Mulheres empoderadas: Os Monólogos da Vagina faz 17 anos de sucesso no Brasil

“Os Monólogos da Vagina” 17 anos de sucesso nos palcos brasileiros – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A peça “Os Monólogos da Vagina” é um dos maiores sucesso do teatro mundial contemporâno. Montada em 150 países em 50 diferentes idiomas, no Brasil a obra celebra 17 anos em cartaz e pode ser vista até 30 de julho no Teatro Gazeta (av. Paulista, 900), em São Paulo.

As sessões sexta, 21h, sábado, 20h, e domingo, 18h, com ingresso a R$ 60 na sexta e sábado e R$ 70 no domingo. No elenco estão Maximiliana Reis, Cacau Melo e Sônia  Ferreira.

“É um espetáculo incrivelmente atual e que tem um público cativante. Continua em cartaz porque trata de assuntos ainda muito importante de serem abordados “, fala Cacau Melo.

“Neste momento, as mulheres estão querendo se empoderar em seus direitos, em sua individualidade, em seu corpo, em seu prazer, assuntos tratados na peça. É um espetáculo que tem muita transformação para causar. É um espetáculo de militância em tempos tão sombrios”, diz Cacau.

A peça de Eve Ensler é baseada em depoimentos ouvidos pela norte-americana de 200 mulheres de diferentes culturas, que expuseram a relação que mantêm com a própria sexualidade.

Desde que estreou em 2000, com direito à autora na plateia do Teatro Clara Nunes, no Rio, o texto adaptado por Miguel Falabella foi interpretado por diversas atrizes, sempre em trio.

Estrelas passaram pelo elenco

Passaram pelo elenco nomes como Zezé Polessa, Cláudia Rodrigues, Cissa Guimarães, Fafy Siqueira, Totia Meirelles, Bia Nunes, Lucia Veríssimo, Tânia Alves, Elizângela, Mara Manzan, Maximiliana Reis, Chris Couto, Claudia Alencar e Adriana Lessa, dentre outras.

Nos EUA, o texto já foi defendido por estrelas como Jane Fonda, Susan Sarandon, Glenn Close, Melissa Etheridge, Whoopi Goldberg, Oprah Winfrey e até Alanis Morissette.

“A proposta de mergulhar neste universo e resgatar a liberdade e dignidade da expressão feminina me encantou, porque gosto de mulheres e sua interiorização, de sua vida secreta, de suas formas que sangram e se dilatam e nutrem toda a vida”, diz Falabella.

“Esta peça é um resgate, um afago e um carinho para todas as mulheres e homens que se respeitam e tentam trilhar os difíceis caminhos de um grupo social injusto e desumano”, acrescenta.

Para Falabella, “Os Monólogos da Vagina” tem peso especial no Brasil: “No país das bundas expostas nas bancas de revistas como carnes penduradas ao sol, as vaginas vão falar. Ao público, peço a delicadeza de escutar o seu discurso”, conclui.

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