Uma História das Sexualidades é lançado no Brasil após sucesso na França

Detalhe da capa do livro Uma História das Sexualidades, organizado por Sylvie Steinberg - Foto: Divulgação - Blog do Arcanjo
Detalhe da capa do livro Uma História das Sexualidades, organizado por Sylvie Steinberg – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

Organizado pela historiadora francesa Sylvie Steinberg e com tradução de Mariana Echalar, as Edições Sesc São Paulo publicam o livro Uma História das Sexualidades, sucesso editorial na França. O título faz referência a outro sucesso História da Sexualidade, publicado em 1976 pelo historiador e filósofo francês Michel Foucault (1926-1984).

Analisando toda a história do Ocidente, desde a Antiguidade, passando pelo catolicismo medieval, pelo Renascimento, pela sociedade burguesa do século 19 e alcançando temas atuais com o Binarismo e o direito à pansexualidade, o livro é necessário para qualquer interessado no assunto.

Com contribuições de Christine Bard, Didier Lett, Gabriele Houbre e Sandra Boehringer, Uma História das Sexualidades aborda como a palavra Sexualidade é algo recente na história humana, que nasceu no século 19, na divisão do que temos hoje com os termos que conhecemos como heterossexualidade e homossexualidade, definições criadas em 1868 e 1892, respectivamente.

Anteriormente a esse período a identidade do indivíduo não estava relacionada diretamente a sua definição sexual.

O próprio assunto das sexualidades, no plural mesmo, para abranger todos os espectros do objeto de análise deste livro, é algo que só veio à tona mesmo durante a revolução sexual dos anos 1960, revolução que veio questionar os padrões estabelecidos como o casamento monogâmico e trazer a possibilidade do amor livre além de denunciar a patologização da homossexualidade.

Mas foi somente a partir das problematizações de Michel Foucault em 1976 que as práticas sexuais ganharam história, lançando luz sobre as diferentes experiências, interpretações e até os códigos morais vigentes em cada período da história ocidental.

Um livro que traz um extenso objeto de estudo de extrema relevância para nossos dias, mas que não deixa de oferecer prazer e desejo em sua leitura. Vale a pena conferir!

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O jornalista e crítico Miguel Arcanjo Prado é mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, bacharel em Comunicação Social pela UFMG e crítico da APCA, da qual foi vice-presidente. Dirige o Blog do Arcanjo e o Prêmio Arcanjo. Coordena a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e faz o Podcast do Arcanjo. Está entre os melhores jornalistas de Cultura do Brasil pelo Prêmio Comunique-se e Prêmio Governador do Estado de São Paulo. Passou por Globo, Record, R7, Record News, Folha, Abril, Contigo, Superinteressante, Band, Gazeta, UOL, Uma, Rede TV!, TV UFMG e O Pasquim 21. É jurado das premiações Prêmio Arcanjo de Cultura, Melhores do Ano Blog do Arcanjo, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio Destaque Digital, Melhores do Ano Guia da Folha e Prêmio Canal Brasil de Curtas. É vencedor dos Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio Destaque em Comunicação Nacional ANCEC, Troféu Inspiração do Amanhã e Prêmio África Brasil. Foto: Edson Lopes Jr.
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