Selvática conquista posto nobre no Festival de Curitiba

Selvática na Mostra Oficial do Festival de Curitiba: de pé: Gabriel Machado, Leonarda Glück, Semy Monastier e Ricardo Nolasco; sentados: Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Leo Bardo e Victor Hugo – Foto: Annelize Tozetto/Divulgação – Blog do Arcanjo/UOL

Por Michele Marreira, em Curitiba*
Colaboração para o Blog do Arcanjo

O coletivo curitibano Selvática Ações Artísticas comemora seis anos de existência de sua Casa Selvática em espaço nobre do 27º Festival de Curitiba: a tão sonhada Mostra Oficial do maior e mais longevo festival de artes cênicas brasileiro. É nela que fizeram nesta terça (3) a estreia mundial de sua nova obra, “Cabaret Macchina”.

A peça faz nova apresentação nesta quarta (4) às 21h na praça Rui Barbosa, marco zero do centro de Curitiba, misturando elementos das artes cênicas, performáticas e literárias.

Ver a Selvática na Mostra é a prova da derrubada a duras penas de um velho ditado que muito tempo imperou na relação do grupo com o Festival de Curitiba: “santo de casa não faz milagre”. No caso da Selvática, faz, sim.

Repleta de artistas de talento inquestionável, a Selvática é um grupo de ar cosmopolita e ousado que poderia facilmente estar em Berlim ou Nova York, lugares em que certamente seria aclamado.

Selvática: Leonarda Glück, Ricardo Nolasco, Gabriel Machado, Patricia Cipriano, Semy Monastier e Victor Hugo no 27º Festival de Curitiba – Foto: Annelize Tozetto/Divulgação – Blog do Arcanjo/UOL

Crítica ao conservadorismo

Uma das atrizes do elenco, a também dramaturga Leonarda Glück (em parceria com Francisco Mallmann), revela ao Blog do Arcanjo no UOL um pouco sobre a obra.

“Partimos de várias obras do escritor alemão Heiner Müller, que viveu no período de duas guerras na Alemanha. Os trabalhos dele são referências no teatro contemporâneo. Nãos nos interessava pegar um texto pronto e montar, mas todos tinham que conversar com a realidade brasileira atual”, fala.

“O conservadorismo se acentua cada vez mais as artes estão sob a mira de todos. É na rua que contamos tudo. É um caberet de guerra. Em nossa versão transformamos os personagens secundários em heróis, que não tiveram suas histórias contadas. É uma dramaturgia mesclada que fala de situações relativas ao nosso país de um modo geral. As pessoas podem esperar um grande manifesto critico emocional, contaremos a história pelos olhos de quem não tiveram vez”, afirma Glück.

O diretor curitibano Ricardo Nolasco (de barba) rodeado pelos atores da Selvática: um dos nomes mais potentes da nova geração do teatro brasileiro – Foto: Annelize Tozetto/Divulgação – Blog do Arcanjo – UOL

Diretor talentoso

A obra tem direção geral de Ricardo Nolasco, um dos mais talentosos nomes da nova geração do teatro brasileiro, direção de movimento de Gabriel Machado, trilha de Jo  Jo Mistinguett e conta no elenco com os potentes atores Amira Massabki, Cali Ossani, Cesar Mathew, Leonarda Glück, Leo Bardo, Matheus Henrique, Nina Ribas, Patricia Cipriano, Patricia Saravy, Semy Monastier, Simone Magalhães, Stéfano Belo e Victor Hugo, além da participação especial da cantora Karina Buhr.

A equipe ainda traz figurino de Cali Ossani, Stéfano Belo e Patricia Cipriano; iluminação de Semy Monastier e Patricia Saravy; maquiagem de Nina Ribas e Stéfano Belo; consultoria de Amabilis de Jesus; mapeamento Urbano de Renata Cunali; direção de produção de Cacá Bordini; assistência de produção de Bruna Costa; imagens de Amira Massabki; design gráfico de Thalita Sejanes; captação de recursos de Meire Abe e realização da Selvática Ações Artísticas e O Estábulo de Luxo.

Saiba mais sobre a Selvática

*Enviada especial, a jornalista Michele Marreira viajou a convite do Festival de Curitiba.

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