Memória do Teatro: Roberto Zucco, 2010

Por Miguel Arcanjo Prado

Adaptação do diretor Rodolfo García Vázquez para o texto clássico do francês Bernard-Marie Koltès sobre um sanguinário serial killer italiano, o espetáculo Roberto Zucco foi encenado pela Cia. de Teatro Os Satyros em 2010. A obra fez sucesso de público e crítica, ganhando Melhor Direção do Prêmio APCA, Prêmio CPT e Prêmio Shell de Teatro.

Com o ator Robson Catalunha interpretando o protagonista, a peça contava com numeroso e vigoroso elenco formado pelos atores Cléo De Páris, Julia Bobrow, José Alessandro Sampaio, Maria Casadevall, Elaine Grava, Dyl Pires, Diney Vargas, Victor Lucena, Priscilla Leão, Katia Calsavara, Marcio Pellegrini, Cristiano Dantas, Thadeo Ibarra, Cláudio Wendel, Ricardo Campanille, Renan Pena, Aline Leonello e Julia Ornelas.

Em primeiro plano, Robson Catalunha e Maria Casadevall na peça Roberto Zucco em 2010 no Espaço dos Satyros – Foto: Arquivo Blog do @miguel.arcanjo

Equipe talentosa

O espetáculo Roberto Zucco foi dirigido por Rodolfo García Vázquez com assistência de Vanessa Guillen, direção e produção de vídeo de Luciana Ramin, trilha sonora de Ivam Cabral, cenografia de Marcelo Maffei, figurinos de Lori Ann Vargas, programação visual de Rodrigo Meneghello, tratamento de imagens de Luciana Ramin e Ricardo Campanille, retrato falado de Claucio Wendell com os intérpretes criadores Cristiano Dantas, Ricardo Campanille, Claudio Wendel e Aline Leonello. A operação de luz assinada por Rodolfo García Vázquez foi de Léo Moreira Sá e a operação de som de Igor Augusto. Laerte Késsimos fez o trailer.

As atrizes Julia Bobrow e Cléo De Páris na peça Roberto Zucco em 2010 no Espaço dos Satyros – Foto: Arquivo Blog do @miguel.arcanjo

Sucesso de crítica

Sobre Roberto Zucco, a crítica Christiane Riera escreveu na Folha de S.Paulo em 11 de setembro de 2010: “A escolha do ator Robson Catalunha para interpretar Zucco, com seus traços suaves e corpo mais frágil já desloca grande parte da agressividade para fora do protagonista. Com um elenco vigoroso de 20 atores, é inevitável que a tônica recaia no retrato satírico, às vezes absurdo, da sociedade. O time de arte impressiona ao multiplicar o pequeno espaço de encenação com arquibancadas móveis e projeções em todas as paredes. O cenário picotado de Marcelo Maffei e os vídeos de Luciana Ramin adensam o clima de violência urbana. O entorno ruidoso acentua a tragédia da solidão de Zucco, cuja alma melancólica revela a hipocrisia barulhenta ao seu redor. Aos poucos, ganha a dimensão de um herói mítico em poema épico, pois sua queda pode simbolizar a queda de toda humanidade”.

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