Rapidinhas: Passinho e lagartixa se juntam em É na Batida

“É na Batida” estreia dia 23 de novembro na Galeria Olido, em São Paulo – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Tira o pé do chão
O ritmo Passinho, que nasceu nas favelas cariocas, se une à dança Lagartixa, criada em São Paulo, e também ao break nova-iorquino break  no espetáculo “É na Batida”. No palco, estão nove dançarinos entre 18 e 35 anos. Todos vivem em periferias, sendo cinco do bairro paulistano do Jova Rural (Jaçanã) e quatro de diferentes comunidades cariocas: Macacos, Vila Isabel, Cidade de Deus e Penha. Coisa boa.

Bailinho
“Este novo trabalho parte essencialmente da realidade das danças urbanas, que absorvem e incorporam características de outras danças como o samba, o frevo e o hip hop. É no resgate dos duelos, das vestimentas, dos bailes e das gírias que arriscamos imprimir uma nova linguagem em cena e construir, através da arte, pontes que conectam o centro à periferia”, afirma o diretor e coreógrafo Rodrigo Vieira.

Dose dupla
As apresentações de “É na Batida” acontecem entre 23 de novembro e 3 de dezembro na Galeria Olido (Av. São João, 473), em São Paulo. As sessões são às quintas, sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h. Depois, a obra segue para a Casa Palco (Rua 13 de Maio, 240 – 2º andar), onde se apresenta nos dias 9 e 10 de dezembro, às 20h. Anotou?

O ator Diogo Cintra: volta aos palcos após ser vítima do racismo – Foto: Reprodução

Resistência
O ator Diogo Cintra, vítima do racismo no Terminal Parque Dom Pedro 2º, em São Paulo, onde foi espancado, não ficará de cabeça baixa. Ele promete voltar aos palcos paulistanos na próxima terça (21), às 21h, no elenco da peça “O Inferno do Velho Buk”, no Karaokê Augusta (r. Augusta, 650), na qual será homenageado pelo elenco e público.

Desabafo
“Estou muito emocionado em ver muita gente preocupado comigo e com o ocorrido, espero poder esta ajudando muitos irmãos que já passaram por isso, espero que pelo menos um pouco esse modo de ver nosso povo, porque não queremos só viver de direitos, mas poder viver bem sem se preocupar que roupa vestir para não ser enquadrado ou espancado na rua”, diz Diogo Cintra.

Cena da peça “Mártir”, que estreia em São Paulo – Foto: Edson Kumasaka/Divulgação

Contra o Ódio
O fundamentalismo religioso, os discursos de ódio e a violência provocada pela intolerância, pautas cada vez mais atuais no Brasil, são os temas da peça “Mártir”. O texto é de Marius Von Mayenburg, um dos principais nomes do teatro alemão contemporâneo.

0800
Com direção de Soledad Yunge, a obra inédita no Brasil estreia no dia 23 de novembro, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos uma hora antes de cada sessão.

Os atores Lucas Sequinato e Ton Ribeiro em “Manifesto Inapropriado” – Foto: Cauê Félix/Divulgação

Ocupação
A Cia. Histriônica dá voz à diversidade na ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet até 23 de dezembro. Faz por lá atividades de formação e a estreia do espetáculo “Manifesto Inapropriado”. As apresentações acontecem de quarta-feira a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h.

Vale tudo
Dirigida por Rodrigo Mercadante (da Cia. do Tijolo), a peça questiona as estruturas sociais que oprimem a comunidade LGBT+. Para isso, eleva o empoderamento dessas vozes e propõe alternativas aos discursos de ódio por meio da poesia, da música ao vivo e do canto. Que bonito.

A atriz Cléo De Páris – Foto: Divulgação

Reflexão
Gripada, outro dia Cléo De Páris, a atriz, desabafou: “Tem horas que a única coisa que você quer da vida é parar de tossir”.

Teoria da evolução
Estreia nesta sexta (17), às 21h, no Sesc Ipiranga, a peça “A Tartaruga de Darwin”. O texto é do autor espanhol premiado e de grande prestígio no teatro contemporâneo Juan Mayorga. Ele é formado em matemática, filosofia e teatro. Danado.

Phedra D. Córdoba em “A Filosofia na Alcova”, seu último filme – Foto: Andre Stefano/Divulgação

Caravana
A turma do Satyros vai em peso à estreia do filme “A Filosofia na Alcova”, nesta sexta (17), às 21h30, no Cinesesc, dentro do 25º Festival MixBrasil.

Diva
Phedra D. Córdoba, a eterna Diva da praça Roosevelt, é uma das estrelas do filme, seu último trabalho no cinema. Phedra morreu, aos 77 anos, vítima de um câncer, pouco depois das filmagens, durantes as quais já estava bastante debilitada. Mas resistiu e rouba cada cena na qual aparece. Como sempre foi de seu feitio. Ainda bem.

Aliás
Falando em grandes atuações, “A Filosofia na Alcova” tem dois nomes: Phedra D. Córdoba e Eduardo Chagas. Dizem o texto com sabor e vida.

Hugo Godinho em cena do filme “A Filosofia da Alcova”: ligado no 220 – Foto: Divulgação

Pura potência
Em “A Filosofia na Alcova”, mesmo sem ter falas, outro que rouba a cena a cada aparição é Hugo Godinho. Culpa, digamos, dos dotes corpóreos que exibe no longa.

Por que, não?
Os diretores de “A Filosofia na Alcova”, Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, revelam que mandaram o filme para vários festivais importantes do Brasil. E que praticamente todos rejeitaram o longa com cenas de ereção e masturbação inspiradas na polêmica obra de Marquês de Sade. Que feio.

Orgia? Pode!
O único festival que aceitou exibir o filme “A Filosofia na Alcova” foi o MixBrasil, tradicional por sua programação ousada e sem preconceitos. O segundo longa do Satyros estreia no circuito comercial no dia 23 de novembro. A censura é 18 anos, tá?

Eduardo Martini em “Papo com o Diabo”: ingressos esgotados – Foto: Erik Almeida/Divulgação

Casa cheia
Eduardo Martini anda feliz da vida. A peça “Papo com o Diabo”, toda quarta, 21h, está tendo sessões esgotadas no Teatro Itália. Neste feriado do dia 15 não sobrou uma poltrona sequer. O texto de Bruno Cavalcanti tem direção de Elias Andreato e celebra os 40 anos de carreira de Martini. Parabéns.

Cena do espetáculo “Angel”,que faz sucesso junto ao público do Teatro Itália, em São Paulo – Foto: Divulgação

Casa cheia 2
Além de ver seu monólogo lotado, Eduardo Martini ainda celebra outro feito: “Angel”, que dirige no Teatro Itália às quintas, 21h, também tem esgotado todas as sessões. Fica gente na porta esperando sobrar um ingresso para ver a peça escrita por Vitor de Oliveira e Carlos Fernando Barros e, claro, seu elenco. É beleza que não acaba mais.

Sidney Santiago em cena de “Diamante, o Bailarina”: prêmio de melhor ator – Foto: Divulgação

Premiado
Sidney Santiago ganhou o prêmio de melhor ator no 12º Festival dos Sertões, pelo filme ” Diamante, o Bailarina”, de Pedro Jorge, que ainda levou melhor filme e direção de arte. Conta a história de um boxeador homossexual.

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