Prazer feminino espanta machismo em peça inédita de Plínio Marcos

Anette Naiman e Luciana Caruso em "O Bote da Loba" - Foto: Gal Oppido

Anette Naiman e Luciana Caruso em “O Bote da Loba” – Foto: Gal Oppido

Por Miguel Arcanjo Prado

O dramaturgo Plínio Marcos (1935-1999) deixou um texto até então inédito nos palcos que dialoga profundamente com o Brasil de hoje, no qual mulheres estão cada vez mais se posicionando contra a opressão masculina e, ainda bem, vivenciando seus prazeres sem culpa ou repressão e espantando o pensamento machista.

É “O Bote da Loba”, peça escrita em 1997 e que ganhou sua primeira montagem no Teatro de Garagem, em São Paulo, dentro do projeto Ocupação Plínio Marcos, que já rendeu outra montagem de texto do mesmo autor, o emblemático “Navalha na Carne”, em 2014.

Ambas as peças levam a assinatura do diretor Marcos Loureiro, que chegou a ser aluno de Plínio Marcos no Teatro Escola Macunaíma, na capital paulista. Após a primeira temporada no ano passado, “O Bote da Loba” volta ao cartaz no próximo dia 11 de janeiro,  às quartas e quintas, 21h.

Em cena, estão as atrizes Anette Naiman e Luciana Caruso. Anete é Veriska, uma vidente que tenta ajudar sua cliente Laura, personagem defendida por Luciana, a libertar-se de suas angústias. No centro do texto está a libertação do prazer feminino, reprimido há séculos por diferentes culturas.

Para a atriz Anette Naiman, Plínio Marcos foi “um homem de seu tempo que retratou aquilo que vivenciava cotidianamente”, sempre a partir de uma visão aguçada da sociedade brasileira.

“O Bote da Loba”
Quando: De 11 de janeiro a 29 de março de 2017. Quarta e quinta, 21h. 50 min.
Onde: Teatro Garagem – Rua Silveira Rodrigues, 331A, Vila Romana, São Paulo, tel. 11 991228696
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Classificação etária: 16 anos

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