Coletivo Legítima Defesa une negros e indígenas na FLUP 2020

Por Miguel Arcanjo Prado

O Coletivo Legítima Defesa marcou a história do teatro brasileiro ao expor a ausência negra em palcos e plateias em inesquecível performance após sessão da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo) em 2016, que foi coberta por este jornalista com reportagem de capa na Folha de S.Paulo. Desde então, o grupo ganhou força e espaços que antes pareciam privilégios brancos distantes. Agora, o Coletivo Legítima Defesa realiza o Amefricanidades, criando diálogos entre negros e indígenas dentro da FLUP – Festa Literária das Periferias e com nomes como Rosane Borges e Sonia Guajajara na programação. Amefricanidades acontece em dois momentos: no Ciclo Lélia Gonzalez (intelectual negra que cunhou o termo “amefricanidade”) entre 10 a 31 de outubro, e no Diálogos Amefricanos, entre 31 de outubro e 1 de novembro. “Entendemos que a construção de novos mundos é urgente, assim como o estreitamento de laços entre coletivos cujas lutas por direito não têm convergido tanto como poderiam”, afirma o ator, diretor e DJ Eugênio Lima, à frente do projeto ao lado de Julio Ludemir. Ele está coberto de razão. (Foto: João Luiz Guimarães/Divulgação)

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