Larissa Manoela e André Luiz Frambach estreiam peça Descalços no Parque no Rio e em SP

Larissa Manoela e André Luiz Frambach fazem peça juntos Descalços no Parque © Camille Frambach Divulgação Blog do Arcanjo 2026

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

A arte imita a vida. Larissa Manoela André Luiz Frambach vivem pela primeira vez um casal nos palcos, assim como na vida real, já que são casados desde 2023. Eles protagonizam Descalços no Parque, clássico do dramaturgo estadunidense Neil Simon, com tradução, adaptação e direção de Guilherme Weber e direção residente de Camille Frambach. A produção geral é de Bruna Dornellas e Wesley Telles, em uma trama ambientada no Rio de Janeiro dos anos 1950. 

A peça estreia no dia 8 de outubro, no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro, onde fica em cartaz até 29 de novembro. Em 2027, chega a São Paulo, no Teatro Liberdade, em temporada de 4 de março a 25 de abril. As vendas de ingressos para as duas cidades já estão abertas. 

A montagem tem produção associada de André Luiz FrambachBruna DornellasGuilherme Weber, Larissa Manoela e Wesley Telles. O espetáculo é apresentado pela Bradesco Seguros, através da Lei Rouanet, com realização da Para Todos Produções e correalização de Manbach Produções e WB Produções.

Do Copacabana Palace ao Catete

Na comédia, Lara (Larissa Manoela) e Edu (André Luiz Frambach) voltam da lua de mel do Copacabana Palace direto para um apartamento alugado no Catete e descobrem que o casamento começa depois da festa. Entre diferenças de temperamento, vizinhos excêntricos e a presença da mãe da noiva, a peça acompanha os ajustes da vida a dois, com trilha sonora composta de clássicos da época.

Edu, um advogado recém-formado, introvertido e polido, e Lara, uma otimista de espírito livre, tentam se encaixar na nova vida de casados em um prédio sem elevador. Um encontro às cegas, entre um vizinho do prédio e a mãe de Lara, completa a trama e amplia os conflitos da vida a dois.

Bossa Nova e Samba Canção

A trilha sonora, composta por pérolas da Bossa Nova e do Samba Canção, com músicas de Tom Jobim, Carlos Lyra, Silvinha Telles, entre outros, ampliam o mergulho afetivo e estético na atmosfera dos chamados anos dourados e fazendo da cidade o cenário da história e também uma perspectiva de memória.

Artistas falam sobre a peça

“Astuta e hilária, Descalços no Parque explora os descalabros da intimidade, a distância entre o autoengano e a verdade e o quão engraçada é a vida a dois quando podemos ter uma certa distância para observá-la. É também um profundo elogio ao diálogo em um mundo tomado por surdez emocional. Esta peça é uma homenagem à comédia como forma sublime de refletir sobre o amor”, fala o diretor Guilherme Weber.

“O meu reencontro com o teatro acontece sempre em momentos muito especiais da minha trajetória artística, e agora não é diferente. É uma alegria poder estar dividindo o palco com o André. A gente já é parceiro há muito tempo — parceiro de vida e profissionalmente — mas nunca tivemos a oportunidade de subir ao palco juntos. Inclusive, no nosso mais recente projeto, a gente sequer contracenou. E estamos falando de uma história que é uma delícia, pois é muito bom poder tratar de assuntos que falem de coisas do coração com humor, com leveza, mas que toquem as pessoas. Eu espero que o público saia muito emocionado do nosso espetáculo”, declara Larissa Maonela.

“Estar no palco de teatro é sempre um exercício muito potente para um ator. Eu gosto muito, é um aprendizado diário — não existe uma sessão que seja igual à outra. Todo dia a gente aprende um pouquinho: aprende em cena, aprende com a plateia. Quando decidimos encarar esse desafio de viver esse projeto, seja como atores, seja como produtores, a história nos cativou logo de cara. O texto é muito bom, é um clássico hollywoodiano, escrito por Neil Simon. O Guilherme Weber o traduziu e chamou a gente para uma leitura. Eu tenho muita admiração e um grande carinho pelo Guilherme Weber. E isso não é de hoje, afinal estivemos juntos em vários trabalhos já, como em Queridos Amigos, um dos meus primeiros trabalhos na carreira. Eu e Larissa nos identificamos de imediato com o texto. Foi quando vimos ali uma potência em fazer esse trabalho no teatro, além de entendermos que seria uma oportunidade maravilhosa de inaugurar também a nossa estreia nos palcos juntos. Desde a primeira vez em que trabalhei com a Larissa, soube que estava diante de uma artista única, completa. Tenho certeza de que esse será um trabalho muito especial”, completa André Luiz Frambach.

