Esther Góes comemora dose dupla nas TVs aberta e fechada

Esther Góes: em novela e série ao mesmo tempo - Foto: Divulgação

Esther Góes: em reprise de novela e nova temporada de série ao mesmo tempo – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

A atriz Esther Góes comemora estar nas TVs aberta e fechada ao mesmo tempo. Além de estar no ar na Record, na reprise de “Amor e Intrigas”, ela grava a terceira temporada de “Questão de Família”, que irá ao ar no GNT.

Na trama, viverá Márcia, mãe do protagonista Pedro Fernandes (Eduardo Moscovis), juiz da Vara de Família. Nesta temporada, Márcia enfrentará a doença de Alzheimer.

Além disso, Esther e o filho, o também ator Ariel Borghi, fruto de seu casamento com o ator Renato Borghi, ministram nos dias 7 e 8 de dezembro o workshop “O Teatro de Heiner Müller”, que será realizado no Instituto Goethe, em São Paulo.

Ela conversou com o Blog do Arcanjo do UOL sobre este seu momento artístico tão diverso. Leia a entrevista.

Miguel Arcanjo Prado — Você está nas TVs aberta e fechada ao mesmo tempo. Está gostando da experiência?
Esther Góes — Todas as mídias são importantes e têm seu valor. A TV aberta fala diretamente a um público mais numeroso, por meio da ficção mais leve, seu forte é o entretenimento. A TV fechada permite dirigir-se a um público cujo interesse por obras de maior complexidade permite abordar temas e utilizar linguagens diferenciadas, próximas do cinema. É muito agradável sentir-se tão perto do público interpretando a terrível Doroteia em “Amor e Intrigas”, novela da TV Record. Também bastante desafiante participar da terceira temporada do seriado “Questão de Família”, do diretor Sergio Rezende, fazendo a personagem Márcia, acometida da doença de Alzheimer.

Miguel Arcanjo Prado – O que você vai abordar no seu workshop com seu filho?
Esther Góes — Aqui se trata do teatro, ao qual reservei sempre o lugar para os temas mais delicados, as perguntas que não se consegue responder. Eu e Ariel Borghi temos esse mesmo desejo em relação ao teatro, nós o compreendemos como um lugar misterioso onde sempre procuramos o perigo. Daí nossa identificação com Heiner Müller, um  autor cuja obra vai ampliando seu significado através do tempo. Em “A Estrada de Wolokolamsk” tentou incluir tudo e todos na experiência da Republica Democrática Alemã, sempre abordando a impossibilidade de estar definitivamente certo em qualquer questão. A forma como o autor se coloca como ator, testemunha e participante  da história que está contando, sendo portanto ao mesmo tempo vítima e responsável , inescapavelmente incluído na experiência social e individual que descreve, aparece para nós como o único meio de assumir o momento em que vivemos. Queremos conhecer isso melhor nesse workshop,  ouvir os palestrantes, discutir algumas cenas. Ariel Borghi e eu o organizamos. Ocorrerá no Instituto Goethe, em parceria com o próprio  Instituto e com a Moretti Produções.

Miguel Arcanjo Prado — Qual a principal diferença dos atores da geração atual dos da sua geração?
Esther Góes — Não somos assim tão diferentes, atores são sempre curiosos e adoram ser desafiados. Muitos aceitam condições de trabalho que ninguém aceitaria, vivem ao sabor dos acontecimentos e oportunidades, encantados com a interpretação teatral e com o que conseguirão descobrir. Como todos os artistas, não são perfeitos, são humanos como qualquer um, mas se arriscam, e ficam felizes em tocar a felicidade através da arte, algumas vezes. Gosto deles, em qualquer geração.

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