Fringe consolida formato de mostras no Festival de Curitiba, como a Pôr do Sol no Campo das Artes

Laura Tezza, Luís Melo e Rana Moscheta na coletiva de imprensa do Festival de Curitiba © Annelize Tozetto Divulgação para Miguel Arcanjo 2026

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
Enviado especial ao Festival de Curitiba

Com reportagem de FLORA CARNEIRO

O Fringe, o circuito independente do Festival de Curitiba, apresenta este ano cerca de 300 atrações, sendo 45% gratuitas. A coordenadora Rana Moscheta e o ator Luís Melo destacaram as mostras dentro do Fringe, modelo que, nos últimos dois anos, fortalece ainda mais o circuito.

Este ano, o interesse foi recorde: mais de 60 inscrições para apenas 10 destas mostras que têm uma curadoria. Para o circuito de rua, foram 98 cadastros de peças, mas apenas 40 espetáculos foram selecionados por questões de limitação física.

Rana explica como esse filtro acontece: “Uma coisa que a gente sempre olha é: ‘E se essa for a primeira peça que uma pessoa vai assistir na vida?’. Entendo os espetáculos de rua no Fringe como uma porta de entrada para a pessoa entender que o teatro é para ela.”

Coordenadora do Fringe Rana Moscheta na coletiva de imprensa do Festival de Curitiba © Annelize Tozetto Divulgação para Miguel Arcanjo 2026

Nessa estrutura, destaca-se a 2ª Mostra Pôr do Sol, no Campo das Artes (Balsa Nova). O projeto do grande ator paranaense Luís Melo este ano leva quatro peças da Mostra Lúcia Camargo para o Fringe, sendo elas: Vinte!, Cabo Enrolado, Jonathan e Sidarta, além da escolha e curadoria própria, Órfãs de Dinheiro, com Inês Peixoto, premiada com o APCA de Melhor Atriz com este espetáculo.

Luís Melo fala sobre a Mostra Pôr do Sol na coletiva de imprensa do Festival de Curitiba © Annelize Tozetto Divulgação para Miguel Arcanjo 2026

Melo também falou da dificuldade de continuidade do projeto: “A primeira mostra foi em 2022 e só conseguimos a segunda agora, em 2026. […] É muito difícil esse malabarismo financeiro que a gente tem que fazer, mas encontramos parceiros que abraçam o Campo das Artes.”

Mesmo com os desafios, ele ressalta a emoção que sente ao ver o impacto que o local causa: “Ficamos emocionados quando as companhias chegam, pelo impacto de estar num espaço único. Queremos que se sintam em casa. […] Quando as pessoas se deslocam para o Campo, é porque realmente querem ter a experiência.”

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viaja a convite do Festival de Curitiba.

*Estudante de Jornalismo da Universidade Positivo sob supervisão de Miguel Arcanjo em parceria com a professora Katia Brembatti.

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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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