Intelectual negra vítima de feminicídio, Beatriz Nascimento é tema da peça Eu, Atlântica na SP Escola de Teatro

A atriz Aline Oliveira é Beatriz Nascimento na peça Eu, Atlântica: curta temporada na SP Escola de Teatro – Foto: Bruno Galvincio/Adaap – Blog do Arcanjo

Peça sobre Beatriz Nascimento faz curta temporada na Praça Roosevelt

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

Vítima de feminicídio, a grande historiadora e intelectual Maria Beatriz Nascimento (1942-1995) é homenageada na peça Eu, Atlântica, que faz curta temporada na SP Escola de Teatro na Praça Franklin Roosevelt, 210, no centro de São Paulo.

Com a atriz Aline Oliveira dirigida por Eliane Weinfurter, a obra tem dramaturgia de Rafael Cristiano. As sessões vão até 27 de agosto, sempre sexta e sábado, 20h30. Ingressos aqui!

A obra começa com o despertar de uma mulher em uma ilha desconhecida no oceano Atlântico. Ao acordar, desorientada, a protagonista lembra-se de seu nome, Beatriz Nascimento, e aos poucos ela vai rememorando sua história e compartilhando com o público sua trajetória.

Retire seu ingresso!

Quem foi Beatriz Nascimento?

Nascida em Aracaju, Sergipe, em 1942, Beatriz Nascimento foi professora, poeta, roteirista, ativista e uma grande intelectual brasileira. Graduada e especializada em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), muito de sua pesquisa serviu de fundamento para estudos dentro dos movimentos antirracistas e feministas no Brasil. Beatriz investigou e apontou temas poucos explorados até então, buscando explorar e contar a história da população negra, assim como suas relações e culturas, a partir de uma perspectiva que coloca homens e mulheres negras como protagonistas. Ela foi vítima de feminicídio em 1995, no Rio de Janeiro, com apenas 52 anos.

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Um dos mais influentes e respeitados jornalistas e críticos culturais do Brasil, Miguel Arcanjo Prado dirige o Blog do Arcanjo e o Prêmio Arcanjo. É mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, bacharel em Comunicação Social pela UFMG e crítico da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Coordena a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e faz o Podcast do Arcanjo. Foi eleito entre os melhores jornalistas de Cultura do Brasil pelo Prêmio Comunique-se e Prêmio Governador do Estado de São Paulo. Passou por Globo, Record, R7, Record News, Folha, Abril, Contigo, Superinteressante, Band, Gazeta, UOL, Uma, Rede TV!, TV UFMG e O Pasquim 21. É jurado das premiações Prêmio Arcanjo, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio Destaque Digital, Melhores do Ano Guia da Folha, Prêmios ANCEC e Prêmio Canal Brasil de Curtas. É vencedor do Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio Destaque em Comunicação Nacional ANCEC, Troféu Inspiração do Amanhã e Prêmio África Brasil.
Foto: Edson Lopes Jr.
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