Carro Rei e Glória Pires vencem Festival de Cinema de Gramado: veja ganhadores

Glória Pires ganhou o Kikito de Melhor Atriz do Festival de Cinema de Gramado por A Suspeita - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo
Glória Pires ganhou o Kikito de Melhor Atriz do Festival de Cinema de Gramado por A Suspeita – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

O ousado filme “Carro Rei”, de Renata Pinheiro, foi o grande vencedor do 49º Festival de Cinema de Gramado, levando quatro prêmios na noite do último sábado (21): melhor filme, melhor trilha musical, melhor direção de arte e melhor desenho de som.

Como a própria diretora contou durante o debate do filme ao longo da semana,  “Carro Rei” é “sobre o quanto estamos nos transformando nesse homem tecnológico e quanto podemos nos desumanizar neste processo”. Trazendo diversas referências que passam pela ficção científica, o longa traz questões sobre a identidade brasileira e o momento recente do Brasil.

“Eu queria agradecer por ter essa voz agora, estamos passando por um momento tão difícil de destruição total do nosso setor que emprega tanta gente, um setor que emprega tanta gente, que dá chance para tantos talentos brasileiros entenderem o que é se comunicar, o que é criar uma expressão artística, o que é ser brasileiro. Estão querendo destruir a gente e a gente não pode”, agradeceu Renata emocionada que ainda fez um apelo à Cinemateca e um agradecimento a todos que trabalharam no filme e nas produções brasileiras.

Carro Rei, de Renata Pinheiro, levou 4 Kikitos, incluindo Melhor Filme, no 49º Festival de Cinema de Gramado - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo
Carro Rei, de Renata Pinheiro, levou 4 Kikitos, incluindo Melhor Filme, no 49º Festival de Cinema de Gramado – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo

A comédia de western “Jesus Kid” garantiu a Aly Muritiba melhor direção e melhor roteiro em longa-metragem brasileiro, uma adaptação do livro de Lourenço Mutarelli. O filme deu ainda a Leandro Daniel Colombo o Kikito de melhor ator coadjuvante. A melhor atriz coadjuvante foi Bianca Byington por “Homem Onça”.

O ator Nando Cunha consagrou-se melhor ator pelo papel de Mauro em “O Novelo”. O prêmio tem um gostinho todo especial para ele, já que o papel foi conquistado justamente pela visibilidade e reconhecimento em 2017 quando ele foi o melhor ator de curta-metragem brasileiro em Gramado por “Telentrega”, despertando a atenção da diretora Claudia Pinheiro.

“Estou feliz demais, feliz demais. Quero agradecer a todos os atores que trabalharam comigo, meu Deus, meu Deus. Hoje a gente fala muito de posicionamento, das pessoas ficarem em cima do muro, é sobre a importância de se posicionar e foi por eu me posicionar que esse filme nasceu. Eu era um moleque que morava na Penha e costumava ver o festival de Gramado como o ‘Oscar brasileiro’. E esse moleque ganhou hoje um ‘Oscar’ de melhor ator com longa brasileiro tendo como concorrente Paulo Miklos e Matheus Nachtergaele que eu sou muito fã, só agradecer demais”, falou emocionado entre lágrimas.

Glória Pires, que já tem um troféu Oscarito, homenagem entregue em 2013 no 41º  Festival de Cinema de Gramado, conquistou agora seu primeiro Kikito pela atuação no drama policial “A Suspeita”, de Pedro Peregrino. Ela não pôde participar virtualmente da cerimônia pois estava no casamento da filha Cleo. A produtora Daniela Busoli representou a atriz e leu um depoimento de Glória em agradecimento ao prêmio: “Parabenizo o festival pela sua 49ª edição homenageando com muita justiça os profissionais do audiovisual brasileiro, essa caminhada ininterrupta especialmente nesse momento é uma enorme inspiração. Agradeço a Daniela Busoli e ao Leonardo Lessa por terem me recebido tão generosamente nesse projeto criado por Luis Eduardo Soares e dirigido pelo grande parceiro de tantas aventuras criativas Pedro Peregrino. Agradeço a cada profissional que trouxe sua criativa contribuição ao projeto, especialmente a nossa montadora Joana Collier. A vida é feita de encontros e fazer cinema é reproduzir a vida contando histórias que nos fazem questionar e buscar saídas mesmo quando não parece haver uma”.

