Aos 70 anos, Wanderléa revive revolução sexual e juventude em musical

Wanderléa: primeiro musical aos 70 anos – Foto: Caio Gallucci

Por Miguel Arcanjo Prado

A cantora Wanderléa celebra seus 70 anos de vida com uma verdadeira volta no tempo. Ela é a protagonista do espetáculo “60! Década de Arromba – Doc. Musical”, em cartaz no Theatro Net São Paulo até 28 de maio, após temporada de sucesso no Rio.

Na obra, a musa da jovem guarda revive sua juventude e ainda a revolução sexual que marcou os anos 1960, com direito a muito rock’n’roll, da qual fez parte com suas pioneiras minissaias.

Mas o musical não se restringe a um gênero só, trazendo composições diversas que marcaram a década, que vão de Roberto e Erasmo Carlos a Tom Jobim e Vinicius de Moraes, passando por Elvis Presley, Beatles, Tony e Celly Campello, Edith Piaf, Milton Nascimento, Gilberto Gil e Caetano Veloso, Maysa e Geraldo Vandré, entre outros.

“Descobri durante o processo da peça que estávamos fazendo um documentário musical, em que cantamos toda a história sem utilizar personagens reais. A única personagem que trazemos para a cena é a Wanderléa, interpretando ela mesma. Um luxo”, afirma o diretor Frederico Reder.

Wanderléa canta “Pare o Casamento” no musical – Foto: Caio Gallucci

Emoção

A eterna Ternurinha protagoniza pela primeira vez um musical. “Fiquei muito emocionada em receber esta homenagem justamente quando a Jovem Guarda completa 50 anos. Nunca havia imaginado integrar um grande musical”, confessa a cantora que admite ter participado da revolução jovem dos anos 1960.

A superprodução contou com pesquisa farta do dramaturgo Marcos Nauer e traz 24 atores e uma orquestra de 10 músicos. Pelo palco passam 20 cenários que pesam 10 toneladas. São utilizados mais de 300 figurinos.

As sessões são às quintas e sextas-feiras, às 20h30; aos sábados, às 17h e às 21h; e aos domingos, às 17h, com ingressos de R$ 40 a R$ 200. O Theatro Net São Paulo fica dentro do shopping Vila Olímpia, próximo à CPTM Vila Olímpia, em São Paulo.

As canções vão desde “Banho de Lua” a “Beijinho Doce”, de “Yellow Submarine” a “Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores” e, claro, “Pare o Casamento”. Pelo jeito, nostalgia não falta.

Siga Miguel Arcanjo Prado no Facebook, no Twitter e no Instagram.

Você pode gostar...