CineOP discute reestruturação do Plano Nacional de Preservação Audiovisual na Mostra de Cinema de Ouro Preto

Plano Nacional de Preservação Audiovisual é discutido na 18ª CineOP © Universo Produção Leo Fontes Divulgação Blog do Arcanjo 2023

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

Enviado especial a Ouro Preto*

O ano de 2023 é considerado chave para os participantes da 18ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, sobretudo pela reestruturação do Plano Nacional de Preservação Audiovisual, debatida no evento na cidade histórica mineira e fruto de ações da ABPA (Associação Brasileira de Preservação Audiovisual). O Blog do Arcanjo lembra que a entidade foi fundada na própria CineOP em 2008. O Plano sofreu revezes com o descaso de agentes dos governos federais nas últimas gestões do país, ao menos desde 2016, exatamente quando o Plano estava pronto para ser levado ao governo, ação impedida pelo impeachment de Dilma Rousseff.

O Plano Nacional de Preservação Audiovisual ganhou novas perspectivas e fôlego recentemente, com a recriação do Ministério da Cultura e a promessa do novo governo de tratar a preservação como prioridade. Para a pesquisadora Débora Butruce, atual presidente da ABPA, o momento é propício ao novo Plano e especialmente delicado dentro do cenário difícil da preservação, justamente pelos obstáculos e desafios que acervos, museus, arquivos e demais instituições públicas e privadas enfrentam constantemente na manutenção de seus conteúdos.

“Há carência de recursos estáveis e de planejamento de longo prazo no setor, o que são coisas essenciais”, apontou ela. Butruce enumerou ainda outras dificuldades que ela espera entrar nas pautas de discussão. “A legislação é inadequada, há falta de incentivo a publicações e de recursos humanos e os investimentos financeiros são insuficientes e instáveis”.

Além dessas questões materiais e políticas, a presidente da ABPA demonstrou preocupação com os acervos digitais, algo anualmente discutido no CineOP por sua proliferação tão grande quanto a dificuldade de armazenamento, localização e organização. “Se com as películas podemos ter lacunas, com o digital vamos ter crateras”, comparou.

Veja a cobertura da CineOP no Blog do Arcanjo!

*O jornalista e crítico Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da CineOP e Universo Produção.

Colaborou João Schelbauer

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Jornalista cultural influente e respeitado no Brasil, Miguel Arcanjo Prado é CEO do Blog do Arcanjo, fundado em 2012, e do Prêmio Arcanjo, desde 2019. É Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Coordena a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e apresenta o Arcanjo Pod. Eleito três vezes um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, R7, Record News, Folha, Abril, Huffpost Brasil, Notícias da TV, Contigo, Superinteressante, Band, CBN, Gazeta, UOL, UMA, OFuxico, Rede TV!, Rede Brasil, Versatille, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra o júri de Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio Governador do Estado de São Paulo, Prêmio Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio Destaque Imprensa Digital, Prêmio Guia da Folha e Prêmio Canal Brasil de Curtas. Vencedor do Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio Destaque em Comunicação Nacional ANCEC, Troféu Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado, maior honraria na área de Letras de São Paulo.
Foto: Edson Lopes Jr.
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