Rapidinhas teatrais

Os atores Lee Taylor, Zé Celso, Diego Ribeiro e Carol Hubner – Fotos: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Corra, Lola, corra
Termina neste sábado (17) o prazo de inscrições no processo seletivo para o curso de atuação no Núcleo de Artes Cênicas (NAC), sob comando do ator e diretor Lee Taylor. Ele foi o preferido de Antunes Filho e brilhou na novela “Velho Chico”, da Globo, como Martim. Lembra?

Módulo triplo
Querido da coluna de velhos Carnavais, Lee revela que o curso gratuito “terá duração inicial de quatro meses no Módulo I, podendo se estender por mais quatro meses aos selecionados para o Módulo II e por mais dois meses aos selecionados para o Módulo III”. Então, tá.

O ator e diretor Lee Taylor – Foto: Divulgação

Quadro de horário
O começo das aulas será em 5 de março de 2018, com atividades regulares de segunda à quinta-feira, das 18h às 22h, e sábados, das 13h às 17h. Anotou tudo direitinho?

Como faz?
A inscrição para o processo seletivo é feita pela internet, no site do NAC, por meio do preenchimento do formulário de inscrição. Corre!

Zé Celso e artistas do Oficina agradecem os aplausos fartos na reestreia de “O Rei da Vela” no Teatro Sérgio Cardoso – Foto: Jennifer Glass/Fotos do Ofício/Divulgação

Retorno triunfal
Zé Celso e sua turma aguerrida do Teat(r)o Oficina retomaram a peça “O Rei da Vela” na última quinta (15) no Teatro Sérgio Cardoso. São apenas oito sessões nessa nova temporada da peça histórica de 1967. Vai perder?

Ilustríssima
A atriz transexual Leona Jhovs estava na plateia da reestreia de “O Rei da Vela”. Aplaudiu bastante ao fim à obra mítica que revela o Brasil de ontem, de hoje e de amanhã.

Tome nota
As novas sessões de “O Rei da Vela” são realizadas às quintas e sextas, 19h30, e sábado e domingo, 18h, até 25 de fevereiro, com ingresso a R$ 30 e R$ 60. Vai, gente.

Diego Ribeiro no cartaz de “Pink Star”, criado por Henrique Mello – Foto: Divulgação

Purpurinado
O ator Diego Ribeiro está feliz da vida. O motivo? Ele nem terá de retirar toda a purpurina acumulada no Carnaval, já que a peça “Pink Star”, que ele protagoniza todo brilhante como Purpurinex, volta ao cartaz neste sábado (17), às 21h, no Estação Satyros. Vai ser um bafo.

Menina ou menino?
Escrita por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, “Pink Star” é uma comédia musical futurista queer. “Ela volta aos palcos pra bradar pela liberdade de gênero, pra falar sobre as novas formações familiares e sobre o amor livre. Com muita cor e brilho, claro”, decretam os dramaturgos.

Sucesso na folia
Aliás, boa parte do elenco de “Pink Star” ocupou o trio elétrico do grupo Os Satyros no desfile do Acadêmicos do Baixo Augusta, que celebrou Judith Butler, teórica do gênero homenageada pelo grupo na folia. Ela merece. O desfile teve até cinzas de Phedra D. Córdoba lançada sobre os foliões frente ao cemitério da Consolalão. Um escândalo profano.

Pervertidos
Falando em escândalo, a peça “Os 120 Dias de Sodoma”, do Satyros, está de volta à praça Roosevelt. Toda sexta, 23h59. Salve, Sade!

Carol Hubner está na comédia “A Banheira”, no Teatro Ruth Escobar, em SP – Foto: Bob Sousa

Dondoca enganada
Um homofóbico que na verdade é um gay enrustido dentro do armário, como alguns políticos por aí, é o tema central da comédia “A Banheira”, sexta e sábado, 21h30, no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, até 24 de fevereiro. Carol Hubner interpreta a boba dondoca mulher do traste e que não percebe que ele tem um caso com uma travesti.

Xô preconceito!
A frenética peça escrita por Gugu Keller tem ainda no elenco Du Kammargo, Silvio Toledo, Carolina Stofella e Reginaldo Faidi. E, ao fim, dá uma importante lição contra o preconceito. Ao contrário de muita comédia duvidosa por aí, onde a comunidade LGBT é alvo de piada preconceituosa, esta comédia inteligente utiliza o riso provocado pelo preconceito para despertar reflexão no público. Coisa boa.

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