★★★★ Crítica: Dibuk – O Musical mergulha na tradição judaica em prol da liberdade do amor

Os protagonistas Luís Vasconcelos e Veronica Goeldi celebram sucesso de Dibuk – O Musical no Teatro Sérgio Cardoso © Rafa Marques para Miguel Arcanjo 2026

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

★★★★
DIBUK – O MUSICAL
Avaliação: Muito Bom
Crítica por Miguel Arcanjo Prado
Qui. Sex. Sáb. 20h. Dom. 16h.

Até 31/5/2026 Teatro Sérgio Cardoso, SP
Compre seu ingresso!

O teatro musical brasileiro está cada vez mais diverso, o que atesta a maturidade artística e capacidade produtiva do mercado. Se já tivemos produções dedicadas a histórias negras, como Dreamgirls ou A Cor Púrpura, ou dramas trans, como Brenda Lee e o Palácio das Princesas, por que não um musicai judaico? Afinal, São Paulo é das mais cosmopolitas das metrópoles e concentra uma das mais importantes comunidades judaicas na América Latina, comunidade esta primordial para o teatro brasileiro. Pois é dessa fonte que bebe Dibuk – O Musical, sob idealização de Alberto (Gingi) B. Worcman e Paula Zimerman Targownik.

O espetáculo fez enérgica e aplaudida estreia noTeatro Sérgio Cardoso nesta quinta, 23 de abril e fica em cartaz até 31 de maio, com sessões de quinta a sábado, 20h, e domingo, 16h, e ingressos na Sympla. Sob atenta direção de Marcelo Klabin, com assistência de Jade Ito, o espetáculo mistura a profundidade da milenar cultura judaica com a leveza do picadeiro, criando números que misturam coreografias, magia e malabarismos, em uma encenação de alto impacto com 31 talentosos artistas, o que deixa o palco sempre repleto de vivacidade. Adaptação do clássico de Sch. An-Ski; a obra rotulada como o “Romeu e Julieta ídiche”, narra um elo de amor que a morte não consegue quebrar.

Dibuk, no caso, é alma errante que incorpora o corpo alheio, no caso do musical, o da própria amada. Os talentosos Verônica Goeldi e Luis Vasconcelos ancoram o drama com uma entrega que foge do melodrama fácil, segurando um protagonismo exato e sem exageros. Dagoberto Feliz, com suas rimas, traz uma poética própria, e Lilian Blanc faz uma participação luxuosa. O vigoroso elenco, com visagismo de Diego Durso, figurinos do onipresente Fabio Namatame e enérgica coreografia de Alberto (Gingi) B. Worcman e Loba Targownik, ainda conta com Rafael Pucca, Romis Ferreira, Nábia Villela, Heitor Goldflus, Gustavo Waz, Fernanda Melém, Rodrigo Miallaret, Gabriela Melo, Lucas Marques, Eduardo Leão,Mateus Torres, Victor Froiman,Thiago Ledier, Éri Correia,Juliana Ferretti, Bel Nobre, Chiara Lazzaratto, Erick Carlier, Natalia Presser, Gui Boranga,Tamara Figueiredo, Geisa Helena, Luara Bolandini, Diego Oliveira, Juliano Alvarenga, Will Kreff e Alicio Zimmermann.

A direção musical de Gustavo Kurlat renova melodias ancestrais, sob design de som de Bruno Pinho. A regência e os arranjos de Vicente Falek e os arranjos vocais de Tarita de Souza garantem nuances orgânicas. A dança tradicional judaica é o motor que impulsiona a narrativa, fundindo-se a elementos circenses coordenados por Natalia Presser com fartas pitadas do acertado ilusionismo de Alicio Zimmermann. Tudo isso no versátil e amadeirado cenário de Marco Lima iluminado por Guilharme Bonfanti.

O texto de Alberto Worcman e Paula Targownik, lapidado pela consultoria experiente de Luís Alberto de Abreu, sopra vida nova aos pergaminhos, incluindo aí sutis ironias, questionando dogmas e em prol da liberdade e do amor. O time ainda conta com direção de produção atenta de Marisa Medeiros, com produção executiva de Marcella Castilho e Wesley Lima, e consultoria de Edinho Rodrigues da Brancalyone Produções.

Com tanta gente boa reunida, acertadamente, Dibuk – O Musical honra a tradição sem se tornar refém dela. Este é um mérito e tanto.

★★★★
DIBUK – O MUSICAL
Avaliação: Muito Bom
Crítica por Miguel Arcanjo Prado
Qui. Sex. Sáb. 20h. Dom. 16h.

Até 31/5/2026 Teatro Sérgio Cardoso, SP
Compre seu ingresso!

Dibuk – O Musical: Miguel Arcanjo mostra artistas nos bastidores da estreia no Teatro Sérgio Cardoso e quem aplaudiu

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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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Editado por Miguel Arcanjo Prado

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