“Lutamos contra o vírus e uns contra os outros”, diz Rodolfo García Vázquez

Rodolfo García Vázquez, diretor da Cia. de Teatro Os Satyros: análises instigantes sobre a pandemia do coronavírus – Foto: Bob Sousa @bobsousa – Blog do @miguel.arcanjo

Rodolfo García Vázquez vem analisando como poucos a situação do Brasil e do mundo diante da pandemia do novo coronavírus. Um dos grandes diretores do teatro brasileiro na atualidade, ele, além de fundador da Cia. de Teatro Os Satyros ao lado do ator Ivam Cabral, grupo com 31 anos de reconhecimento internacional, também é cientista social pela USP (Universidade de São Paulo), onde faz doutorado na Escola de Comunicações e Artes.

Toda essa bagagem lhe deixa com a cabeça fervilhando de ideias e análises neste momento de pandemia e sociedade em quarentena. Mas, o artista não guarda o que pensa para si. Diariamente, em seu Instagram @rodolfovazquez, brinda o público com ponderações sobre os principais fatos e desdobramentos que o coronavírus tem provocado na sociedade brasileira e global, com atenção especial ao campo artístico, sem deixar de lado um olhar aguçado para o campo político, cada vez mais agitado no Brasil.

Nesta entrevista exclusiva ao Blog do Arcanjo, Rodolfo García Vázquez compartilha seus pensamentos sobre o atual momento já histórico da humanidade.

Leia com toda a calma do mundo.

Miguel Arcanjo Prado – Por que você decidiu fazer lives analisando o momento que vivemos? É o cientista social que pede licença ao diretor?
Rodofo García Vázquez –
É um momento histórico novo para a humanidade, com consequências ainda imprevisíveis. Nós estamos há mais de um mês em quarentena e não sabemos por quanto tempo ainda viveremos com o temor da covid-19. Mesmo em países que passaram por essa pandemia há mais tempo, como a China, as coisas ainda permanecem em regime de exceção e controle, muito mais do que sempre foram por lá. E, pela primeira vez na história, a humanidade, em sua condição ciborgue, passa por uma grave crise sanitária. Eu senti urgência agora, no começo desse fenômeno, de fazer registros e reflexões para as quais eu pudesse olhar no futuro. Ao mesmo tempo, tenho um lado de cientista social que sempre me pede para olhar as dinâmicas do mundo e tentar compreendê-las. Fiz Ciências Sociais na USP e esse olhar sobre a sociedade sempre fez parte do meu trabalho como artista. Não consigo pensar o teatro longe da vida que observo. Faço essas reflexões nas lives para mim mesmo e também para as pessoas que têm curiosidade sobre as coisas que elaboro e que, muitas vezes, contribuem com reflexões poderosas. Elas me ajudam ainda mais a profundar meu olhar.

Cena da peça Não Morrerás, da Cia. de Teatro Os Satyros, do projeto E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias, dirigido por Rodolfo García Vázquez em 2014 – Foto: Andre Steafano/Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Lembro muito nesses dias de quando lhe entrevistei na época do lançamento do projeto E Se Fez a Humanidade Ciborgue em 7 Dias, que você criou no Satyros seis anos atrás. Aquilo tudo que você investigava hoje se torna assustadoramente mais real. Concorda?
Rodofo García Vázquez –
É verdade. Aquela pesquisa sobre teatro expandido iniciada em 2009 (Hipóteses para o Amor e a Verdade) e 2010 (Cabaret Stravaganza), culminou no Projeto Ciborgue (2014). Na minha opinião, é uma questão essencial para entender as dinâmicas sociais de hoje. Acredito que a dimensão ciborgue de nossas vidas ainda é subestimada pelas pessoas de teatro. A gente não está pensando sobre isso, mas vivemos imersos em um mundo digital que revolucionou o cotidiano. Muitas vezes, quando eu falo de teatro ciborgue e vida ciborgue, sinto olhares de espanto, como se eu estivesse falando de um filme de ficção científica distante. Mas nós estamos vivendo essa ficção científica no nosso cotidiano. Durante a pandemia, tenho reuniões de trabalho com colegas na Europa e aulas com estudantes que estão na Amazônia semanalmente. Isso não é um delírio de ficção científica. A ironia é que, por mais que estejamos nesse mundo sci-fi [ficção científica], a Natureza nos passa uma rasteira. É como se ela dissesse: vocês são uns merdinhas, vocês não são nada do que pensam. Ela nos obriga a usar máscaras de pano como nossos antepassados na época da gripe espanhola. Somos soberbos diante dela, mas é justamente dela que surge um inimigo microscópico, que nem os cientistas sabem se podem classificar como um ser vivo ou não. A natureza coloca em xeque todo nosso desenvolvimento tecnológico e nos mostra nossa absoluta fragilidade diante dela.

