Itaú Cultural Play exibe filmes do 15º Olhar de Cinema

Olhar de Cinema reflete seu amadurecimento em sua 15ª edição – Divulgação Blog do Arcanjo 2026

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

Enviado especial a Curitiba

15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba terminou neste sábado, 13, mas continua na plataforma de streaming Itaú Cultural Play, parceria que ocorre pelo quarto ano consecutivo com 12 curtas da programação do festival paranaense disponíveis para o público de modo gratuito. As produções, que fazem parte da Mostra Competitiva Brasileira e Mostra Mirada Paranaense Sanepar, podem ser vistas de 14 a 28 de junho no www.itauculturalplay.com.br .

“É de imensa alegria poder contar com a parceria do Itaú Cultural Play por mais um ano. A plataforma de streaming é uma aliada essencial na difusão do cinema independente, garantindo que os filmes do festival cheguem a quem não pôde estar presente nas salas de cinema em Curitiba”, fala Antonio Gonçalves Jr., diretor do Olhar de Cinema. 

Neste ano a parceria tem comemoração dupla: os 15 anos do Olhar de Cinema e os 5 anos da Itaú Cultural Play, completados no próximo 19 de junho, Dia do Cinema Brasileiro.

Blog do Arcanjo mostra os filmes disponíveis do Olhar de Cinema no Itaú Cultural Play

Da Mostra Competitiva Brasileira

 -“Duwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid?” (Dir. Gustavo Caboco Wapichana | Brasil | 2026 | 15’) – Makunaima é Duwid? Uma pergunta, um processo, um filme e memória viva do povo Wapichana. O filme propõe um mergulho nas narrativas tradicionais Wapichana a partir do território da Serra da lua, em Roraima. O roteiro instiga o público a uma reflexão sobre o famoso personagem Macunaíma de Mário de Andrade, que completará 100 anos em 2028 e suas relações com as suas raízes indígenas, em especial do Povo Wapichana.

– “Marimbã está Acontecendo” (Dir. Maryn Marynho | Brasil | 2026 | 15’) – O pensamento de Marimbã percorre diversos sonhos através das águas, tecendo relações de afeto para corpos dissidentes, em um vislumbre de futuro possível. Transparentalidade, rede de apoio, infância, envelhecimento, espiritualidade… como nós, pessoas trans, imaginamos estar daqui 20, 40, 60 anos?

– “O Segredo Sagrado” (Dir. Everlane Moraes | Brasil | 2026 | 12’) –  Duas tribos inimigas esperam há séculos pela grande revelação do segredo sagrado. Mas a escolhida pelo Deus Supremo para receber o segredo foi a princesa Sikán. Ao ser injustiçada pelos homens de ambas as tribos, o dia se transformou em noite eterna.

– “Pinguim de Doce de Leite” (Dir. Ana Vitória Miotto Tahan | Brasil | 2026 | 22’) –  Futuras lembranças sendo formadas em uma noite goiana qualquer. Nos fundos da casa de sua avó, Caju, uma criança de 10 anos, viverá sua primeira madrugada em claro com os amigos de seu tio Tiago, um jovem rebelde.

Mostra Mirada Paranaense Sanepar

– “Enluarada” (Dir. Pedro Nascimento | Brasil | 2026 | 10’) –  Lucília busca por paz sob a luz do luar, mas é acometida por manifestações intensas de seu subconsciente, que a obrigam a buscar, em sua individualidade, uma forma de enxergar um mundo melhor dentro de sua vida caótica. Ao longo de uma noite atravessada por emoções da personagem, que ganham forma e presença, a narrativa parte de um caráter surrealista e subjetivo que propõe uma imersão no íntimo invadido de Lucília, desencadeando uma jornada que representa um processo de escuta interior.

– “Estrelas Terrestres” (Dir. Rafael Neri M. Ferreira | Brasil | 2025 | 15’) –  Miguel, 17 anos, morador de uma pequena cidade do interior do Brasil, sonha em se tornar ator. Ao passar em um teste em uma grande cidade, ele se vê diante do dilema de deixar para trás sua casa e seu melhor amigo, João. Miguel percebe que fugir é mais fácil do que se despedir.

– “Imunidade” (Dir. Milla Jung e Candida Monte | Brasil | 2025 | 26’) –  Imunidade explora a fabulação de futuros através de uma narrativa audiovisual experimental tecida por mulheres-artistas. Partindo da ideia de que “dizer é agir”, substitui o discurso do apocalipse pela urgência da voz situada — a “garganta de carne” que carrega a memória e a corporeidade da América Latina. Por meio de performances vocais e coreografias de palavras, o vídeo cria um território vibrátil de resistência, desafiando o silenciamento histórico para projetar outros modos de existir.

– “Las Vegas, Cuba” (Dir. Felipe Eugênio Lovo | Brasil | 2026 | 11’) –  No futuro, uma andróide viajante desembarca em uma Havana deserta em busca de Las Vegas, um cabaré mítico fundado por um guerrilheiro.

– “O Caçador” (Dir. Lucas Mancini | Brasil | 2025 | 20’) –  No interior rural do Paraná, um trabalhador idoso, atormentado pela fome, segue o rastro de um misterioso cachorro preto que caça para sobreviver.

– “Reza para Baobabs: um ebó de palavras para Ayomi e Zolar” (Dir. Bea Gerolin | Brasil | 2026 | 4’) –  No interior rural do Paraná, um trabalhador idoso, atormentado pela fome, segue o rastro de um misterioso cachorro preto que caça para sobreviver.

– “Tornar-se Ciborgue no Interior” (Dir. Louisa Savignon | Brasil | 2026 | 20’) –  Leo e Julia, proprietários de um sítio, querem filhos, mas estão com problemas de fertilidade. Ava e Mia, um casal lésbico, acabaram de se mudar para o sítio vizinho. A vinda das duas mulheres criará tensão com os vizinhos.

– “Yvyra’ijá Há Jate’í Reheguá – Os quatro guerreiros e o Jatei” (Dir. Coletivo Ava Guarani de Cinema |  Brasil | 2025 | 9’) –  Quando era um jovem xondaro, guerreiro do povo Guarani, Libório desbravava fazendas e enfrentava fazendeiros em busca da abelha Jateí. Hoje, já ancião, Libório ensina seus netos a criar as abelhas na própria aldeia: “Antigamente o mato era livre. Se quisesse podia entrar e trazer Jateí, caçar e trazer os bichos. Hoje em dia não, a gente só tem esse pedacinho de mato onde os Ava Guarani podem entrar.”

O jornalista Miguel Arcanjo Prado viaja a convite do Olhar de Cinema.

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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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Editado por Miguel Arcanjo Prado

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