxima à estação Guilhermina-Esperança do metrô, reunindo mais de trezentas pessoas por edição. Mantém parcerias com outros coletivos e redes, e circula por outros bairros, cidades, estados e até países.

Cristina Assunção (slammaster), Emerson Alcalde (slammaster), Felipa da Silva Santos (operador de mídia), Leandro Santoro (assistente de produção), Uilian da Silva Santos (matemático).

22h

Banda MEE (hardcore)

Em ”The Unsustainable Burden”, seu segundo EP, a MEE mostrou ainda mais a agressividade de sua sonoridade. A banda lançou um curta-metragem que amarra esteticamente a obra. O filme define visualmente o manifesto artístico que é o seu mais recente lançamento. Além disso, aborda o peso da existência e traz os conceitos que são marcantes para o grupo: ser um fruto da raiva, do pessimismo existencialista e desconfiança no ser humano.

A transmissão contará com a mostra do curta e apresentação de suas músicas autorais.

28 de março

14h

“Acústico Malas Portam Músicas Autorais”

Grupo Malas Portam

Alimentados por uma vitamina sonora, os viajantes embarcam em uma grande aventura por lugares que transcendem as barreiras do possível e do imaginário com suas músicas autorais.

Concepção e direção cênica – Marlon Chucruts. Preparação vocal – Talita Cabral. Adereços – Sergio Jimenez e Marlon Chucruts. Figurinos: Aline Olegário. Elenco

Edgard Jamelão (percussão e sonoplastia), Marlon Chucruts (voz, violão e atuação), Michele Mi (voz e atuação), Rita Ritovski (voz, violoncelo e atuação) e Fabrício Cardeal (voz e violão).

16h

Revista em Casa: Produção Teatral na ZL

Diálogo sobre a produção teatral na ZL com Ana Carolina Marinho (Estopô Balaio), Adriano Mauriz (Pombas Urbanas) e Bartholomeu de Haro (Cia Veneno do Teatro). Mediação: Ligia Minaro

18h

“O Veneno do Teatro”

Cia. Veneno do Teatro

A ação se passa na Paris de 1784, Pré-Revolução Francesa, onde um Marquês convida uma atriz, Mademoiselle Sophie de Beaumont para representar um texto de sua autoria (A Morte de Sócrates) em um teatro especialmente preparado na antecâmara do seu castelo e lhe propõe um jogo de vida ou morte. A peça traz à tona questionamentos sobre a ética, estética, as máscaras e convenções sociais, o jogo do poder, em suma, a necessidade de autoconhecimento, o que a torna uma legítima celebração artística e cultural. Nesta versão digital os atores buscam as ressonâncias do diálogo teatral.

Texto: Rodolf Sirera. Elenco: Elen Londero e Bartholomeu de Haro. Consultoria de Atuação: Joaquim Gama. Cenografia e Figurinos: Elena Toscano. Trilha Sonora: Serginho Motta e Bartholomeu de Haro. Fotografia e Filmagem: Alexandre Cardoso.

REVISTA NA CASA – VEREDAS DA ZONA LESTE

Os encontros e diálogos consistem em levar ao conhecimento do público o trabalho desenvolvido por coletivos artísticos sediados na Zona Leste de São Paulo. Nestes tempos de pandemia e isolamento social, vamos peregrinar por locais onde estejam confinados os artistas e suas criações; entrevistar para elucidar como têm sobrevivido sem a possibilidade de levar seus espetáculos ao público e vivenciar momentos do cotidiano e de expressão artística. Realizar 04 encontros culturais em formato de webinar. Serão convidados para os encontros, artistas, produtores locais, representantes de instituições e intelectuais com intuito de estabelecer diálogos com o que a contemporaneidade traz de urgente na discussão socioeconômica política e cultural – decolonialidade do pensamento na arte, trânsito entre periferia/centro/periferia, diversidade na arte, arte e educação como ponto de partida.

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O jornalista e crítico de artes Miguel Arcanjo Prado é mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, bacharel em Comunicação pela UFMG e crítico da APCA, da qual foi vice-presidente. Está entre os melhores jornalistas de Cultura do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Band e UOL. Dirige o Blog do Arcanjo e o Prêmio Arcanjo. Coordena a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e faz o Podcast do Arcanjo na OLA Podcasts. Foto: Edson Lopes Jr.

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