Mônica San Galo lança disco em esquina de SP eternizada por Caetano

A cantora baiana Mônica San Galo lança o disco ComoVida nesta terça (22), às 21h, no Bar Brahma, em SP – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo/UOL

A baiana Mônica San Galo escolheu a clássica esquina paulistana eternizada por seu conterrâneo Caetano Veloso na música “Sampa” para lançar seu segundo disco, “ComoVida”.

Ela faz show nesta terça (22), no Bar Brahma, na esquina de av. Ipiranga e av. São João, centro, a partir das 21h.

“Estou emocionadíssima. Sou privilegiada em cantar em palco tão tradicional de São Paulo e da música popular brasileira”, fala ao Blog do Arcanjo no UOL.

O álbum chega ao público nove anos após o disco de estreia, “Confissões de Madame”.

Mônica é irmã mais velha da cantora Ivete Sangalo e uma das principais referências musicais da grande diva do axé.

Foi justamente em São Paulo, no Réveillon da Paulista em 1999, que Ivete apresentou a irmã a seus fãs, em show transmitido ao vivo pela Band, quando chamou Mônica de “maior ídolo e maior estrela da música”, antes de fazer a seu lado dueto em “Sá Marina”.

Se Ivete trilhou o rumo do axé, Mônica escolheu outro caminho musical: o da MPB, estilo que privilegia no show.

“Vou cantar coisas do disco novo, do anterior, ‘Confissões de Madame’, e também composições de nomes como Djavan, Geraldo Azevedo e Tom Jobim, entre outros”, adianta.

“Vou tocar violão todo o show. Mas o show não deixará de ter um lado cênico, porque eu sou a rainha do drama”, brinca.

O cantor mineiro Flávio Venturini vai participar do show da cantora baiana Mônica San Galo em São Paulo nesta terça (22) no Bar Brahma – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo/UOL

Flávio Venturini faz participação especial

A apresentação tem um convidado especial: o mineiro Flávio Venturini, de quem Mônica é amiga íntima.

“Flávio Hugo é meu amigo particular, é de Minas, um querido, que vem me prestigiar. Minas com Bahia dá boa mistura”, define.

Com mais de duas décadas dedicadas à música e também às artes plásticas e à literatura, Mônica fez o novo álbum inspirado em poesia.

“Eu me inspirei no livro da poeta Lúcia Cortez Mendonça. A conheci na Praia de Monte Cristo no verão do ano passado, fui apresentada ao livro dela, que tinha o mesmo nome, e virou esse disco”.

Mônica San Galo canta ao lado da irmã Ivete no disco Pode Entrar, de 2009, no qual dividiram a faixa Completo: Mônica é uma das principais referências na formação musical de Ivete – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo/UOL

Novos ares na música baiana

Sobre a música baiana estar lançando recentemente novos nomes fora do estilo axé, a artista comemora.

“A música baiana sempre tem a característica de ser alegre. O axé tem uma história muito bonita, mas tem também o lado MPB, que a gente curte, fazer uma música mais reflexiva. Acho que é um bom momento da MPB na Bahia, que está tendo uma boa movimentação neste sentido”.

“A origem da música baiana é na MPB, em Dorival Caymmi. As minhas referências vêm dessa época, quando pessoas como Novos Baianos exploravam isso, mesmo Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana e os blocos afros como Olodum, todos beberam na fonte baiana que vem desde Dorival Caymmi”, explica.

“Nós da MPB estamos sempre vivos, por aqui, batendo nossos olhinhos”, conclui a cantora.

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