Filme ‘Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha’ vence 15º Olhar de Cinema em Curitiba

Fiz um Foguete Imaginando Que Você Vinha vence Melhor Filme e Melhor Atuação para Luciana Souza e Verônica Cavalcanti no 15º Olhar de Cinema – Divulgação Blog do Arcanjo 2026

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

Enviado especial a Curitiba

O Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba revelou em cerimônia, na tarde deste sábado, 13, os premiados de sua 15ª edição. O Melhor Filme foi o cearense “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, de Janaína Marques, com dois troféus na noite, já que também levou Melhor Atuação, em conjunto para as atrizes Verônica Cavalcanti e Luciana Souza. Já o filme com mais troféus foi na “Olhe Para Mim”, do diretor Rafhael Barbosa: Melhor Som (Lucas Coelho), Melhor Direção de Arte (Nina Magalhães) e Melhor Direção (Rafhael Barbosa)

Com 80 filmes de todo o mundo na programação, o festival reuniu estreias nacionais e mundiais em suas variadas mostras, com destaque para as Mostras Competitivas.

Na Competitiva Brasileira, os longas concorrem aos prêmios de Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Atuação, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Montagem e o Prêmio Olhar de Melhor Filme. Além disso, concorrem ainda ao Prêmio da Crítica Especializada, ancorado pela Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Já os curtas, concorrem no Prêmio Especial do Júri e Prêmio Olhar de Melhor Filme, assim como ao Prêmio Canal Brasil, concedido pelo principal canal de televisão por assinatura brasileiro com programação voltada para produções audiovisuais nacionais.

Na Competitiva Internacional, os longas concorreram pelo Prêmio Olhar de Melhor Filme e Prêmio Especial do Júri. E os curtas, concorrem ao Prêmio Olhar de Melhor Filme. 

Sobre os jurados

O júri que avaliou os longas da Mostra Competitiva é formado pelo cineasta e roteirista Bruno Costa; pela antropóloga cultural e curadora de cinema Jacqueline Nsiah; David Montenegro, gestor cultural, curador de cinema e artista; Janaina Oliveira, pesquisadora de cinema e curadora independente; e Saravy, atriz brasileira contadora de histórias no cinema e no teatro. 

Já quem avaliou os curtas-metragens da Competitiva foram Juliana Rojas, roteirista, diretora e montadora; Layla Braz, produtora e curadora de festivais de cinema; e Pablo Mazzola, programador e consultor para projetos cinematográficos. Além dos curtas, esses profissionais também são responsáveis por julgar os títulos da Mostra Novos Olhares, em que a produção ganhadora leva o Prêmio Olhar de Melhor Filme. 

Confira os ganhadores da Mostra Competitiva Brasileira do 15º Olhar de Cinema: 

O longa-metragem alagoano “Olhe Para Mim”, do diretor Rafhael Barbosa, levou três prêmios, sendo de Melhor Som (Lucas Coelho), Melhor Direção de Arte (Nina Magalhães) e Melhor Direção (Rafhael Barbosa). A produção é uma fantasia alegórica inspirada no imaginário popular que margeia o Rio São Francisco. No enredo, 10 anos após o desaparecimento de sua mãe durante a grande festa religiosa da cidade, Marcelo ainda lida com as consequências de sua ausência. Na véspera de mais uma festa, ele conhece dois misteriosos viajantes, Sandra e seu filho Ivan. Marcelo fica fascinado pela dupla e embarca na viagem, mas no caminho descobre que eles estão prestes a cruzar uma fronteira perigosa. O trajeto reserva encontros com seres místicos e experiências transcendentes. 

“Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, da diretora Janaína Marques, levou dois troféus, sendo de Melhor Atuação (Elenco) e o Prêmio Olhar de Melhor Filme. No longa, Rosa, cercada pelo zumbido hipnótico de uma máquina de ressonância magnética, é instruída a pensar em um momento feliz de sua vida. É dentro dessa odisseia subconsciente que ela reencontra sua mãe, Dalva, com quem inventa memórias inexistentes. 

Com direção de Pedro Diógenes, “Adulto/Homem” levou o prêmio de Melhor Roteiro. O filme é um plano sequência que acompanha 20 atores que estão à espera de um teste de elenco. 