O uruguaio La Teoría de los Vidrios Rotos levou o Kikito de Melhor Filme Estrangeiro no Festival de Cinema de Gramado - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo
O uruguaio La Teoría de los Vidrios Rotos levou o Kikito de Melhor Filme Estrangeiro no Festival de Cinema de Gramado – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo

Filme uruguaio “La Teoría de Los Vidrios Rotos” vence entre os estrangeiros

A coprodução entre Brasil e Uruguai “La Teoría de Los Vidrios Rotos” venceu o melhor filme de longa-metragem estrangeiro desta edição. Na comédia, o protagonista Claudio Tapia (Martín Slipak) é perito de uma seguradora e foi enviado até uma cidade do interior uruguaio para desvendar uma misteriosa série de incêndios em carros. Além do Kikito de melhor filme, a produção recebeu também o voto do júri popular.

“Planta Permanente”, de Ezequiel Radusky, recebeu os outros dois Kikitos da mostra: júri da crítica e também um prêmio especial do júri oficial “pela abordagem de temas tão presentes em nossa sociedade, que refletem as consequências de um sistema corrompido e afetam diretamente os valores humanos; e pelas interpretações das protagonistas femininas que representam a força das mulheres latinas em nosso cinema”.

Cavalo Santo foi o Melhor Longa Gaúcho no 49º Festival de Cinema de Gramado - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo
Cavalo de Santo foi o Melhor Longa Gaúcho no 49º Festival de Cinema de Gramado – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo

Documentário “Cavalo de Santo” leva o Kikito de melhor filme entre os longas gaúchos

O documentário “Cavalo de Santo”, que traz um retrato do universo religioso afro-brasileiro no Rio Grande do Sul, foi eleito o melhor filme entre os longas-metragens gaúchos. O filme é baseado no livro da diretora Mirian Fichtner que passou dez anos pesquisando em terreiros sobre o tema no estado. “Cavalo de Santo” é o primeiro filme do casal Mirian Fichtner e Carlos Caramez, que também levou os prêmios de melhor filme pelo júri popular, melhor roteiro e melhor trilha musical.

Entre muitos beijos de comemoração, o casal agradeceu emocionado. “Pra mim tá sendo uma emoção muito grande, é nosso primeiro trabalho. Quero dedicar ao povo de Santo, de religião, sem eles a gente não estaria aqui”, comemorou Mirian. “Quero dedicar esse prêmio pra Mirian, ela fez todos os méritos desse trabalho. Sem ela não teria esse filme. O batuque é uma coisa que só existe no Rio Grande do Sul e vocês terem valorizado isso.. a gente quer agradecer e está emocionado mesmo”, agradeceu Carlos Caramez.

Gilson Vargas foi eleito o melhor diretor por “A Colmeia”. Além dos Kikitos, todos os vencedores receberam valores em dinheiro oferecidos pela Secretaria da Cultura do Estado (SEDAC),por meio do Instituto Estadual de Cinema (Iecine),somando R$ 55 mil.

A Fome de Lázaro foi o Melhor Curta Brasileiro no 49º Festival de Cinema de Gramado - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo
A Fome de Lázaro foi o Melhor Curta Brasileiro no 49º Festival de Cinema de Gramado – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo

Produção paraibana “A Fome de Lázaro” é o melhor filme de curta-metragem brasileiro

Contando sobre a oferenda de banquetes a cães em promessa à São Lázaro em uma pequena comunidade do interior da Paraíba, o curta “A Fome de Lázaro”, de Diego Benevides, conquistou o prêmio de melhor filme entre os curtas-metragens brasileiros desta edição.

