Tássia Dhur fala sobre solo Love: ‘Quem nunca teve um relacionamento complicado?’ – Entrevista do Arcanjo

Atriz Tássia Dhur estreia Love, solo de sua autoria, no Teatro Pequeno Ato © Danilo Rosa Divulgação Blog do Arcanjo 2023

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

Tássia Dhur encara a partir desta sexta, 15, um grande desafio no palco do Teatro Pequeno Ato, no centro de São Paulo. Atuar no solo Love, também de sua autoria, no qual mistura a realidade de amores e desamores vividos com pitadas de ficção. Tudo sob uma ótima bem humorada, na direção de Biagio Pecorelli. A maranhense radicada em São Paulo já atuou em peças da Cia. Os Satyros foi uma das protagonistas da série “O Dia em Que Nos Tornamos Terroristas, na TV Cultura, e ainda esteve nas séries Rio de Topless, do Canal Brasil, e Feras, da MTV, e também no filme Anna, de Heitor Dhalia. Ainda dirigiu, escreveu e produziu os curtas metragens Diana e Ralaxa Meu Bem, e dirigiu e produziu o videoclipe Lá Vem Chegando, da banda maranhense Criola Beat. A artista formada pela SP Escola de Teatro, que faz temporada de seu solo até 1º de outubro com sessões de sexta a domingo e ingressos na Sympla, conversou com exclusividade com o Blog do Arcanjo sobre o projeto. Falou de amor, de dor, de vida que segue e do desafio de estar sozinha em cena. Leia com toda a calma do mundo.

Veja como foi a estreia de Love, de Tássia Dhur, em cobertura exclusiva do Blog do Arcanjo!

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Miguel Arcanjo Prado – Como foi o processo de transformar amores vividos em uma peça de teatro?
Tássia Dhur –
Comecei a escrever a peça em 2020, durante a pandemia. Inicialmente, eram textos curtos, diferentes histórias, mas que tinham algo em comum: uma certa crueldade das relações amorosas. São histórias vividas misturadas com ficção. Tive relacionamentos complexos e alguns bem dolorosos, “quem nunca?” . Relações tóxicas, gosthing e uma série de abusos psicológicos deram força para a essa dramaturgia.

Miguel Arcanjo Prado – Amor precisa rimar com dor? Por quê?
Tássia Dhur –
Acredito que depende muito da forma como você se relaciona. “Madalena”, nossa personagem, não sabe amar sem sentir dor, parece um vício, de alguma forma essa dor se transforma em prazer que Madalena não sabe viver sem, de alguma forma ela busca por isso.

Miguel Arcanjo Prado – Por que escolheu o Biagio Pecorelli para dirigir? Como foi essa troca?
Tássia Dhur –
Biagio é um grande amigo de Pernambuco, passei 4 anos da minha vida lá, “Mas sou do Maranhão”, como digo algumas vezes durante a peça, sempre pontuando a questão da minha naturalidade. Eu já flertava artisticamente com a “Motossera Perfumada” , grupo que Biagio dirige, e sempre admirava as construções cênicas. Biagio tem um quê de visceral em suas montagens que se assemelha muito aos meus textos. Incrivelmente nós dois somos taurinos com ascendência em Leão, talvez seja por isso [risos].

Miguel Arcanjo Prado – A autoficção tem ganhado muito espaço nos palcos. Por que você acha que isso acontece?
Tássia Dhur –
Textos reais são vivos, principalmente quando o ator/atriz escreve a dramaturgia, as histórias ficam impregnadas na pele, no corpo, a cena por si só já nasceu. O maior desafio é como tornar essas histórias reais em um texto para o teatro, posso dizer, por experiência própria, que temos que errar muito para nascer algo.

Miguel Arcanjo Prado – Estar sozinha em cena é mais fácil ou mais difícil que acompanhada?
Tássia Dhur –
Com certeza estar sozinha não é uma das coisas mais fáceis de se fazer nessa vida artística, não tem pra onde fugir, não tem ninguém pra te salvar, pra te dar uma deixa, só de pensar agora meu coração já acelera. Acho que o que facilita é que o texto é meu, então eu já vivi parte de tudo que está sendo contado, parece que tá tudo no meu DNA. Eu particularmente tenho muita facilidade com improviso e apesar da peça ter temas bem pesados, o tom de comédia está presente do início ao fim.

Miguel Arcanjo Prado – O que você pretende que o público sinta vendo sua peça?
Tássia Dhur –
Espero que de alguma forma as pessoas se identifiquem com as relações vividas pela personagem “Madalena” e que, claro, dêem gargalhadas.

LOVE, de Tássia Dhur

Temporada: 15 de setembro a 1º de outubro de 2023; sextas-feiras, às 20h; aos sábados, às 20h; e aos domingos, às 19h
Teatro Pequeno Ato – Rua Dr. Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, SP
Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)
Venda online em https://www.sympla.com.br/evento/love/2127676
Classificação: 16 anos
Duração: 50 minutos
Telefone: (11) 99813-1513

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Jornalista cultural influente e respeitado no Brasil, Miguel Arcanjo Prado é CEO do Blog do Arcanjo, fundado em 2012, e do Prêmio Arcanjo, desde 2019. É Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Coordena a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e apresenta o Arcanjo Pod. Eleito três vezes um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, R7, Record News, Folha, Abril, Huffpost Brasil, Notícias da TV, Contigo, Superinteressante, Band, CBN, Gazeta, UOL, UMA, OFuxico, Rede TV!, Rede Brasil, Versatille, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra o júri de Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio Governador do Estado de São Paulo, Prêmio Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio Destaque Imprensa Digital, Prêmio Guia da Folha e Prêmio Canal Brasil de Curtas. Vencedor do Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio Destaque em Comunicação Nacional ANCEC, Troféu Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado, maior honraria na área de Letras de São Paulo.
Foto: Edson Lopes Jr.
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