Diogo Vilela se emociona ao reviver Cauby Peixoto em musical de sucesso

Diogo Vilela é Cauby Peixoto em “Cauby! Cauby! Uma Lembrança”, em cartaz no Rio – Foto: Dalton Valério/Divulgação

Cauby Peixoto (1931-2016) foi o mais importante cantor da Era do Rádio no Brasil.

O artista ganha mais uma vez homenagem nos palcos do ator Diogo Vilela, que já o interpretou em 2016 — quando teve a honra de ter o próprio Cauby na plateia, além de cantar com o ídolo — e celebra 48 anos de carreira com a nova montagem.

Vilela apresenta no Rio no Teatro Carlos Gomes da praça Tiradentes o musical “Cauby! Cauby! Uma Lembrança”, com texto de Flávio Marinho com o qual colaborou. Marinho dirigiu Cauby no show “Conceição”, de 1992.

As sessões vão até 11 de março, sempre quinta a sábado, 19h, e domingo, 18h, com ingresso a R$ 80 inteira e R$ 40 meia.

Ele conta ao Blog do Arcanjo do UOL que mergulhou fundo na trajetória do artista e se emociona cada vez que sobe ao palco para interpretá-lo.

“Revi todos os DVDs de shows, assisti novamente as entrevistas e fiz aulas de canto com o professor Victor Porchet”, conta ele que já viveu também Ary Barroso, em 2013, e Nelson Gonçalves nos palcos em 1996, na peça “Metralha”, que lhe garantiu o Prêmio Shell de Melhor Ator naquele ano.

“Sinto que reviver Cauby no palco seja a necessidade de elevar o nível do meu trabalho de intérprete, criando a semelhança cênica, nunca a imitação, de um dos maiores astros da música brasileira”, define Vilela.

Diogo Vilela canta com Cauby Peixoto na época da primeira versão do musical – Foto: Divulgação

Logo na entrada do teatro, o público dá de cara com um dos figurinos originais usados pelo vaidoso Cauby.

A montagem ainda conta com adereços originais do cantor na cenografia assinada por Tania Nardini.

Iluminados por Maneco Quinderé, estão em cena nove atores: Diogo Vilela, Sylvia Massari, Sabrina Korgut, Paulo Trajano, Aurora Dias, Luiz Gofman, Ryene Chermont, Luiz Menezes e Rafael de Castro, além de banda com cinco músicos sob direção musical de Liliane Secco.

O texto original de 2006 foi revisto por Vilela e Marinho, que também dirigem a obra, em 2016, ano em que morreu Cauby.

Em duas horas, a peça conta a trajetória do menino pobre de Niterói que sonhava em ser majestade no reino artístico povoado pelas estrelas do rádio. E conseguiu.

O enredo se calca em uma entrevista da secretária de Cauby [na vida real Nancy Lara, que era fã dele e largou tudo para cuidar do artista até sua morte] a um grupo de jovens aspirantes e jornalistas, com idas e voltas no tempo.

Cauby Peixoto no palco: ídolo absoluto – Foto: Julia Chequer

Marinho define Cauby como “uma das figuras mais especiais do show-business brasileiro, dono de estilo e voz inconfundíveis”.

E complementa: “Cauby contrapõe a exuberância de sua presença cênica com uma discretíssima vida pessoal. O que ele extravasa no palco, contém num dia a dia muito sóbrio, vivendo para a voz, o canto e o trabalho”.

A obra ainda tem figurino de Ronald Teixeira e caracterização Mona Magalhães, além de prestar tributos a nomes fundamentais na trajetória de Cauby, como Ângela Maria, Emilinha Borba, Lana Bittencourt, Maysa Matarazzo e o empresário e compositor Di Veras, que ajudou a construir a imagem emblemática de Cauby Peixoto.

Depois do Teatro Carlos Gomes, o musical se apresenta entre 16 de março e 1º de abril no Teatro Imperator, também no Rio.

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