“Não sei nem o que dizer… tô  muito feliz queria agradecer a minha equipe que acreditou no projeto, ao Sítio dos Monteiros e todos os personagens que trouxeram vida ao filme. Muito importante a gente estar trazendo esse prêmio para o nosso estado, que a gente está a cada dia reinventando o cinema”, agradeceu Benevides.

A produção paulista “Entre Nós e o Mundo”, de Fabio Rodrigo, saiu da premiação com quatro Kikitos: melhor direção, melhor montagem, prêmio especial do júri e melhor filme eleito pelo júri da crítica.

Cerimônia de premiação do 49º Festival de Cinema de Gramado, com os apresentadores Roger Lerina e Marla Martins - Foto: Edison Vara/Ag. Pressphoto/Divulgação - Blog do Arcanjo
Cerimônia de premiação do 49º Festival de Cinema de Gramado, com os apresentadores Roger Lerina e Marla Martins – Foto: Edison Vara/Ag. Pressphoto/Divulgação – Blog do Arcanjo

Homenagem ao Cinema, música e emoção no palco do Palácio dos Festivais

A cerimônia foi transmitida direto de Gramado e teve apresentação das jornalistas e apresentadoras oficiais do evento Marla Martins e Renata Boldrini. A banda local Jazz Cinnamon embalou a trilha musical com temas de filmes nacionais.

No momento “in memorian”, a emoção foi grande com a lembrança de nomes como Tarcísio Meira, Paulo José, Paulo Gustavo, Nicete Bruno, Eduardo Galvão e Artur Xexéo que partiram no último ano.

Encerrando a cerimônia, uma homenagem a todos os realizadores do audiovisual brasileiro veio em forma de clipe com imagens de bastidores e grandes cenas do cinema com locução do ator Lázaro Ramos: “É preciso seguir em frente, esse tempo de trevas vai passar”, diz a voz do ator.

O clipe encerra com o desejo de todos para o ano que vem: “O cineasta brasileiro Humberto Mauro disse certa vez uma frase que ficou célebre: cinema é uma cachoeira e a força dessa corrente não tem quem consiga parar. Muito obrigado por ter tomado mais um banho de cinema com a gente nesta 49ª edição, nos encontramos em 2022 para festejarmos juntos o cinquentenário do Festival de Cinema de Gramado”.

CONHEÇA OS VENCEDORES DO 49º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme – “A Fome de Lázaro”, de Diego Benevides
Melhor Direção – Fabio Rodrigo, por “Entre Nós e o Mundo”
Melhor Ator – Lucas Galvino em “Fotos Privadas”
Melhor Atriz – Tieta Macau em “Quanto Pesa”
Melhor Roteiro – Marcelo Grabowsky, Aline Portugal e Manoela Sawitzki, por “Fotos Privadas”
Melhor Fotografia – Rodolpho de Barros, por “Animais na Pista”
Melhor Montagem – Caroline Neves, por “Entre nós e o Mundo”
Melhor Trilha Musical – Eli-Eri Moura, por “Animais na Pista”
Melhor Direção de Arte – Torquato Joel, por “A Fome de Lázaro”
Melhor Desenho de Som – Breno Nina, por “Quanto Pesa”
Melhor Filme pelo Júri Popular – “Desvirtude”, de Gautier Lee
Melhor Filme pelo Júri da Crítica – “Entre Nós e o Mundo”, de Fábio Rodrigo
Prêmio Especial do Júri – Fabio Rodrigo, por “Entre Nós e o Mundo” por responder de forma consciente em termos estéticos, afetivos e narrativos a pergunta “Como falar da dor da perda e ainda ter esperança?”.
Menção honrosa da Comissão Julgadora para os curtas brasileiros vai para o filme “A Beleza de Rose”, de Natal Portela, por fazer um delicado recorte da vida de muitas mulheres negras no nordeste do Brasil.
Prêmio Canal Brasil de Curtas – “A Beleza de Rose”, de Natal Portela

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIRO

Melhor Filme – “La Teoría De Los Vidrios Rotos”, de Diego Fernández Pujol
Melhor Filme Júri Popular – “La Teoría De Los Vidrios Rotos”, de Diego Fernández Pujol
Melhor Filme pelo Júri da Crítica – “Planta Permanente”, Ezequiel Radusky
Prêmio Especial do Júri – Pela abordagem de temas tão presentes em nossa sociedade, que refletem as consequências de um sistema corrompido e afetam diretamente os valores humanos; e pelas interpretações das protagonistas femininas que representam a força das mulheres latinas em nosso cinema. O Júri de Longas-metragens estrangeiros do 49º Festival de Cinema de Gramado decidiu conceder o Prêmio Especial do Júri ao filme “Planta Permanente”, de Ezequiel Radusky.

