Peça Visita a Domicílio dá chance ao amor do passado no Teatro Sérgio Cardoso em coprodução Brasil-Argentina

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
O que você faria se encontrasse seu primeiro amor da adolescência 25 anos depois de forma inesperada? A situação surpreendente movimenta o espetáculo Visita a Domicílio, peça em coprodução internacional Brasil-Argentina que fez sua estreia nacional com sucesso de público e de crítica no 34º Festival de Curitiba, e agora chega a São Paulo, onde cumpre temporada no Teatro Sérgio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, SP), às quartas e quintas, às 19h, de 20 de maio a 25 de junho, ficando em cartaz no mês da diversidade, com ingressos na Sympla.

O ator argentino Juan Tellategui e o ator brasileiro Cícero de Andrade protagonizam o texto inédito do argentino Alberto Romero, dirigido pelos brasileiros Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado. No time criativo, a obra ainda tem direção de movimento de Zuba Janaina, cenografia e figurino de Kleber Montanheiro, iluminação de Nicolas Manfredini, sonoplastia de Eder Sousa, produção executiva de Fabio Camara e assistência de direção de Julia Zann e Luiza Carvalho. A realização é das produtoras Arcanjo e 4Ever, em coprodução com Lugibi e Mosaico e coprodução internacional associada da Mundo Giras. A tradução do texto original Tu Hipocampo y Mi Caballito de Mar, de Alberto Romero, é de Juan Tellategui, com adaptação dramatúrgica de Miguel Arcanjo Prado.

Visita a Domicílio é uma sensível comédia dramática sobre um amor entre dois homens que foi interrompido bruscamente durante a adolescência. Por um acaso do destino, 25 anos depois, Gabo(Juan Tellategui) e Fernando (Cícero de Andrade) ganham a chance de acertar as contas com o passado. A história se passa em um apartamento da icônica Avenida Corrientes, no centro deBuenos Aires, capital da Argentina.

Idealizador do projeto, o ator Juan Tellategui comemora 30 anos de carreiracom o espetáculo, no qual interpreta Gabo: ”Celebrar 30 anos de carreira com Visita a Domicílio é consolidar uma travessia que começou em Buenos Aires e floresceu em São Paulo, onde vivo há 15 anos. Metade da minha trajetória foi construída no Brasil. Um personagem tão rico como o Gabo confirma o meu desejo de manter e estimular essa ponte cultural entre os dois países. A peça traz um recado forte que sempre precisamos lembrar: o preconceito não destrói o amor. Fazer esta peça agora significa compartilhar com o público o meu momento de maior liberdade criativa e maturidade no palco, conectado com tudo o que aprendi nesta caminhada de três décadas.”

O ator Cícero de Andrade comemora 20 anos de carreira com Visita a Domicílio, na qual dá vida a Fernando. Ele reforça a importância do espetáculo. “Em tempos em que tantas narrativas e identidades ainda correm o risco de serem apagadas, colocar essa história em cena é um gesto de presença e de resistência. Celebrar meus 20 anos de carreira interpretando Fernando não é apenas significativo, mas também profundamente simbólico”, afirma.

A proposta cênica bebe de fontes como a telenovela, a comédia e o drama, além de recriar a atmosfera do centro portenho. Para os diretores Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado, a peça mostra que histórias mal resolvidas atravessam o tempo. “São situações que, por não terem sido elaboradas ou encerradas, acabam influenciando escolhas, relações e caminhos, podendo desviar completamente o curso de uma vida. A peça convida o público a olhar para esses atravessamentos, para aquilo que fica em aberto, e a refletir sobre o impacto silencioso que essas questões podem ter ao longo do tempo”, diz o encenador Zé Guilherme Bueno. “Visita a Domicílio vem para tocar profundamente o coração do público. Traz um amor que o preconceito ao redor tentou destruir, mas que ganha uma chance de ser revivido e, quem sabe, resolvido”, complementa Miguel Arcanjo Prado.

