Parabéns, Belo Horizonte, pelos 123 anos!

Por Miguel Arcanjo Prado

Hoje, a cidade na qual nasci, Belo Horizonte, faz 123 anos de vida. Ainda é jovem, cidade planejada para ser moderna, este sentimento tão contraditório para nós, mineiros, sempre tão barrocos e tradicionais. Mando meu abraço carinhoso aos meus conterrâneos e à minha família que lá está, morrendo de saudade, já que por conta desta louca pandemia não piso em BH desde fevereiro, quando fiz essa foto aí na Igreja da Pampulha. Aliás, a igrejinha de Niemeyer encomendada pelo então prefeito JK (nascido em Diamantina) representa justamente este sentimento que criou a capital que ficou no lugar de Ouro Preto.

Pensando bem, eu sou belo-horizontino por todos os lados, já que meus pais também são belo-horizontinos, como também são meus avós maternos, Maria e Gil Prado. Já meu avô paterno, Raimundo Oliveira, o Velho Dico, era de Vespasiano, ao norte de BH, e minha avó paterna, Dona Oneida, a mãe Gigi, nasceu em Ouro Preto, a antiga capital, mas veio menina com a família tentar a vida em BH.

Amo essa cidade… o Parque Municipal e Parque Guanabara da minha infância; a Praça do Papa, com a cidade a seus pés e o maravilhoso festival de jazz; o Palácio das Artes, onde estreei no palco aos sete meses e declamei uma poesia para minha madrinha Zélia Gattai todo tremendo de emoção; a vista estonteante da antiga pedreira do meu bairro, Jardim Europa, onde minha mãe levava a mim e meus irmãos para ver o por do sol que só Minas tem; a praça da Liberdade, onde tanto frequentei sua Biblioteca Pública ou me deslumbrei com as luzes de Natal; a Savassi, onde dancei no Ballet Movimento; a rua Sapucaí com seus bares e cerveja na mureta; o viaduto Santa Tereza que leva ao bairro mais charmoso por cima do trem; os bares e lojas de disco do Edifício Maleta com sua boemia intelectual; o Mercado Central, de queijos e doces, e o Mercado Novo, com sua nova linda juventude; o Campus Pampulha da UFMG, onde quase virei geógrafo e, depois, jornalista… são alguns dos lugares que desta minha cidade aniversariante que sempre vou amar.

Parabéns, BH!!! Te amo!!!

Miguel Arcanjo Prado é jornalista, mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP e bacharel em Comunicação Social pela UFMG. Eleito três vezes pelo Prêmio Comunique-se um dos melhores jornalistas de Cultura do Brasil. Nascido em Belo Horizonte, vive em São Paulo desde 2007. É crítico da APCA, da qual foi vice-presidente. Passou por Globo, Record, Folha, Contigo, Editora Abril, Gazeta, Band, Rede TV e UOL, entre outros. Desde 2012, faz o Blog do Arcanjo, referência no jornalismo cultural. Em 2019 criou o Prêmio Arcanjo de Cultura no Theatro Municipal de SP. Em 2020, passou a ser Coordenador de Extensão Cultural e Projetos Especiais da SP Escola de Teatro e começou o Podcast do Arcanjo em parceria com a OLA Podcasts. Foto: Bob Sousa.

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