LONGAS-METRAGENS GAÚCHOS

Melhor Filme –  “Cavalo de Santo”, de Carlos Eduardo Caramez e Mirian Fichtner
Melhor Direção – Gilson Vargas, por “A Colmeia”
Melhor Ator – João Pedro Prates, por “A Colmeia”
Melhor Atriz – Luciana Renatha, Alexia Kobayashi e Veronica Challfom, por “Extermínio”
Melhor Roteiro – Carlos Eduardo Caramez, por “Cavalo de Santo”
Melhor Fotografia – Bruno Polidoro, por “A Colmeia”
Melhor Direção de Arte – Gilka Vargas e Iara Noemi, por “A Colmeia”
Melhor Montagem – Joana Bernardes e Mirela Kruel, por “Extermínio”
Melhor Desenho de Som – Gabriela Bervian, por “A Colmeia”
Melhor Trilha Musical – Cânticos Sagrados dos Orixás preservados pelos Terreiros gaúchos e Alabê Oni, por “Cavalo de Santo”
Melhor Filme pelo Júri Popular – “Cavalo de Santo”, de Carlos Eduardo Caramez e Mirian Fichtner

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme – “Carro Rei”, de Renata Pinheiro
Melhor Direção – Aly Muritiba, por “Jesus Kid”
Melhor Ator – Nando Cunha, em “O Novelo”
Melhor Atriz – Glória Pires, em “A Suspeita”
Melhor Roteiro – Aly Muritiba, por “Jesus Kid”
Melhor Fotografia – Bruno Polidoro, por “A Primeira Morte de Joana”
Melhor Montagem – Tula Anagnostopoulos, por “A Primeira Morte de Joana
Melhor Trilha Musical – Dj Dolores, por “Carro Rei”
Melhor Direção de Arte – Karen Araújo, por “Carro Rei”
Melhor Atriz Coadjuvante – Bianca Byington, por “Homem Onça”
Melhor Ator Coadjuvante – Leandro Daniel Colombo, por “Jesus Kid”
Melhor Desenho de Som – Guile Martins, por “Carro Rei”
Melhor Filme pelo Júri Popular – “O Novelo”, de Claudia Pinheiro
Melhor Filme pelo Júri da Crítica – “A Primeira Morte de Joana”, de Cristiane Oliveira
Prêmio Especial do Júri para Matheus Nachtergaele, em “Carro Rei”, pela construção e domínio do personagem e pela brilhante capacidade de se reinventar.
Menção honrosa para Fernando Lufer, Michel Gomes, Victor Alves, Kaike Pereira, Pedro Guilherme e Caio Patricio por seu talento e potência em “O Novelo”.
Menção honrosa para Isabél Zuaa pela bela e impactante atuação em “O Novelo”

Setor audiovisual divulga Carta de Gramado

O Festival de Cinema de Gramado é sempre um palco para defesa da cultura, do audiovisual e do cinema. A cada edição o evento lança a tradicional CARTA DE GRAMADO, um manifesto com diversos signatários do mercado na defesa do setor audiovisual. A CARTA DE GRAMADO 2021 é o resultado do painel realizado dia 14 de agosto no CONEXÕES GRAMADO FILM MARKET com lideranças do audiovisual do Rio Grande do Sul. Compartilhada com o mercado brasileiro pelas redes, atingiu até o momento quase 50 assinaturas de representações, entidades, coletivo e sindicatos.