“A Noite e os Dias de Miguel Burnier”, de João Dumans, recebeu o prêmio de Melhor Montagem (Affonso Uchoa) e Melhor Fotografia (João Dumans). A produção aborda um grupo de amigos, que convivendo com o tédio e a falta de oportunidades, abraçados ao álcool como único companheiro das noites e dos dias, se esforça para levar a vida adiante num pequeno distrito minerário do interior do Brasil.

Já em relação aos curtas-metragens, o Prêmio Olhar de Melhor Filme foi para “Pirexia”, de Nico da Costa. A produção traz Baby, um rockstar em ascensão, que é atormentado por uma febre que o impede de criar músicas novas. Ao receber uma ligação de Pepeu, seu ex-companheiro musical e ex-amante, eles decidem compor uma última música juntos: uma melodia de cura e ressurreição para ser tocada em uma noite de lua de sangue. 

O Prêmio Especial do Júri foi para o curta-metragem “Pinguim de Doce de Leite”, de Ana Vitória Miotto Tahan. O filme aborda futuras lembranças que vão sendo formadas em uma noite goiana qualquer. Nos fundos da casa de sua avó, Caju, uma criança de 10 anos, viverá sua primeira madrugada em claro com os amigos de seu tio Tiago, um jovem rebelde. 

O curta-metragem  “Duwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid?” , de  Gustavo Caboco Wapichana, levou o Prêmio do Público (curta-metragem). O filme instiga o público a uma reflexão sobre o famoso personagem Macunaíma de Mário de Andrade, que completará 100 anos em 2028 e suas relações com as suas raízes indígenas, em especial do Povo Wapichana. 

Confira os ganhadores da Mostra Competitiva Internacional do 15º Olhar de Cinema:

O Prêmio Olhar de Melhor Filme foi para “Um Calendário Incompleto”, de Sanaz Sohrabi. A coprodução  Canadá, Irã, Turquia, Vanuatu, Venezuela tem como ponto de partida um vinil pouco conhecido da década de 1980.  “Rhymes and Songs for OPEC” é um disco especial do coro da Universidade Central da Venezuela para comemorar o 20º aniversário da Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Combinando canções e arquivos raramente vistos, o filme redefine o petróleo não como uma mercadoria, mas como uma alavanca política para as lutas de libertação na Palestina e a construção da solidariedade pan-árabe entre 1960 e 1970. 

Já o Prêmio Especial do Júri foi para “Bouchra”, de Orian Barki e Meriem Bennani. A animação, que é uma coprodução Itália, Marrocos, Estados Unidos, traz uma coiote marroquina de 35 anos em Nova York, que  documenta seu relacionamento à distância com a mãe, que vive em Casablanca, enquanto exploram juntas o amor, a dor e os segredos que as unem através de ligações e conversas íntimas.

O curta-metragem internacional “Dragão”, de Yashira Jordán, coprodução  Bolívia e México. O filme apresenta Dragón Rojo e Puma Punku, dois adolescentes abandonados e perdidos em uma cidade boliviana, que tornam-se viciados em um videogame retrô chamado Dragon para escapar de sua realidade monótona — trabalhando no mercado com suas tias e lutando contra o tédio. 

O longa “Se Pombos Virassem Ouro”, de Pepa Lubojacki, levou o Prêmio do Público (Longa-Metragem). A coprodução República Tcheca, Eslováquia traz uma mulher qye explora a luta geracional de sua família contra o alcoolismo através de uma perspectiva profundamente pessoal, misturando imagens documentais, ritmo, texto e imagens aprimoradas por IA para criar um retrato honesto e compassivo dos impactos do vício. 

Confira o ganhador da Mostra Novos Olhares:

O longa-metragem “Como Todo Mortal”, de Maria Molina Peiro, coprodução Espanha/Países Baixos, levou o Prêmio Olhar de Melhor Filme da Mostra Novos Olhares. A produção se passa em um planeta distante, em que um robô procura por sinais de vida. A anos-luz de distância, em uma das minas mais antigas do mundo, sob toneladas de resíduos de mineração, um ecossistema entre exploração e explotação se revela, uma paisagem entre Andaluzia e Marte. 

