Com amor de 2 mulheres em crise, ELAS abre Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro

ELAS, do Coletivo Caracóis, abre a programação da Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro Digital, dias 4, 5 e 6/5 às 21h - Foto: Sol Faganello/Divulgação - Blog do Arcanjo 2021
ELAS, do Coletivo Caracóis, abre a programação da Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro Digital, dias 4, 5 e 6/5 às 21h – Foto: Sol Faganello/Divulgação – Blog do Arcanjo 2021

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

Como o amor resiste em tempos de confinamentos que fazem aflorar antigas rugas e mágoas? Esta poderia ser uma das premissas do espetáculo ELAS, do Coletivo Caracóis. A obra foi criada pelas artistas Carina Murias, Carol Moreno, Fernanda Heitzmann, Maria Carolina Ito, Náshara Silveira e Sol Faganello e aborda as fissuras no romance entre duas mulheres em tempos pandêmicos.

O espetáculo abre a Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro Digital, com sessões nesta terça (4), quarta (5) e quinta (6), às 21h, com ingressos disponíveis para serem retirados na Sympla. A programação completa conta com 12 espetáculos das cinco regiões brasileiras, sob curadoria de Miguel Arcanjo Prado com assistência de Rodrigo Barros e Marcio Tito. A Mostra apresenta um panorama nacional e diverso de espetáculos de artistas e coletivos fomentados pela importante lei de fomento às artes e à cultura.

Na frente das câmeras em ELAS estão as atrizes Carol Moreno e Fernanda Heitzmann, sob direção de Náshara Silveira e Sol Faganello para a dramaturgia de Carina Murias. A montagem ainda conta com iluminação e sonoplastia de Maria Carolina Ito, além de arte gráfica, fotografia e vídeo de Sol Faganello. A obra fez apresentação recente no Centro Cultural da Diversidade e encerra temporada de sucesso na SP Escola de Teatro Digital. Em 2020, o espetáculo foi destaque na programação do Festival Satyrianas.

Segundo as criadoras, o “start para pesquisa foi a moldura ficcional: duas mulheres lésbicas, que se relacionam e estão separadas por conta da pandemia, marcam um encontro virtual para elaborar seus sentimentos, revelando o efeito do isolamento e distanciamento em sua relação”.

Elas ainda buscaram dentro do próprio Coletivo Caracóis experiências pessoais que colaborassem na criação do espetáculo digital. “Partimos da questão: É possível a manutenção e permanência de uma relação amorosa, construída na presencialidade, e que agora, por questões que fogem ao controle, se restringe a um ambiente virtual?”, questionam.

É ver e refletir sobre o tamanho do peso da quarentena em cima do amor.

Retire seu ingresso para ver ELAS!

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O jornalista e crítico de artes Miguel Arcanjo Prado é mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia e Cultura pela ECA-USP, bacharel em Comunicação pela UFMG e crítico da APCA, da qual foi vice-presidente. Está entre os melhores jornalistas de Cultura do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Band e UOL. Dirige o Blog do Arcanjo e o Prêmio Arcanjo. Coordena a Extensão Cultural da SP Escola de Teatro e faz o Podcast do Arcanjo. Foto: Edson Lopes Jr.

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