CARTA DE GRAMADO 2021

O Festival de Cinema de Gramado, em seus 49 anos de realização ininterrupta, foi palco para importantes reivindicações e protestos do setor audiovisual brasileiro, constituindo um fundamental espaço de luta e, com o
surgimento da pandemia, essa postura de resistência e defesa só foi fortalecida e ampliada.

Em 2019 e, novamente, no ano passado, apontamos e denunciamos este projeto político antidemocrático de aniquilamento das políticas públicas em todos os setores e, também, de ataques às instituições, com destaque especial ao campo da Cultura. Questionamos os salteamentos históricos e destacamos que, quando há vontade política democrática e ética, a valorização do setor cultural torna-se possível e pujante. O campo da Cultura cresceu e não há qualquer possibilidade de negociação com seu encolhimento, com sua destruição, como outrora manifestado sobre os riscos da situação da Cinemateca Brasileira e de todas nossas Cinematecas do Brasil, os riscos sobre nossa memória e o abandono estratégico para deixar queimar a história deste país. 

Diante desse cenário catastrófico e de um plano de destruição nacional que despreza o artigo 215 da Constituição Federal, resultando no abandono da devida regulação e do fomento ao setor, que sejamos a diferença e a mudança em nossas cidades e em nossos estados. Por isso, convocamos as bases do audiovisual
brasileiro, convocamos o Brasil Profundo, para que juntes possamos impedir que esse projeto continue. Por meio dos coletivos e associações, municípios e dos estados do Brasil faremos a mudança. Cada município cuidando da cultura, de seus profissionais do cinema e de toda a diversidade de produção cultural. Que as políticas públicas municipais não sigam a linha nacional de demolição, que as políticas públicas estaduais não sigam a lógica perversa do abandono. Somente com uma postura proativa seremos capazes de atravessar essa tormenta e dar continuidade ao audiovisual de um Brasil que dá orgulho a seus cidadãos nas telas do mundo todo. Sem regulação, o mercado audiovisual ficará submetido a um modelo dominante. É preciso proteger e preservar a propriedade intelectual brasileira.

Avancemos nessa luta com capilaridade do Sul ao Norte, para recuperar e reconstruir o Brasil que acreditamos para o cinema e para o campo da cultura. Confiamos numa maior interação entre associações, entidades, coletivos e demais profissionais que zelam pelo nosso cinema. Aos municípios e estados brasileiros,
nossa convocação para o comprometimento imediato com o setor audiovisual e cultural como um todo. Um comprometimento com o Brasil democrático.

Gramado virtual, 14 de agosto de 2021.

Ministério do Turismo, Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul apresentam o 49º Festival de Cinema de Gramado. Lei de Incentivo à Cultura. Patrocínio: Stella Artois e Golden Propriedades de Lazer. Copatrocínio: VERO, a maquininha do Banrisul. Exibidor Oficial: Canal Brasil. Exibidor Regional: TVE. Cia Aérea Oficial: Azul Linhas Aéreas. Receptivo Oficial: Gramado Receptivo. Apoio: Da Magrinha, Miolo, O2 Pós, Azul Viagens, Adylnet, Laghetto Hotéis, Stemac Grupos Geradores, Tecna, Planalto e Caracol Chocolates, Naymovie. Apoio institucional: Museu do Festival de Cinema de Gramado, SIAV RS, ACCIRS, APTC/ABD-RS, Fundacine, Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Agente cultural: AM Produções. Promoção: Prefeitura de Gramado. Financiamento: IECINE, Pró-Cultura/RS, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Realização: Gramadotur, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal, Pátria Amada Brasil.

Com Comunicação do Festival de Cinema de Gramado.

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O jornalista e crítico de artes Miguel Arcanjo Prado é mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, bacharel em Comunicação pela UFMG e crítico da APCA, da qual foi vice-presidente. Está entre os melhores jornalistas de Cultura do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Band e UOL. Dirige o Blog do Arcanjo e o Prêmio Arcanjo. Coordena a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e faz o Podcast do Arcanjo na OLA Podcasts. Foto: Edson Lopes Jr.

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