Inspiração na vida real

Descalços no Parque foi inspirada no relacionamento do autor Neil Simon com a esposa Joan Baim e, rapidamente, consolidou o autor como um dos maiores nomes do teatro mundial.

Em sua introdução à coleção “A Comédia de Neil Simon”, o dramaturgo escreveu sobre um incidente em seu jovem casamento, quando sua esposa atirou nele uma costeleta de vitela congelada porque as palavras não conseguiam mais expressar a paixão de uma amarga discussão que eles estavam tendo. “Um leve sorriso cruzou meu rosto”, escreveu ele. Simon viu o total absurdo da situação. Esse momento se encaixaria perfeitamente em Descalços no Parque, uma comédia sobre recém-casados que, fiéis à época, os anos 50, ainda não se conhecem de verdade – e discutem sobre suas diferenças.

Na época, em 1963, o espetáculo teve mais de 1.500 apresentações, tornando-se uma das dez peças não musicais de maior longevidade na história da Broadway e sendo alçada ao título de clássico instantâneo da comédia romântica.

Depois disso, ganhou muitas montagens internacionais: na França, Austrália, Espanha, Japão, Reino Unido, Romênia, Irã, Argentina, Chile, Itália, Singapura, entre outros.

Já em 1967, foi adaptado para o cinema, estrelado por Jane Fonda e Robert Redford. O filme arrecadou US$ 30 milhões com orçamento de apenas US$ 2 milhões.

No Brasil, em 1964, Cecil Thiré e Helena Ignez protagonizaram uma montagem dirigida por Ziembinski. Já em 1990, Lidia Brondi e Thales Pan Chacon estiveram à frente de nova encenação, ao lado de Miriam Pires e Edney Giovenazzi, com tradução de Flavio Marinho e direção de Ricardo Waddington.

Ficha técnica:

Texto original: Neil Simon. Idealizaçãotraduçãoadaptação e direção artística: Guilherme Weber. Diretora residente: Camille Frambach. Elenco: Larissa Manoela, André Luiz Frambach, Flávia Reis, Claudio Mendes. Produção geral: Bruna Dornellas e Wesley Telles. Cenografia: Natália Lana. Iluminação: Adriana Ortiz. Figurinos: Karen Brusttolin. Visagismo: Ramon Amorim. Trilha sonora selecionada: Guilherme Weber e Max Fernandez. Produtores associados: André Luiz Frambach, Bruna Dornellas, Guilherme Weber,Larissa Manoela e Wesley Telles. Produção: WB Produções. Produção Executiva: Clarice Coelho. Coordenação de Produção e  Administrativo: Deivid Andrade. Assistente de Produção: Guilherme Balestrero. Diretora de palco: Lucia Martinusso. Camareira: Silvia Oliveira. Designer gráfico: Alana Karralrey, Jhon Lucas e Natália Farias. Social Mídia: Luis Mousinho. Gestão de Comunicação: Bárbara Kuster. Coordenação Administrativa: Vianapole Arte e Comunicação. Assessoria Jurídica: Maia, Benicá & Miranda Advocacia.

Temporada Rio de Janeiro/RJ

TEATRO CLARA NUNES – Rua Marquês de São Vicente 52, Rio de Janeiro

Temporada:De 8 de outubro a 29 de novembro de 2026

Horário do espetáculo: Quinta a Sábado às 20h e Domingo às 19h.

Gênero: Comédia Romântica.

Classificação: 12 anos.

Duração do espetáculo: 120 min (com intervalo).

Ingressos: Plateia: R$220,00 (inteira) e R$110,00 (meia entrada)

Balcão: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia entrada)

Balcão: Ingresso popular: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia entrada)

Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/117119/d/369344?share_id=1-copiarlink e na bilheteria do Teatro Clara Nunes

Temporada São Paulo/SP

TEATRO LIBERDADE – Rua São Joaquim 129, São Paulo, SP, 01508-001

Temporada: De 4 de março a 25 de abril de 2027

Horário do espetáculo: Quinta a Sábado às 20h e Domingo às 17h.

Gênero: Comédia Romântica.
Classificação: 12 anos.
Duração do espetáculo: 120 min (com intervalo).

Ingressos: Plateia Premium: R$220,00 (inteira) e R$110,00 (meia entrada)

Plateia: R$ 180,00 (inteira) e R$ 90,00 (meia entrada)

Balcão: Ingresso popular: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia entrada)

Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/117017?share_id=1-copiarlink e na bilheteria do Teatro Liberdade

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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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