Rapidinhas | Grupo Tapa encena texto censurado de Vianinha sobre ditador populista

Papa Highirte é a mais nova peça do tradicional Grupo Tapa com texto de Vianinha – Foto: Ronaldo Gutierrez – Blog do Arcanjo

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

Deus salve a América do Sul

O Grupo Tapa acaba de estrear seu mais novo espetáculo, dessa vez em seu Galpão Tapa, na Barra Funda. É Papa Highirte, texto do grande dramaturgo brasileiro Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974), o Vianinha. Estão em cena Zécarlos Machado, Adriano Bedin, Bruno Barchesi, Caetano O’Maihlan, Camila Czerkes, Eduardo Semerjian, Fulvio Filho, Isabel Setti e Mauricio Bittencourt. Sexta e sábado, às 20h, domingo, às 18h, até 17 de julho. A história, censurada na ditadura, mostra um ditador populista em um fictício país da América do Sul. Qualquer semelhança é mera coincidência.

Anjo não tem gênero

O ator e humorista Maciel Silva diverte o público ao abordar com muito bom humor as questões da sociedade contemporânea acerca dos gêneros na personagem Anjo da peça Se Os Homens São de Marte… As Mulheres São de Lua. A obra pode ser vista toda sexta, 21h, até 27 de maio, na Casa Aguinaldo Silva de Artes, na Vila Buarque, em São Paulo. Uma graça que só.

Fenômenos do Maranhão

Vem do Maranhão a mais nova comédia de sucesso em São Paulo, Pão com Ovo, com os intrépidos Adeílson Santos e César Boaes. Já vista por mais de um milhão de pessoas, a montagem diverte os paulistanos no Teatro Ruth Escobar, sexta e sábado, 21h, e domingo, 19h30, até 19 de junho, com sua ironia para as diferenças de classe social. Garantia de boas risadas.

Fala que eu te escuto

A oralidade tem saberes passados de geração a geração. Com foco em preservar as origens das tradições orais brasileiras, a 12ª edição do Boca do Céu 2022 aborda heranças dos povos africanos e de Portugal herdadas por nós. De 30 de maio a 4 de junho, o encontro traz farta programação, com 64 atividades com oficinas, debates e intervenções na Oficina Cultural Oswald de Andrade e narrações de histórias e shows no Sesc 24 de Maio. São artistas de vários estados e de países como Guiné-Bissau, Cabo Verde, Portugal, Galícia/Espanha e do Brasil. No dia 3 de junho, acontece no Sesc 24 de Maio o show Babuk Bassarel com Mû Mbana (Guiné-Bissau) e Sérgio Pererê (Minas Gerais). A curadoria é de Regina Machado, referência nos estudos da tradição oral. Vá de ouvidos bem abertos.

A vida é um cabaré

Imagine um espetáculo-cabaré, totalmente acústico, com música, performances teatrais, poesia e circo. Pois é justamente essa a proposta do Cabarezinho, que une os artistas Luiz Gayotto, Luís Mármora, Vanderlei Bernardino, Cris Rocha, Paola Musatti e Denise Matta. Pode ser visto no Galpão Cru, na Barra Funda, a partir do dia 27 de maio, sexta-feira, às 21h, com apresentações uma vez por mês. A cantora, compositora e artista visual Luiza Lian é a convidada especial da noite de estreia da nova temporada. Danada.

I have a dream

Embalada pela canção I Have a Dream, do Abba, a Cia. Os Satyros faz nova temporada da peça Pessoas Brutas, sucesso no último Festival de Curitiba, até o fim de maio em seu Espaço dos Satyros, na Praça Roosevelt, com sessões sextas e sábados, 21h, e domingo, 18h. No palco, moradores do centro de São Paulo são atormentados por desejos, amores, poder e vingança. Eita.

Carnificina capitalista

Terra de Matadouros é a mais nova montagem da aguerrida Brava Companhia, que estreia deste sábado, 21 de maio, no Centro Cultural São Paulo. Dirigida e adaptada por Fábio Resende, a peça é livremente inspirada no texto Santa Joana dos Matadouros, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956). Estão no elenco Ademir de Almeida, Elis Martins, José Adeir, Márcio Rodrigues, Max Raimundo e Paula da Paz. Em foco, a perversidade da indústria da carne. Ou seria da carnificina?

Diva do cinema

Uma das mulheres mais importantes da história do cinema brasileiro, a atriz e diretora Helena Ignez foi homenageada nesta quinta, 19, no Cine Satyros Bijou da Praça Roosevelt. Foram exibidos o filme A Mulher da Luz Própria, de sua filha, Sinai Sganzerla, além do clássico Copacabana, Mon Amour, de Rogério Sganzerla, com quem Helena foi casada. Icônica.

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O jornalista e crítico Miguel Arcanjo Prado é mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, bacharel em Comunicação Social pela UFMG e crítico da APCA, da qual foi vice-presidente. Dirige o Blog do Arcanjo e o Prêmio Arcanjo. Coordena a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e faz o Podcast do Arcanjo. Está entre os melhores jornalistas de Cultura do Brasil pelo Prêmio Comunique-se e Prêmio Governador do Estado de São Paulo. Passou por Globo, Record, R7, Record News, Folha, Abril, Contigo, Superinteressante, Band, Gazeta, UOL, Uma, Rede TV!, TV UFMG e O Pasquim 21. É jurado das premiações Prêmio Arcanjo de Cultura, Melhores do Ano Blog do Arcanjo, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio Destaque Digital, Melhores do Ano Guia da Folha e Prêmio Canal Brasil de Curtas. É vencedor dos Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio Destaque em Comunicação Nacional ANCEC, Troféu Inspiração do Amanhã e Prêmio África Brasil. Foto: Edson Lopes Jr.
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