Mirada chega à quarta edição com 43 espetáculos de 12 países em Santos

Cena da peça "Dínamo", da Argentina - Foto: Divulgação

Detalhe do inventivo cenário da peça “Dínamo”, da Argentina – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial a Santos (SP)*

Apesar de abalada nos últimos meses pelos novos ventos políticos que atingem o Brasil, a integração latino-americana ainda é vista como prioridade nos palcos. Prova disso é a quarta edição do Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, que começa nesta sexta (8) e vai até 18 de setembro na Baixada Santista.

A peça espanhola “4”, dirigida pelo argentino Rodrigo García com o La Carnicería Teatro, abre nesta noite o evento feito em parceria entre o Sesc e a Prefeitura de Santos. Ao todo, são 43 espetáculos, dos quais 28 são internacionais, apresentando um recorte da recente produção ibero-americana nos palcos com espetáculos adultos e infantojuvenis.

Lugares que fazem parte da história do litoral paulista, como o Palácio José Bonifácio, as catraias do bairro Paquetá, a Cadeia Velha de Santos e a Fortaleza da Barra servirão de cenário para espetáculos e performances.

Assim como já aconteceu com Argentina, México e Chile nas edições passadas, desta vez a Espanha é o país homenageado e traz oito peças. Entre elas estão montagens da companhia Agrupación Señor, que apresenta repertório, “Qué Haré Yo com Esta Espada?”, da catalã Angélica Liddell, e “Andante”, da Cia. Markeliñe, do País Basco.

O Brasil está bem representado, com 15 obras. Participam ainda Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Peru, Portugal e Uruguai.

"Trilogia Boliviana" representa a Bolívia no Mirada - Foto: Divulgação

“Trilogia Boliviana” representa a Bolívia no Mirada – Foto: Divulgação

Entre os países cuja cena teatral ainda é pouco conhecida dos brasileiros, destaque para “Trilogía Boliviana”, do Coletivo Kiknteatr, dirigido por Diego Aramburo, com três peças independentes sobre o país com o qual o Brasil tem sua maior fronteira e que tem forte imigração em São Paulo.

Cuba envia a peça “Antigonón, um Continente Épico”, que reflete a ilha pelo olhar do Teatro El Publico, com 24 anos de atuação. Do Peru vem “Cruzar la Calle”, de Daniel Amaru Silva, e do Equador, “Barrio Caleidoscopio”, do Teatro de la Vuelta.

Vizinhos mais próximos do Brasil, Argentina, Chile e Uruguai também marcam presença. A Cia. Teatrocinema, de Santiago, faz “La Contadora de Peliculas”, peça ambientada no deserto de Atacama. A Cia. Complot, de Montevidéu, apresenta “La Ira de Narciso”, de Sergio Blanco. Já a portenha Timbre 4 encena “Dínamo”, sucesso em Buenos Aires com três mulheres perdidas em uma estrada.

O México manda dois representantes: “Psico/Embutidos, Carnicería Escénica” que funciona tanto como espetáculo e também quanto instalação que reproduz o aparelho digestivo humano, da Cia. Titular de Teatro de la Universidad Veracruzana, e “Cuando todos Pensaban que Habíamos Desaparecidos – Gastronomiaescénica”, do Vaca 35 Teatro en Grupo, com a relação cultural dos mexicanos com a morte.

Além disso, 20 atividades formativas e reflexivas compõem a programação com o conceito “alteridade do olhar”, com participação de nomes como Marcelo Lazzaratto, Maria Thais e Vladmir Safatle. O Ponto de Encontro do Sesc Santos promete noites ao som das bandas brasileiras Jaloo e Oquadro, da argentina Ninfas e da cubana Cuban Beats All Stars.

Conheça a programação completa do Mirada

*O colunista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Sesc.

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