Astro do rap, Djonga assume protagonista do musical Madame Satã em SP

Djonga assume o protagonista do musical “Madame Satã” no Teatro Jaraguá, em SP – Foto: Assis176 e Bruna Serralha – 176studio – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Um dos grandes nomes do rap nacional, Djonga estreia no teatro e assume o protagonista do musical “Madame Satã” em São Paulo neste mês de setembro.

O músico belo-horizontino entra para o elenco da montagem feita pelos mineiros do Grupo dos Dez. A obra é dirigida por Rodrigo Jerônimo e João das Neves (1935-2018), com texto de Marcos Fábio de Faria e Rodrigo Jerônimo, direção musical de Bia Nogueira e arranjos de Alysson Salvador.

Djonga fará o lendário boêmico carioca já interpretado no cinema por Lázaro Ramos nas sessões dos dias 3, 4 e 5 de setembro. A montagem pode ser vista até 8 de setembro e, na última semana em cartaz (a primeira de setembro), terá sessões de terça a quinta, às 20h, sexta e sábado, 21h, e domingo, 19h.

Djonga nasceu em Belo Horizonte, na Favela do Índio, e cresceu no bairro de São Lucas. O início da carreira foi na rua, em saraus de poesia, onde cresceu seu interesse pelo rap e logo começou a compor. Logo, criou a DV Tribo ao lado do Hot Apocalypse, FBC, Clara Lima, Oreia e Coyote Beats e foi conquistando seu espaço na cena.

Em 2018, venceu a votação popular da revista Rolling Stone como o melhor álbum do ano com “O Menino que Queria ser Deus”. Seu mais recente álbum é “Ladrão”, lançado neste ano.

Os atores Pedro Leal e Drika Ferreira em cena do musical “Madame Satã” no Teatro Jaraguá, em SP – Foto: Bruno Poletti – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Para se aventurar no mundo da atuação, Djonga escolheu uma obra com um universo questionador que combina com sua música.

Afinal, Madame Satã foi uma figura à frente de seu tempo, icônico carioca que enfrentou preconceitos e cravou seu nome na história. O musical “Madame Satã” parte do forte personagem para falar de um universo invisível: a prostituição, a pobreza, o racismo, a homofobia e toda a violência de uma sociedade calada frente ao preconceito e à intolerância.

A diretora musical e cantora Bia Nogueira, o diretor Rodrigo Jerônimo e o dramaturgo Marcos Fábio de Faria no Teatro Jaraguá momentos antes da estreia do musical “Madame Satã” em SP – Foto: Bruno Poletti – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Madame Satã – Um Musical Brasileiro
Teatro Jaraguá (rua Martins Fontes, 71 – Consolação, São Paulo, SP, tel. 11 95048-0563). Temporada: Até 8 de setembro de 2019. (Em setembro espetáculo será apresentado de terça a domingo). Terça a quinta, às 20 horas; Sextas e sábados, às 21 horas, e domingo, às 19 horas. 16 anos. 80 Minutos. Ingressos: R$60 inteira e R$30 meia. Acesso para pessoas com deficiência.

Ficha técnica
Direção Geral: João das Neves e Rodrigo Jerônimo. Direção Musical: Bia Nogueira. Dramaturgia: Marcos Fábio de Faria e Rodrigo Jerônimo. Supervisão da dramaturgia: João das Neves. Arranjo Musical: Alysson Salvador. Canções inéditas compostas pelo elenco. Preparação Rítmica: Daniel Guedes. Preparação Corporal: Benjamin Abras. Iluminação: João das Neves. Coordenação Técnica: Ítalo Tadeu. Cabelo e maquiagem: Xisto Lopes. Cenário e figurino: Cicero Miranda e Débora Alves. Assistente de cenário e figurino: João Paulo Sousa e Rodrigo Ianni. Confecção de sapatos: Helênio Lima. Equipe de apoio figurino: Ana Maria Faleiro e Zilanda Barroso. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Elenco: Alysson Salvador, Bia Nogueira, Clarissa Bonvent, Drika Ferreira, Esdras de Lúcia, Gabriel Coupe, Kátia Aracelle, Laiza Lamara, Pedro Leal, Naaya Lelis, Vita Pereira, Rodrigo Jerônimo, Rodrigo Negão, Taiguara Nazareh e Telma Dias.

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Artistas são aplaudidos no musical “Madame Satã” no Teatro Jaraguá, em SP – Foto: Bruno Poletti – Blog do @miguel.arcanjo UOL

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