Ser atormentado delira em “O Mal Dito” para condenar estupidez humana

Fransérgio Araújo em "O Mal Dito" - Foto: Vinicius Carvalho

Fransérgio Araújo em cena da peça “O Mal Dito” – Foto: Vinicius Carvalho

Por Miguel Arcanjo Prado

Um ser atormentado e delirante é o protagonista da peça “O Mal Dito”, que reestreia nesta segunda (8) em São Paulo no Teatro da Rotina, onde faz temporada segundas e terças, às 21h, até 23 de agosto.

A obra, já apresentada em Lima, no Peru, é baseada no texto “Os Cantos de Maldoror”, escrito entre 1868 e 1869 pelo poeta franco-uruguaio Isidore Ducasse (1846-1870), que usava o pseudônimo Conde de Lautréamont.

“É um texto intenso e imprescindível”, diz Fransérgio Araújo, ator em cena no monólogo e também diretor da peça. Ele lembra que Ducasse é considerado um “poeta maldito” e que encenar sua poesia “é um desafio”, sobretudo por apresentar a muitos na plateia “um poeta quase desconhecido, mas de grande importância na literatura universal”.

O clima da peça é sombrio, com Araújo em atuação visceral na pele de um ser em constante penitência. Maldade, crueldade, violência e covardia estão presentes no texto, que critica a estupidez humana.

“É a força da metamorfose a serviço do teatro. Fiz uma pesquisa corporal baseada no Teatro da Crueldade, de Antonin Artaud. O espetáculo busca um vínculo com a exposição dos sentidos”, explica.

“O Mal Dito”
Quando: Segunda e terça, 21h. 50 min. Até 23/8/2016
Onde: Teatro da Rotina (r. Augusta, 912, São Paulo)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia entrada)
Classificação etária: 14 anos

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