Gui Leal chega aos 30 com papel negro poderoso e cheio de ginga em Charlie, O Musical

Gui Leal no musical Charlie, A Fantástica Fábrica de Chocolate: "personagem negro poderoso e cheio de ginga" - Foto: Jairo Goldflus/Divulgação - Blog do Arcanjo
Gui Leal é Sr. Bauregarde no musical Charlie, A Fantástica Fábrica de Chocolate: “personagem negro poderoso e cheio de ginga” – Foto: Jairo Goldflus/Divulgação – Blog do Arcanjo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

O ator e cantor Gui Leal acaba de completar 30 anos, no último 16 de agosto. De presente, o artista do signo de Leão ganhou o que mais sonhava nos últimos tempos: retornar aos palcos. Uma das referências negras no disputado mercado dos musicais brasileiros, ele é um dos astros de Charlie e A Fantástica Fábrica de Chocolate, superprodução que estreia em 17 de setembro, no Teatro Renault, marcando a retomada dos grandes musicais da Broadway em São Paulo, tendo ainda no elenco nomes como Cleto Baccic, Rodrigo Miallaret e Sara Sarres. 

Na obra, com a qual celebra 12 anos de carreira, dá vida ao personagem Sr. Bauregarde. “um homem negro poderoso e cheio de ginga”, como avisa o próprio. Com 67 quilos elegantemente distribuídos em 1,77 metro de altura, Gui é “um barítono com muitos agudos ou um tenor com vários graves”, como tenta definir de forma bem humorada.

Com a música na veia, ele tem formação rebuscada, que contou desde o começo com o apoio de seu pai, que chegou a pagar as aulas musicais do filho com serviços de marcenaria. O novo trintão da praça conversou com exclusividade com o Blog do Arcanjo. Na entrevista, lembrou seu começo em O Rei Leão, o amadurecimento em Rent, fala do atual desafio em Charlie, além de recordar o imprescindível apoio do pai e de analisar a importância da representatividade negra nos palcos.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado – Como é chegar aos 30 anos?
Gui Leal –
Olha, Miguel, eu diria que demorou viu? Pra mim, os últimos dez anos parecem ter sido vinte! Eu não me considero nada ansioso com ocasiões, mas esperei muito os trinta! Chego aqui com muitos sonhos realizados e com muitos planos futuros em mente! E por último, mas não menos importante, chegar aos trinta em plena pandemia, tendo passado por uma infecção da Covid esse ano e sem grandes complicações, é uma vitória! Sou um vencedor com certeza. Temos o que comemorar! 

Miguel Arcanjo Prado – O que o Gui Leal de 30 anos diria ao Gui Leal de 20?
Gui Leal –
O Gui Leal de trinta diz ao de vinte: Gui, você não precisa trabalhar tanto pra provar para as pessoas que é capaz. Isso pode atrapalhar suas relações afetivas e sociais. As oportunidades de mostrar seu trabalho e competência não faltarão! 

Miguel Arcanjo Prado – E o que diria ao Gui Leal de dez anos?
Gui Leal –
Ao Gui de dez eu digo: Pretinho, você é lindo. Sério. O padrão de beleza que tentam te enfiar goela abaixo não é a única beleza que existe. Não se esconda atrás desse cabelo grande…se tiver vontade de cortar, corte! Você vai se tornar um homem bem bonito e digo mais, as pessoas vão te achar bonito, interessante e inteligente por quem você é. 

Gui Leal em cena de Charlie, A Fantástica Fábrica de Chocolate - Foto: João Caldas/Divulgação - Blog do Arcanjo
Gui Leal em cena de Charlie, A Fantástica Fábrica de Chocolate – Foto: João Caldas/Divulgação – Blog do Arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Como se sente voltando aos palcos após este período tão duro?
Gui Leal –
Mais uma vez na minha trajetória, preciso reconhecer meu enorme privilégio em ocupar um lugar tão disputado nesse retorno da arte aos palcos e logicamente me sinto muito feliz e grato, mas respirando um dia de cada vez, vibrando muito positivamente pra melhora do mundo e torcendo pra uma temporada linda e protegida do vírus! Privilegiado que sou, minha pausa teve um respiro quando pude voltar ao palco do Teatro Santander em dezembro de 2020, a convite dos meus queridos Zé Henrique de Paula, Fernanda Maia, Gabriel Malo e Adriana Del Claro para o lindo concerto de Natal, Jingle Bus. Sem esquecer de mencionar minha enorme gratidão aos meus trabalhos como vocal coach on-line com meus alunos não só de todo Brasil. mas de outros países também, e trabalhos como produtor musical, que no período de pandemia me deram sustento e saúde mental pra ficar em casa por tantos meses.

