Rui Dias Monteiro, o artista português que se encantou por São Paulo

O artista visual português Rui Dias Monteiro: relação intensa nos últimos meses com São Paulo – Foto: Marcus Leoni – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo – UOL

O artista visual Rui Dias Monteiro retorna para sua Portugal natal na próxima semana após um efervescente e produtiva vivência artística no Brasil, mais especificamente na cidade de São Paulo.

A relação dele com o nosso país começou em 2017, quando ganhou uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, em Portugal, para fazer uma residência artística de quatro meses na Faap (Fundação Armando Alvares Penteado). “Desde então tenho estado entre Lisboa e São Paulo”, conta ele em conversa exclusiva com o Blog do Arcanjo.

“No final de 2018, regressei aqui por mais tempo e acabei fazendo uma nova residência artística no Pivô”, diz, sobre o espaço de produção artística localizado no Copan, célebre edifício paulistano projetado por Oscar Niemeyer.

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“Ao mesmo tempo, também entrei no Centro de Pesquisa Teatral com o Antunes Filho, com quem estive ao longo dos últimos meses — o que acabou por ser muito intenso devido também à sua morte”, reflete o artista, cuja obra transita entre escrita, fotografia, desenho e vídeo.

Neste tempo, Rui participou de uma exposição coletiva, “Escuta à Procura de Som”, ao lado dos artistas Carolina Cordeiro, Laura Belém e Diogo Bolota no Consulado Geral de Portugal em São Paulo, com curadoria de Isabella Lenzi. Nela, apresentou seu trabalho “Tragédia T.”, na qual demonstrou aguçada sensibilidade em seu olhar para o universo das pessoas trans.

Rui Dias Monteiro: residência no Pivô do Copan, exposição no Consulado de Portugal em SP e estudos no Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho – Foto: Marcus Leoni – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo – UOL

Em Portugal, onde vive em Lisboa, Rui concluiu em 2008 o Curso Avançado de Fotografia e Projecto Individual no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, e em 2016 a pós-graduação em Discursos da Fotografia Contemporânea na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Também em 2016, recebeu o Prémio BF16 – Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira.

“Regresso a Portugal já na próxima semana, cheio de saudades de lá, mas desejoso de poder regressar ao Brasil em breve, apesar da desilusão política por que está a passar”, pontua Rui, que é autor dos livros “Sob Cada Erva” (STET, 2014), “Fazer Fogo à Noite” (não edições, 2014) e “Reunião de Pedras” (não edições, 2018).

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