Prêmio da crítica Abraccine: 

A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE), parceira histórica do festival, outorga o Prêmio Abraccine de Melhor Longa-Metragem Brasileiro para “Reparação”, de Marcus Curvelo. O filme traz Marcus, no dia em que completa 35 anos, procurando um lugar no litoral junto com sua mãe para espalhar as cinzas do pai. Quando sua mãe adoece, ele passa a sentir que o sal do mar onde o pai descansa corrói lentamente a sua vida. “Reparação” ainda levou Menção Honrosa no 15º Olhar de Cinema.

Prêmio AVEC – PR

A Associação de Vídeo e Cinema do Paraná – AVEC – PR, premiou o curta-metragem “Tornar-se Ciborgue no Interior”, de Louisa Sauvignon, da Mostra Mirada Paranaense Sanepar,com o Prêmio AVEC-PR – Lu Rufalco. Além do troféu, o filme ainda recebe uma premiação de R$5 mil, oferecido pela Sanepar. A produção gira em torno de Leo e Julia, proprietários de um sítio, que querem filhos, mas estão com problemas de fertilidade. Ava e Mia, um casal lésbico, acabaram de se mudar para o sítio vizinho. A vinda das duas mulheres criará tensão com os vizinhos. 

Prêmio Itaú Cultural Play

O curta-metragem “Estrelas Terrestres”, de Rafael Neri M. Ferreira, da Mostra Mirada Paranaense Sanepar, recebeu o Prêmio Itaú Cultural Play. O filme receberá o valor de R$ 15 mil, estando o recebimento do prêmio condicionado ao licenciamento da obra para a plataforma de streaming gratuita Itaú Cultural Play pelo período de 24 meses. 

Prêmio Cardume de Curtas

“Marimbã Está Acontecendo”, de Maryn Marynho, recebeu o Prêmio Cardume de Curtas, promovido pela plataforma de curtas Cardume, que tem o objetivo de estimular o desenvolvimento de roteiros e a produção de curtas-metragens brasileiros independentes e diversos. O prêmio consiste em um contrato de licenciamento exclusivo de um ano e o valor de R$3 mil para o melhor curta-metragem da Mostra Competitiva Brasileira – Júri Cardume. “Marimbã Está Acontecendo” percorre o pensamento de Marimbã e seus diversos sonhos através das águas, tecendo relações de afeto para corpos dissidentes, em um vislumbre de futuro possível. 

Prêmio Canal Brasil de Curtas

O filme “O Segredo Sagrado”, de Everlane Moraes, levou o Prêmio Canal Brasil de Curtas. A produção foi escolhida pelo júri, que neste ano foi formado pelos jornalistas Henrique Nascimento (Rolling Stone), Paulo Ernest (Adoro Cinema) e Josianne Ritz (Bem Paraná). “O Segredo Sagrado” traz duas tribos inimigas que esperam há séculos pela grande revelação do segredo sagrado. 

O 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba é um projeto realizado com recursos da Lei Rouanet, patrocínio master do Terminal de Contêineres de Paranaguá e patrocínio de Peróxidos do Brasil, Mili, Itaú, Fomento Paraná e Sanepar. Apoio da Cinemateca, Teatro da Vila, Cine Passeio, Icac, Projeto Paradiso, Uninter. Apoio cultural MON. Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná. Lei Rouanet – Incentivo a projetos culturais, Ministério da Cultura – Governo Federal – União e Reconstrução.

Serviço:
15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba
Data: 4 a 13 de junho
Site oficial: www.olhardecinema.com.br
Redes Sociais: Instagram: www.instagram.com/Olhardecinema
                          Facebook: www.facebook.com.br/Olhardecinema
                          Tik Tok: @olhardecinema,
                          X/Twitter: @Olhardecinema_
Produção: Grafo Audiovisual
Patrocínio Master: Terminal de Contêineres de Paranaguá
Patrocínio: Itaú, Peróxidos do Brasil, Mili, Fomento Paraná e Sanepar
Apoio: Teatro da Vila, Cine Passeio, ICAC – Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Projeto Paradiso e Uninter
Apoio Cultural: MON
Incentivo: Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Secretaria da Cultura, Profice e Objetivos de desenvolvimento sustentável
Realização: Ministério da Cultura – Governo Federal – Do lado do povo brasileiro
Projeto realizado com recursos da Lei Rouanet.
Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná.
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

O jornalista Miguel Arcanjo Prado viaja a convite do Olhar de Cinema.

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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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Editado por Miguel Arcanjo Prado

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