Orquestra Sinfônica de Piracicaba é destaque do interior paulista em 2016

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Orquestra Sinfônica de Piracicaba: ano farto celebrado na Sala São Paulo – Foto: Rodrigo Alves

Por Miguel Arcanjo Prado

Enquanto conjuntos tradicionais de música erudita tiveram um 2016 difícil, a Orquestra Sinfônica de Piracicaba (OSP) rema contra a maré.

Desde a sua reestruturação, em março de 2015, o grupo ganhou fôlego novo, demonstrado no encerramento de seu ano, no último dia 18, em seu primeiro concerto na Sala São Paulo, principal templo da música erudita no Brasil. O barítono brasiliense Leonardo Neiva fez participação especial.

Uma das orquestras mais antigas do país, a OSP nasceu há 116 anos. Ela manteve-se, ao longo dos tempos, de concertos esporádicos, a partir do empenho de entusiastas, muitos ligados à Esalq, a tradicional escola de agronomia da USP, com sede em Piracicaba.

Novos ares

A mudança de cenário ocorre com a chegada do piracicabano Jamil Maluf para as funções de regente titular e diretor artístico. Ele dedicou 34 anos de sua trajetória profissional ao Theatro Municipal de São Paulo, onde atuou como diretor artístico, regente da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal e criou a Orquestra Experimental de Repertório, pela qual se formaram pelo menos 1.000 instrumentistas.

Único maestro detentor de quatro prêmios de Melhor Regente pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), Maluf convenceu os órgãos públicos e a iniciativa privada sobre o aumento dos recursos financeiros e abriu processo seletivo para admissão de instrumentistas.

A temporada regular de concertos desde 2015 assegurou a participação de solistas reconhecidos, entre os quais os pianistas Eduardo Monteiro, Cristian Budu e Amaral Vieira, a soprano Gabriela Pacce, brasileira radicada na Dinamarca, e Rosnei Tuon, violinista piracicabano que vive na Suíça. Em 2016, a OSP desenvolveu os projetos ABC do Dó Ré Mi e Música nas Escolas a 7.500 mil alunos da rede municipal.

Maluf afirma ao Blog do Arcanjo do UOL que a música produzida em Piracicaba tem ecoado fora de seu próprio território.

“Uma orquestra tem que circular, para expandir o seu raio de ação. É o que fizemos em julho, no 47º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão”, diz, comemorando o fato de a OSP ter encerrado o ano tocando pela primeira vez para o exigente público da capital paulista.

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