Miguel Arcanjo Prado – Quem é seu personagem em Charlie, A Fantástica Fábrica de Chocolate? Como o compôs?
Gui Leal –
Tenho a honra e o prazer de interpretar Eugene Beauregarde mais conhecido como Sr. Beauregarde, o pai da Violet, uma das ganhadoras do bilhete dourado! Preciso destacar aqui que a audição pra esse personagem foi, sem dúvida alguma, a audição mais divertida e gostosa de toda minha carreira! Tão divertida e leve que me rendeu o papel. Eu lembro como se fosse ontem, Tony Germano no camarim da Escola do Rock, lá no Teatro Santander, que me disse: “Tem um personagem que é sua cara!” E em seguida me mostrou um vídeo! Pirei ali mesmo! Logicamente sem copiar, me inspirei muito na energia do ator original da Broadway, Alan H Green, um querido, o qual me tornei colega de rede social e uma curiosidade interessante é que a partir desse encontro virtual, após algumas mensagens trocadas, demos início à rede que chamamos de Purple Suit Gang (Gangue de Terno Roxo, em inglês, pois todos nós usamos um terno roxo no figurino)  que conta com “Beauregardes all over the world”: Alan H Green (original da Broadway), Branden Mangan (US National Tour, no Reino Unido) e Madison Mckoy (Brisbane-Australia) e claro, eu aqui no Brasil. Minha criação está muito inspirada nas minhas referências de vida, os grandes figurões pretos e cheios de estilo que já eram referência, como James Brown e é claro presenças da minha infância nas festas de família que eu observava como homens negros poderosos e cheios de ginga, como meu pai Marcos e um primo de família, o Jhonny! 

Gui Leal em cena de Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate, que estreia dia 17 de setembro no Teatro Renault – Foto: João Caldas/Divulgação – Blog do Arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Como está o clima nos ensaios? Como foi reencontrar os colegas? E a expectativa para a estreia?
Gui Leal –
Que clima delicioso, literalmente aquele reencontro sabe? Ainda mais nesse projeto que deixou aquele gostinho, mas que não aconteceu! Fechamos as portas um dia antes dos nossos ensaios abertos! Então, reencontrar todo mundo é um respiro! Rever a arte acontecendo, ouvir as mudanças, ver minhas “filhas” que antes eram crianças se tornando adolescentes e trazendo novidades pra cena! A expectativa para a estreia é grande! Costumo dizer e repetir: não sou ansioso, mas a expectativa é pra que a saúde do nosso país siga melhorando, pra que todos estejamos seguros nesse processo e que nossa estreia aconteça da melhor forma possível! Sem contar ainda que agora é o meu retorno ao palco do Teatro Renault que, como disse o Carlos Cavalcanti, nosso produtor do Instituto Artium, no nosso primeiro dia de ensaio, é a “catedral dos musicais”. Meu primeiro musical foi lá, em 2014, no meu sempre saudoso Rei Leão! Então, é especial. Estou muito feliz e bem animado! 

Astro dos musicais, Gui Leal fala sobre como é ser ator negro no Brasil - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo
Astro dos musicais, Gui Leal fala dos desafios de ser ator negro no Brasil – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Como você avalia a construção de carreira para um ator negro no Brasil?
Gui Leal –
Complexo, mas vou me concentrar no teatro musical que é o nicho que estou inserido. Estamos apenas começando, sempre que posso falar sobre esse assunto, me sinto numa grande responsabilidade! Há alguns anos, eu ocupo um lugar muito importante nesse mercado ainda tão pequeno e jovem de teatro musical no nosso país. Estou no meu oitavo musical, sem contar as peças não musicais, e olhando pra esses sete anos nos grandes palcos das grandes produções lembro de como parecia impossível chegar ao palco ou conquistar um lugar sob as luzes! A construção para o ator negro não é só baseada em ser bom. Ele precisa ser bom, ter experiência, segurança e o mais difícil de tudo…ter as oportunidades. Poderia falar por horas sobre os motivos pelos quais os diretores e produtores de elenco sempre “sofrem” pra encontrar os atores negros para os seus projetos, mas posso esclarecer rapidamente, somente mencionando a herança deixada pela lei da escravatura que até hoje marginaliza a população negra e limita o acesso desses possíveis artistas, tornando o caminho para os grandes palcos uma jornada com muitos obstáculos.

