Cleo sobre Tamara em Haja Coração: ‘Mulher forte’; e anuncia disco e 3 filmes

Cleo em Haja Coração – Foto: Reprodução/TV Globo – blogdoarcanjo.com

Por Miguel Arcanjo Prado

Na novela Haja Coração, reprisada pela Globo no momento no horário das 19h, Cleo, como a personagem Tamara, é um dos destaques. “Mulher forte”, ela define a personagem do folhetim de 2016 escrito por Daniel Ortiz, com a colaboração de Flávia Bessone, Isabel Muniz, Patricia Moretzsohn e Nilton Braga, direção artística de Fred Mayrink e direção de Bia Coelho, Luciano Sabino, Alexandre Klemperer, Teresa Lampreia e Allan Fiterman.

Obstinada a conquistar Apolo (Malvino Salvador), a filha de Penélope (Carolina Ferraz) no momento investe no caminhoneiro que anda desolado desde o término do noivado com Tancinha (Mariana Ximenes).  Segundo divulgou a Globo, ela o levará para o Guarujá, onde os dois vão se beijar e transar. Enquanto isso, no apartamento de Beto (João Baldasserini), Tancinha e o publicitário também passam a noite juntos.  

A seguir, Cleo fala ao Blog do Arcanjo sobre sua personagem.

Blog do Arcanjo – Qual a importância da Tamara em sua trajetória profissional na tv?
Cleo – A Tamara foi uma personagem que me desafiou bastante na época, tanto fisicamente quanto como personagem, por ser essa mulher impulsiva e ter esse desejo de liberdade.  É uma mulher de opiniões fortes, que se impõe na vida. Ela também tem a Síndrome de Borderline, então o Daniel (Ortiz) tinha a oportunidade de abordar e inserir na história o tema da saúde mental. Foi algo importante para mim e acredito que ajudou também outras pessoas.  

Blog do Arcanjo – Tamara não era um personagem original de ‘Sassarincado’. Ainda assim teve uma enorme repercussão e torcida para ela. A que você atribui o sucesso do personagem?
Cleo – Eu acho que a personagem é uma pessoa que faz pontuações pertinentes e as pessoas se relacionam com isso. Ela é uma mulher em busca da sua liberdade, de seus sonhos e bate de frente com o sistema machista em muitos aspectos. O público se identificava com essa rebeldia dela.  

Como foi o seu trabalho de composição para este trabalho? 
Cleo – Na época, foi muito interessante porque como ela tem essa paixão por adrenalina, isso me desafiou bastante. Eu amo velocidade, por exemplo, então por ela ser piloto foi algo que consegui me identificar. A Tamara é radical, viciada em adrenalina, isso te coloca em constante desafio e atenção. Também procurei entender melhor a síndrome. 

Que lembranças você tem da época das gravações? 
Cleo – As cenas de corrida eram as mais legais. Sou apaixonada por velocidade e fiquei animada quando soube que ela era piloto de rally. Sabia que teria que fazer um laboratório a respeito para entender mais a personagem e os desafios da profissão dela. Foi uma experiência interessante. 

Você tem produzido vários conteúdos para a sua plataforma ´Cleo on Demand´ no Instagram. Como surgiu a ideia deste projeto e de investir também por trás das câmeras?
Cleo – A ideia da plataforma veio muito de uma troca entre mim e a minha equipe, que são também meus amigos. Falamos bastante sobre como a gente sentia falta de ver alguns tipos de assuntos ou produções no audiovisual. Sempre gostei dos bastidores dos projetos. A websérie ‘Reflexos’, por exemplo, foi um projeto bem especial pensado durante a pandemia e que traz muito sobre autoconhecimento, sobre confrontar quem somos durante o isolamento e se entender novamente. 

Quais são seus planos profissionais para o futuro?
Cleo – No momento estou me preparando para gravar um longa nos próximos meses. Ainda tenho para lançar três longas: ‘Terapia do Medo’, ‘O Amor Dá Voltas’ e ‘O Segundo Homem’. Pretendo lançar o álbum de músicas neste semestre.

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Miguel Arcanjo Prado é jornalista, mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP e bacharel em Comunicação Social pela UFMG. Eleito três vezes pelo Prêmio Comunique-se um dos melhores jornalistas de Cultura do Brasil. Nascido em Belo Horizonte, vive em São Paulo desde 2007. É crítico da APCA, da qual foi vice-presidente. Passou por Globo, Record, Folha, Contigo, Editora Abril, Gazeta, Band, Rede TV e UOL, entre outros. Desde 2012, faz o Blog do Arcanjo, referência no jornalismo cultural. Em 2019 criou o Prêmio Arcanjo de Cultura no Theatro Municipal de SP. Em 2020, passou a ser Coordenador de Extensão Cultural e Projetos Especiais da SP Escola de Teatro e começou o Podcast do Arcanjo em parceria com a OLA Podcasts. Foto: Edson Lopes Jr.

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