ProAC chega aos 20 anos como maior política pública estadual com mais de R$ 2,5 bilhões para a cultura

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

O Programa de Ação Cultural (ProAC) completa duas décadas como a mais abrangente política pública estadual de incentivo à cultura no Brasil. Criado em 2006 pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa já destinou mais de R$ 2,5 bilhões a mais de 31 mil projetos, fortalecendo a produção artística, estimulando a economia criativa e ampliando o acesso da população à cultura em todas as regiões paulistas.

Coordenado pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, o ProAC estruturou um modelo contínuo e transparente de financiamento, combinando editais públicos e mecanismo de incentivo fiscal. Ao longo deste período, a iniciativa expandiu modalidades, incorporou novas linguagens e consolidou uma política de descentralização de recursos, garantindo que artistas, coletivos, produtores, associações e instituições culturais de diferentes portes e territórios pudessem desenvolver seus projetos com previsibilidade e respaldo institucional.

“Celebrar os 20 anos do ProAC SP é reconhecer a maturidade de uma política pública que se tornou permanente e estruturante para a cultura paulista. O programa foi concebido para dar estabilidade ao setor, assegurar transparência na aplicação dos recursos e ampliar oportunidades para criadores em todo o estado. Mais do que viabilizar projetos, o ProAC fortalece a economia criativa, estimula a profissionalização e promove inclusão, permitindo que diferentes linguagens e territórios tenham espaço”, afirma a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Marilia Marton.

Ao longo dessas duas décadas, o programa viabilizou produções que ganharam projeção nacional e internacional. No cinema, obras como Que Horas Ela Volta? e Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa contaram com apoio do fomento estadual. Nos palcos, montagens como Martinho Coração de Rei, O Musical e Rita Lee: Uma Biografia Musical evidenciam a força da produção artística incentivada pelo programa.

Festivais e eventos tradicionais também foram fortalecidos, a exemplo do Festival do Folclore de Olímpia, além de iniciativas voltadas à economia criativa e à valorização de territórios periféricos, como a PerifaCria: Mostra da Economia Criativa da Periferia. Instituições culturais consolidadas, como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e o Museu da Pessoa, também desenvolvem seus planos anuais de atividades com apoio do programa, ampliando a oferta cultural e garantindo continuidade às suas programações.

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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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