A construção para o ator negro não é só baseada em ser bom. Ele precisa ser bom, ter experiência, segurança e o mais difícil de tudo… ter as oportunidades.

Gui Leal, ator

Miguel Arcanjo Prado – Faltam mais oportunidades e bons personagens?
Gui Leal –
Como um jovem negro sem privilégios se prepara adequadamente para o mercado? Um mercado que exige excelentes atores completos que não só atuem, mas cantem e dancem com domínio da técnica. Muitas vezes, é como se em cada elenco houvesse apenas uma vaga para um ator negro. Mas em alguns projetos, como o que estou atualmente, Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate, celebro a insistência dos criativos e da produção para que se mantenha a característica principal e original do personagem, como é o caso do Mr. Beauregarde: Um homem negro, rico e poderoso! E garanto muito poder na minha versão dessa figura! [risos].

Gui Leal em cena do musical A Escola do Rock em 2019 - Foto: Adriano Doria/Divulgação - Blog do Arcanjo
Gui Leal em cena do musical A Escola do Rock em 2019 – Foto: Adriano Doria/Divulgação – Blog do Arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Você conseguiu chegar em um lugar muito especial dentro do mercado do teatro musical, mas ainda faltam avanços?
Gui Leal –
Hoje ocupo uma vaga cativa nos musicais em São Paulo, tenho consciência disso e muito orgulho também, porém, entendo a grande problemática que isso acaba coroando. Para mim, o teatro musical do Brasil ainda precisa de muita desconstrução. Os negros são mais de cinquenta por cento da população do Brasil, acho que precisamos estar mais presentes no que é entregue para o público do nosso país. Herança cultural na nossa genética não nos falta! Garanto! Poderia citar muitos colegas aqui com os quais nunca trabalhei em cena, porque geralmente tem vaga somente para um, no máximo dois de nós, exceto em casos como A Cor Púrpura. Mas, sempre faço menção ao meu querido amigo Tiago Barbosa, hoje uma verdadeira estrela internacional que encanta a todos na Espanha e é referência pra muitos de nós aqui. Foi o primeiro dessa minha geração que vimos ocupar um lugar nesse céu estrelado e passou o bastão e a responsabilidade da referência pra artistas daqui como eu. Antes dele, meu querido Maurício Xavier que também é uma referência de ator preto no teatro musical pra mim. Espero, para próxima geração, mais oportunidades e a coragem de produtores e diretores brasileiros em apostar num “blind cast” sem que o motivo seja marketing ou estarem politicamente corretos, mas sim porque corpos negros representam, sim, a arte brasileira. 