Os então ministros da Justiça, Sergio Moro, e o da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fazem coletiva para falar do coronavírus: os dois foram demitidos pelo presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia – Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil – Blog do @miguel.arcanjo

Todas as fragilidades de Bolsonaro estão escancaradas durante a crise do coronavírus”, RODOLFO GARCÍA VÁZQUEZ.

Miguel Arcanjo Prado – O Brasil chama a atenção do mundo ao ter não só a crise do coronavírus, mas ao mesmo tempo uma grave crise política, responsável por uma troca inclusive do ministro da Saúde e agora o da Justiça em plena pandemia, algo impensável para muitos em um momento tão tenso e crítico, no qual o que importa é o maior número de vidas salvas. Em sua opinião, por que o país chegou neste lugar tão complicado e de não reação mesmo quando a vida está em risco?
Rodofo García Vázquez – Todas as fragilidades de Bolsonaro estão escancaradas durante a crise do coronavírus. Sua incapacidade como líder, sua mesquinhez política, sua gana pelo conflito e agressão. O vírus deixou o rei nu. E, de certa forma, a nudez do rei o obrigou a se aliar ao vírus. Ele e seus seguidores não respeitam o mínimo das orientações de médicos e instituições sérias, e assim ficam à vontade para invadir a rua com suas manifestações antidemocráticas! Enquanto isso, a maioria das pessoas sensatas só pode bater panelas de suas janelas, tentando manifestar sua repulsa. A ocupação do espaço público está sendo desigual e injusta. Se houvesse um golpe militar hoje, a maioria sensata sairia às ruas para protestar e exigir a volta da democracia? Ou ficaria em casa para evitar tragédias humanitárias maiores? Mas com certeza, se houvesse o tal golpe, essa minoria barulhenta ocuparia as ruas do país em êxtase. E a tragédia seria inevitável.
Moro não é Mandetta. Ele já era uma referência no debate político nacional antes de entrar no governo. Moro era uma medalha que Bolsonaro carregava: o símbolo do cambate à corrupção, o símbolo de que ele, Bolsonaro, não seria igual a ¨toda essa sujeira que está por aí¨. Ao forçar a queda de Moro, ele perde essa medalha e se iguala a tudo o que ele sempre foi: um político de carreira. Moro, por outro lado, pesou cada palavra de seu discurso para que Bolsonaro fosse comprometido de forma avassaladora. Ele não se sustenta mais. Moro deu uma entrevista estruturada em dois pilares: a preservação de sua “biografia” (o que ele quer dizer com isso? O que ele fará com ela?) e a instância jurídica que desaguará no impeachment inevitável de Bolsonaro.

Miguel Arcanjo Prado – O que tem passado pela sua cabeça neste contexto sobretudo em relação às lutas identitárias?
Rodolfo García Vázquez –
As lutas identitárias estão no centro do debate político ocidental atualmente. As identidades que antes eram oprimidas e invisibilizadas começaram a pautar questões importantes em prol da igualdade de direitos e houve, como consequência, uma reação forte dos grupos que, até então, eram privilegiados. Tais grupos passaram a lutar politicamente para se organizar e assumir o poder, muitas vezes com sucesso, em locais como Estados Unidos, Europa e América Latina. É evidente que presidentes como Trump e Bolsonaro falam especificamente para seus grupos identitários, de raiz patriarcal branca cristã, trabalham em função de suas bolhas. Tais lideranças usam palavras de identidade nacional quando, na verdade, se dirigem aos seus. Então pessoas de esquerda, feministas, gays, pessoas de religiões de matriz africana, ateus, etc deixam de ser patriotas e brasileiros. Esse jogo perverso acaba criando uma imagem do país distorcida e fragmentada. Ao se colocar na posição de anti-isolamento social, na verdade, Bolsonaro está defendendo os interesses de sua bolha e abandona o diálogo com a imensa maioria da população. Enquanto o Ministro da Saúde defendia o isolamento social, Bolsonaro frequentava padarias e manifestações governistas. Contraditório? Não, se pensarmos no jogo que ele se propõe a jogar, pensando nas eleições de 2022. Tudo isso pode se tornar nossa maior tragédia histórica. A ver. E lamentar.

Imagem da obra Operários, de Tarsila do Amaral: “O ódio é incapaz de construir pontes, diálogos e soluções”, diz Rodolfo García Vázquez – Foto: Divulgação/Reprodução – Blog do @miguel.arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – A polarização faz mal ao Brasil? Isso lhe deixa apreensivo?
Rodolfo García Vázquez –
O que mais tem me angustiado é a violência dessa polarização política. Sofro ao ver o ódio. Não consigo aceitar sua dinâmica. As pessoas odeiam tudo o tempo todo. São movidas por ele. Aliás, o ódio é um dos principais componentes do jogo político atualmente. Mas o ódio é incapaz de construir pontes, diálogos e soluções. Já passamos quase uma década de ódio no Brasil e não sei onde isso pode nos levar.