O dramaturgo argentino Alberto Romero define como “uma honra” ter seu primeiro texto encenado no Brasil e lembra que a peça mostra que todos merecem ser felizes no amor. “Muitas pessoas da comunidade LGBT+ não tiveram a chance de viver um primeiro amor em sua adolescência, porque era difícil assumir quem éramos, porque nos dava vergonha ou simplesmente porque negávamos o que sentíamos. Os personagens Gabo e Fernando se arriscaram na adolescência e hoje, 25 anos depois, ganham a oportunidade de fechar ou reabrir essa primeira história que ficou inconclusa. Visita a Domicílio é uma peça otimista e que traz a mensagem que o amor é mais forte, como canta um roqueiro argentino”, finaliza.
Siga a peça no Instagram @visitaadomicilio

Críticas
“Em 60 minutos, Visita a Domicílio entrega ritmo, intensidade e conexão com o público”.
Guilherme Bittar, Reverbero
“Visita a Domicílio é uma sensível comédia dramática”.
André Nunes, Mural do Paraná
“A comédia dramática arrebata o público, que se envolve com os erros e acertos dos personagens na história de um amor adolescente que se reascende 25 anos depois.”
Ana Maria Marques, Comunicare
“O texto equilibra emoção e humor com naturalidade, transformando tensões do passado em diálogos ágeis e cheios de ironia. Visita a Domicílio conquista pela dinâmica cênica e pela forte química entre os atores. A encenação aproxima o público da ação, criando a sensação de intimidade típica de uma sitcom teatral, super leve, contagiante e capaz de fazer o tempo passar quase sem ser percebido.”
Duda Tyzskouski, O Folhetim Cultural

Serviço:
Visita a Domicílio
Gênero: Comédia Dramática.
Duração: 60 minutos.
Classificação: 16 anos.
Teatro Sérgio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa,153, Bela Vista, São Paulo
De 20 de maio a 25 de junho de 2026.
Quartas e quintas, 19h
Ingressos: R$ 35 a R$ 70. Lote promocional a R$ 30.
Site para compras: https://bileto.sympla.com.br/event/118922/d/377769/s/2516886

Ficha técnica:
Visita a Domicílio
@visitaadomicilio
Uma coprodução internacional Brasil-Argentina
Idealização: Juan Tellategui @juantellategui
Direção artística e de produção: Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado @zeguibueno @miguel.arcanjo
Autor: Alberto Romero @albertohromero
Tradução: Juan Tellategui @juantellategui
Adaptação dramatúrgica: Miguel Arcanjo Prado @miguel.arcanjo
Elenco: Juan Tellategui e Cícero de Andrade @juantellategui @ciceroandrade
Encenação: Zé Guilherme Bueno @zeguibueno
Direção de movimento: Zuba Janaina @zuba.__
Produção Executiva: Fabio Camara @fabiocamara25
Assistência de direção: Julia Zann e Luiza Carvalho @juzannsaraiva @lu1z4carvalho
Iluminação: Nicolas Manfredini @manfredininicolas
Sonoplastia: Éder Sousa @eder.som.sousa
Cenografia e figurino: Kleber Montanheiro @kleber_montanheiro
Assistentes de produção: Jean Lizo @jeanlizo8, João Schelbauer @joaoaschelbauer4 e Runan Braz @runan.braz
Estagiária: Júlia Brum @ju_brumm
Design: Aro 8 – Vinicius Campiolo @aro.oito
Redes Sociais: Stephani Santoro @stephanisantoro
Direção de Comunicação: Miguel Arcanjo Prado @miguel.arcanjo
Direção de Marketing e Parcerias: Julia Zann e Miguel Arcanjo Prado @juzasaraiva @miguel.arcanjo
Direção de Arte e IA: Juan Tellategui @juantellategui
Fotografia: Rafa Marques @rafamarques_fotografo
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes @abalsanelli @renatofernandesgon em São Paulo e André Nunes em Curitiba @andrefnunes
Apoio institucional: Consulado da Argentina @consuladoargentinocuritiba, Festival de Curitiba – Mostra Fringe @festivaldecuritiba @mostrafringe, Espaço Cia da Revista @ciadarevista, Escola A Voz em Cena @avozemcena, Aro 8 @aro.oito, Teatro Sérgio Cardoso – APAA @teatrosergiocardoso, Rockwheels Kustom Bar @rockwheelssp, CE Barra Funda @ce.barrafunda, Varanda 228 @varanda228, Licor 43 @licor43brasil, Comandante Bar @ocomandantebar, Parada SP @paradasp
Produtoras associadas: Lugibi e Mosaico @lugibiassessoria @mosaico.producoesProdutora internacional associada: Mundo Giras @mundogiras
Realização: Arcanjo Produção e 4Ever Produções @miguel.arcanjo @4everproducoes


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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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