Gui Leal no camarim do musical O Rei Leão no Teatro Renault em 2014: começo de uma trajetória de sucesso nos palcos - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo
Gui Leal no camarim do musical O Rei Leão no Teatro Renault em 2014: começo de uma trajetória de sucesso nos palcos – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Gui, se eu te pedisse pra citar três trabalhos que lhe marcaram nos palcos, quais você citaria?
Gui Leal –
Posso destacar, com certeza, o mais marcante e importante deles como O Rei Leão, o que não é novidade para ninguém! O Rei Leão sempre foi meu desenho favorito da infância e, quando conheci o mundo dos musicais, tornou-se meu alvo principal. Com um alinhamento dos astros e muito suor, após fases e fases e um não, O Rei Leão foi meu primeiro trabalho profissional de grande porte. Realizei meu sonho sendo a hiena Banzai e não contente, à convite da Disney & Stage Entertainment voei até Hamburgo na Alemanha em 2018 pra tentar uma vaga na savana alemã! Não consegui a vaga, mas tenho certeza que causei uma ótima impressão! [risos] Inclusive atualmente já me preparo pra próxima vez, fazendo aulas de alemão semanalmente! Um segundo trabalho, que inclusive aconteceu na sequência, em 2016, foi Rent, que me marcou artisticamente para sempre. Na primeira temporada, eu fazia parte do ensemble e era cover do personagem Collins, que na época era interpretado pelo doce Max Gracio, e já era uma experiência incrível, porque gosto de Rent desde o colegial, mas, em 2017, tive a oportunidade de assumir o papel durante a segunda temporada, contando com a confiança do meu amigo Bruno Narchi, que estava à frente da produção com Bel Gomes e uma equipe criativa maravilhosa. E esse foi o meu primeiro papel de destaque, afinal em O Rei Leão como hiena eu tinha uma maquiagem e figurino que me escondiam. Dessa vez, o público me via e esperava algo de mim. Afinal, Rent tem muitos fãs, não só do musical, mas também das músicas. Precisei amadurecer rapidamente e ganhar confiança para subir naquele palco e fazer o melhor que eu poderia não só para o público mas para mim também. Lembro de me emocionar no palco do Teatro Riachuelo Rio, em junho de 2018, quando senti que tinha encontrado o meu Collins com a certeza do meu lugar como ator, cantor e artista. E eu vou colocar aqui como terceiro, uma aposta, Charlie, pois é um grande desafio! E aposto algumas fichas de que esse projeto pode mudar a forma como as pessoas veem o Gui Leal… Então, o terceiro é essa aposta…mais pra frente a gente conversa de novo pra saber como foi! 

Gui Leal em cena do musical Rent em 2016: amadurecimento em cena - Foto: Caio Gallucci/Divulgação - Blog do Arcanjo
Gui Leal em cena do musical Rent em 2016: amadurecimento em cena – Foto: Caio Gallucci/Divulgação – Blog do Arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Você também dá aula de voz e sempre está cantando no Instagram. Como é a presença da música na sua vida? 
Gui Leal –
Como diria Maísa: “ Meu querido, eu sou cantora” [risos] Olha, para quem não sabe, sou graduado em Música! Eu me formei em 2013 como bacharel em Música com habilitação em Voz Cantada na Universidade Cruzeiro do Sul. Antes disso, me formei em Regência Coral na Escola Técnica Estadual de Artes e recentemente durante a pandemia concluí meu curso de produção musical na Berklee College of Music [com sede em Boston, nos Estados Unidos]. Então, na verdade, trabalho com música em vários segmentos, trabalho como arranjador, diretor musical, regente, cantor, instrumentista e produtor musical…De perder a conta na verdade. Música é minha primeira profissão, antes do teatro eu já era músico. Com dezesseis anos eu já cantava em casamentos! Como educador, na área musical, fui parte do corpo docente de importantes escolas em São Paulo como Conservatório Souza Lima & Berklee, 4AACT Performing Arts e Casa de Artes OperÁria.

Gui Leal como o Bongô do musical Castelo Rá-Tim-Bum em 2017 - Foto: Ênio Augusto/Divulgação - Blog do Arcanjo
Gui Leal como o Bongô do musical Castelo Rá-Tim-Bum em 2017 – Foto: Ênio Augusto/Divulgação – Blog do Arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – A música na sua vida tem influência familiar?
Gui Leal –
Sim, minha trajetória com música começou bem antes. Como poucos dos meus colegas, eu tenho um pai que tinha o sonho de ter um filho músico! Sob total influência dele, eu comecei a estudar Música em 2003 aos meus doze anos. Comecei como guitarrista e foram longos anos estudando esse instrumento que eu amo, mas que hoje é só um hobby! Migrei da guitarra para o piano em meados de 2008 e, em 2009, comecei a estudar canto no Conservatório Souza Lima com uma bolsa de estudos possibilitada pelos trabalhos de marcenaria do meu pai para a escola. A partir daí, minha trajetória na arte começou, então, se eu não fosse músico primeiro, talvez não tivesse chegado ao teatro musical! Sou vocal coach desde 2012, quando comecei a aplicar os meus conhecimentos de aulas em alguns poucos alunos e, ao longo desses quase dez anos, levando em conta as escolas e os meus alunos particulares, já são mais de 500 alunos que passaram pelas minhas aulas de canto, direção musical e coral.

