Fiz uma canção triste cheia de amor, diz Fito Paez sobre música com Lali

Por Miguel Arcanjo Prado

Um dos maiores nomes do rock argentino e latino-americano, Fito Paez busca renovação em seu novo clipe, ao lado da cantora argentina Lali Espósito. Eles acabam de lançar o dueto Gente en la Calle, que ganhou videoclipe filmado no fim de 2020 em Buenos Aires, respeitando todos os protocolos. A música é o quarto single do mais recente álbum premiado de Fito, La Conquista Del Espacio, que quase um ano após o seu lançamento continua com frescor. “É uma canção triste com música cheia de amor”, define Fito ao Blog do Arcanjo sua nova composição.

Para Lali, cantar com Fito foi a realização de um acalentado desejo. “Eu tinha certos sonhos como fã de música… este foi um. Parece romântico, mas é. É romântico estar com Fito cantando essa música e o que ele diz não é um detalhe. O tema afeta a geração de Fito, a minha e também a geração mais jovem: como ficamos cegos com as pessoas que estão nas ruas. Fazer uma música com o Fito, com essa vibe, tipo um abraço para as pessoas que estão na rua, para mim é uma honra”, declara.

Fito retribui o carinho. “Trabalhar com a Lali foi muito relaxante, ela é muito experiente, uma ótima parceira, tem muito trabalho apesar de ser jovem, e é sempre um prazer tê-la na festa. Espero que gostem tanto quanto nós”, avisa.

Os diretores do vídeo, Alejandro Ros (também responsável pela arte) e Guido Adler (responsável pela fotografia), recriaram engenhosamente uma rua e os seus estímulos visuais no espaço interior do set cinematográfico, a partir de imagens em grandes ecrãs sobre os quais Lali e Fito interagem.

Isso se alia a imagens reais que retratam de forma sutil, desde os detalhes do close-up, a dureza da temática da letra da música. Assim, é gerado um jogo de entrada e saída de uma área fechada para outra aberta, recurso que confere um caráter visual muito interessante ao tratamento do clipe.

Fito aprovou o resultado. “A música em si foi um desafio, porque é uma canção triste com música cheia de amor; então o que na música se resolve como um conflito para o ouvinte, visualmente isso gerou uma série de questionamentos e eles trabalharam muito para resolver esse cruzamento de sensações”, filosofa.

“Eles fizeram um trabalho fabuloso. Trabalho com o Ale Ros há muitos anos, com o Guido compartilhamos esse caminho também há algum tempo. São dois irmãos em vida e confio tudo em ambos”, elogia.

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Miguel Arcanjo Prado é jornalista, mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela ECA-USP e bacharel em Comunicação Social pela UFMG. Eleito três vezes pelo Prêmio Comunique-se um dos melhores jornalistas de Cultura do Brasil. Nascido em Belo Horizonte, vive em São Paulo desde 2007. É crítico da APCA, da qual foi vice-presidente. Passou por Globo, Record, Folha, Contigo, Editora Abril, Gazeta, Band, Rede TV e UOL, entre outros. Desde 2012, faz o Blog do Arcanjo, referência no jornalismo cultural. Em 2019 criou o Prêmio Arcanjo de Cultura no Theatro Municipal de SP. É coordenador de Extensão Cultural e Projetos Especiais da SP Escola de Teatro, colunista do Notícias da TV e faz o Podcast do Arcanjo em parceria com a OLA Podcasts. Foto: Edson Lopes Jr.

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