O ódio é incapaz de construir pontes, diálogos e soluções”, RODOLFO GARCÍA VÁZQUEZ.

Miguel Arcanjo Prado – O que você tem tirado de letra neste período?
Rodolfo García Vázquez –
O que eu tenho tirado de letra é a capacidade que todos temos de nos reinventar. A tecnologia está permitindo coisas que eu jamais imaginei poder experimentar. Tenho trabalhado muito, muito mesmo. Feito pesquisas para quando o teatro puder voltar a existir fisicamente. Dado aulas. Feito inúmeras reuniões de trabalho, no país e no exterior. Nosso espírito de artista não está hibernando. Ele continua vivo e forte, ainda mais num momento como este. E isto me enche de esperança.

Pioneiro na reflexão sobre mediações tecnológicas que criam o novo homem: Rodolfo García Vázquez criou o projeto E Se Fez a Humanidade Ciborgue em Sete Dias em 2014 com a Cia. de Teatro Os Satyros na praça Roosevelt, SP – Foto: Andre Stefano/Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Você falou em uma live que é da geração analógica que precisou embarcar no virtual. Agora, o mundo todo é forçado a fazer isso para continuar tendo algum tipo de contato com outras pessoas. Você é da opinião que o coronavírus vai acelerar a revolução digital-tecnológica? Por quê?
Rodolfo García Vázquez –
O coronavírus obrigou a humanidade a mergulhar no potencial dos aparatos tecnológicos que temos disponíveis. Entendemos agora que muito do que fazemos pode ocorrer virtualmente. Quando o planeta voltar a ter uma vida presencial, vamos saber dosar o que pode ser feito presencialmente e digitalmente. O trabalho remoto se expandirá, as conexões globais serão muito mais rápidas, a telemedicina se popularizará, a tele-educação também. A intimidade com a tecnologia naturalizará um novo universo de possibilidades.

Miguel Arcanjo Prado – Você é otimista ou pessimista diante dessa pandemia do coronavírus? Por quê?
Rodofo García Vázquez –
O capitalismo farmacológico não me dá muitas esperanças. É só observar o que aconteceu na catástrofe da Aids dos anos 1980 e 1990. Durante mais de uma década, a Aids causou uma catástrofe humanitária. A doença, que inicialmente era chamada de câncer gay, acabou com a vida de dezenas de milhões de pessoas durante mais de uma década. Apesar de ainda hoje continuar a matar, tornou-se uma doença crônica, com tratamento eficaz. O AZT, primeiro medicamento efetivo no combate às consequências do vírus da Aids sobre o corpo, foi descoberto somente sete anos após o primeiro caso identificado da doença. Sete anos! E o que aconteceu? O laboratório que desenvolveu o medicamento o lançou no mercado a um preço exorbitante, que somente pessoas ricas teriam acesso. O argumento da empresa era de que era necessário recuperar o investimento de capital feito na pesquisa, para justificá-lo aos acionistas. E, durante alguns anos ainda, houve uma grande luta até que o medicamento se tornasse acessível às populações em geral. Durante esse período, o AZT já existia, mas o mundo registrou milhares de mortes em países pobres da América Latina e da África (imagine o que vai ser da África quando o coronavírus chegar com força por lá?). Até hoje a Aids não tem vacina. Haveria interesse econômico em investir no desenvolvimento de uma vacina se podemos vender milhares de medicamentos controlados diariamente para manter a Aids como uma doença crônica? As prioridades econômicas e políticas globais envolvidas na solução farmacêutica do coronavírus são diferentes das que envolviam a Aids, mas o resultado final ainda está em jogo. Teremos vacina ou medicamentos paliativos? Em quanto tempo surgirão? Espero que em menos tempo do que no caso da Aids.

Tom Hanks como um jovem advogado que enfrenta o preconceito institucional por ter HIV no filme Filadélfia, de 1993: Rodolfo García Vázquez tira lições de como o mundo lidou com a Aids nos anos 1980 para analisar a pandemia do coronavírus e suas possíveis consequências – Foto: Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Quais ações você destacaria como positivas neste momento no campo das artes?
Rodofo García Vázquez – Acredito que as lives de artistas são importantes. Fundamentais. Estamos aqui! Precisamos nos expressar e esse é o canal que podemos usar agora, então vejam o que estamos realizando! Vocês são nossos convidados. A cultura e a arte têm tido um papel essencial na quarentena. É uma pena que não se fale muito sobre isso. O que seria desse isolamento social se as pessoas não pudessem assistir a filmes, séries de TV, novelas, shows musicais? Sem ouvir música nos seus aplicativos? Ou visitar os museus virtuais? As plataformas digitais estão permitindo que as pessoas mantenham uma certa sanidade mental com uma vida cultural intensa dentro de casa. Enquanto isso, no mundo corpóreo, os artistas estão todos sem fonte de renda. E o Ministério da Cultura, agora Secretaria Nacional da Cultura, nem se manifesta sobre como viabilizar a sobrevivência dos artistas, técnicos e todos os envolvidos do setor cultural. 