Michael Jackson, Whoopi Goldberg e Will Smith: referências para o ator Gui Leal - Fotos: Divulgação - Blog do Arcanjo
Michael Jackson, Whoopi Goldberg e Will Smith: referências para o ator Gui Leal – Fotos: Divulgação – Blog do Arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Quem são ídolos que você tem como referências? Por quê?
Gui Leal –
Engraçado, nunca sei como responder essa pergunta, não sei se tenho ídolos na verdade, mas alguns artistas que admiro são Michael Jackson, Will Smith, Whoppi Goldberg…Artistas que sempre gostei de acompanhar a carreira e acredito que, por serem artistas negros, sempre me senti representado ali, vendo seus shows ou filmes. Essa pergunta sempre me pega…

Gui Leal no musical Jingle Bus em 2020 - Foto: Stephan Solon/Divulgação - Blog do Arcanjo
Gui Leal no musical Jingle Bus em 2020 – Foto: Stephan Solon/Divulgação – Blog do Arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Você pensa em atuar também como cantor?
Gui Leal –
Eu amo cantar, eu sou formado em voz, amo ensinar voz para as pessoas, cantar é o que faço de melhor, com muita segurança e domínio! inclusive como professor de canto, acredito ser o mínimo [risos], mas nunca  quis ser um cantor com carreira de cantor! Já sonhei em ser guitarrista, backing vocal do Justin Timberlake ou da Ivete Sangalo [risos], mas carreira de cantor não! Uma música minha no Spotify pode até ser lançada uma hora dessas, aguardem, mas não pra me lançar como cantor! Isso não! Eu adoro cantar, no meu Instagram! Canto todos os dias no meu Car Session! E eu já atuo como cantor [risos], você pode me ouvir na propaganda do McDonalds, nas comunicações internas do iFood Brasil, em diversos episódios de séries e filmes e desenhos com a dublagem cantada, através da minha parceria com uma nova casa para mim que é a TVGroup. Então, cantor sempre fui, antes mesmo de ser ator, mas eu diria que o ator dos musicais brilha mais e por isso nem todo mundo sabe que a música está por trás de todo o restante…desde sempre! 

Miguel Arcanjo Prado – Para encerrar, vamos voltar ao tema do começo desta conversa: qual o maior presente que você gostaria de ganhar nestes 30 anos?
Gui Leal –
Eu só consigo pensar em uma coisa…saúde pra nós! Que a cura pro mundo vá além da Covid, parece discurso de miss, mas na verdade é que percebi, chegando aos 30, que as coisas mais incríveis não são possíveis se não tivermos saúde e segurança. E também sanidade para saber que estamos bem! E assim ficaremos!  Por agora, saúde pra mim, para você, para os meus, para os seus, Miguel, e aí, com 31, eu peço alguma coisa mais elaborada. Até lá…esse é meu presente!

Retire seu ingresso para Charlie, O Musical, com Gui Leal

Fotos da carreira de Gui Leal nos musicais

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O jornalista e crítico de artes Miguel Arcanjo Prado é mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, bacharel em Comunicação pela UFMG e crítico da APCA, da qual foi vice-presidente. Está entre os melhores jornalistas de Cultura do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Band e UOL. Dirige o Blog do Arcanjo e o Prêmio Arcanjo. Coordena a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e faz o Podcast do Arcanjo na OLA Podcasts. Foto: Edson Lopes Jr.

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1 Resultado

  1. 03/09/2021

    […] Após um ano e meio com o mercado de musicais praticamente parado no Brasil, a realidade já é diferente neste mês de setembro de 2021, que vive um verdadeiro boom de musicais retomando o presencial na cidade de São Paulo. Com o avanço da imunização da população, os grandes musicais estão de volta à principal praça teatral do país, respeitando protocolos para elencos, músicos, equipes técnicas e, claro, o público. Apesar de todos os cuidados necessários, o clima entre os artistas é de comemoração em poder voltar ao ofício e voltar a ouvir o aplauso do público.Leia também: Gui Leal chega aos 30 com papel negro poderoso em musical […]

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