Eu tenho certeza que, quando essa quarentena acabar, as pessoas vão querer loucamente a presença física dos atores diante delas. O público vai querer ver o suor dos artistas ao vivo”, RODOLFO GARCÍA VÁZQUEZ.

Miguel Arcanjo Prado – O teatro vive hoje uma das mais graves crises que já passou. Você acha que o teatro vai sobreviver à pandemia? Como? 
Rodofo García Vázquez – A crise do teatro hoje me lembra outras crises, como a da Primeira Guerra Mundial e da Segunda Guerra Mundial, onde os teatros praticamente foram engolidos pelas bombas e invasões. Diziam que o teatro havia morrido. Mas após essas duas tragédias, o teatro renasceu, se redesenhou, assumiu novas formas estéticas e criou revoluções artísticas. Eu tenho certeza que, quando essa quarentena acabar, as pessoas vão querer loucamente a presença física dos atores diante delas. O público vai querer ver o suor dos artistas ao vivo. Vai ser quase como que instintivo ver a arte em um corpo. E isso é o teatro. As artes do corpo vão ser fundamentais para recuperar nossa dimensão atávica, o que nos caracteriza como humanidade, o ritual.

Ivam Cabral (de barba) e Rodolfo García Vázquez em uma mesa de bar no largo do Arouche, centro de São Paulo, em foto de 1989, quando fundaram a Cia. de Teatro Os Satyros, um dos principais grupos brasileiros – Foto: Arquivo pessoal – Blog do @miguel.arcanjo

Miguel Arcanjo Prado – Você, ao lado do Ivam Cabral, tem se movimentado muito nesta quarentena não só para manter a SP Escola de Teatro em pleno funcionamento como também para ajudar pessoas mais frágeis e vulneráveis socialmente, sobretudo do meio teatral, como na campanha #TeatroEAfeto, que arrecada cestas básicas. Por que vocês fazem isso?
Rodofo García Vázquez –
Não fazemos nada mais do que nossa obrigação. Somos parte de uma comunidade que vem sendo muito atingida e é nosso dever dedicar nossos esforços durante a pandemia a nossos amigos. Tenho muitos relatos de artistas que já estão passando fome. Não têm o que comer em casa! Isso com apenas um mês de pandemia! Imaginem o que vai ser nos próximos meses? A classe artística está completamente desamparada pelo governo federal. O Estado e a Prefeitura de São Paulo estão organizando ações que pretendem mitigar o problema. Mas a situação é catastrófica e só tende a piorar com o tempo. Meus avós fugiram da Espanha depois da Guerra Civil e passei minha infância ouvindo eles dizerem: a fome piora muito depois que a Guerra acaba.

Meu maior desejo é que o ódio fosse superado neste país […] Neste momento, lutamos contra o vírus e uns contra os outros. E isso só vai nos levar a um precipício”, RODOLFO GARCÍA VÁZQUEZ.

Miguel Arcanjo Prado – Hoje, abril de 2020, qual é o maior desejo que passa pela cabeça e o coração de Rodolfo García Vázquez?
Rodofo García Vázquez – Que o ódio fosse superado neste país, para que pudéssemos lutar como nação unida contra uma das maiores tragédias da história do Brasil. Que nós, brasileiras e brasileiros, pudéssemos estar lutando em união contra apenas um inimigo. Neste momento, lutamos contra o vírus e uns contra os outros. E isso só vai nos levar a um precipício. Penso nisso todos os dias. É uma esperança idiota, eu sei, mas é meu desejo sincero. E se não fossem as esperanças idiotas, como poderíamos sobreviver a tudo isso?

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2 Resultados

  1. “Eu tenho certeza que, quando essa quarentena acabar, as pessoas vão querer loucamente a presença física dos atores diante delas. O público vai querer ver o suor dos artistas ao vivo. Vai ser quase como que instintivo ver a arte em um corpo. E isso é o teatro. As artes do corpo vão ser fundamentais para recuperar nossa dimensão atávica, o que nos caracteriza como humanidade…” ahhh eu precisava dessas palavras…gratidão <3

  2. marcio tito disse:

    sempre bom jogar o tão reservado Rodolfo no foco! é sempre uma contribuição que medita entre o prático, o aquariano e o afeto. arrasou!

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