★★★★ Crítica: Série Moria da Netflix reluz o brilho intenso de Moria Casán, a grande diva pop da Argentina

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
★★★★
MORIA
Avaliação: Muito Bom
Crítica por Miguel Arcanjo Prado
Veja na Netflix
Para celebrar os 80 anos de vida de Moria Casán, a Netflix produziu na Argentina a série Moria, que conta a história da grande diva pop argentina, uma das artistas mais queridas do país vizinho.
Vedete do teatro de revista portenho, apresentadora, jurada de programas e grande atriz, Moria Casán teve uma trajetória à frente de seu tempo, nunca aceitando ficar debaixo do jugo de ninguém e construindo seu próprio caminho como um furacão ambulante. Não à toa, ela mesma narra a série e joga com os personagens como se fosse uma condutora de teatro de marionetes.

A série biográfica mostra este seu desfilar pleno de certeza e também mergulha na relação com seus conturbados amores e com sua única filha, Sofia Gala Castiglione, que interpreta a mãe na primeira fase da história. A semelhança entre ambas é impressionante, e Sofia faz entrega visceral.
Outra atriz que brilha é Griselda Siciliani, dona de farto carisma e incrível tempo cômico, já conhecida do grande público pela série Invejosa, também da Netflix. Ela conseguiu capturar o tempo veloz de Moria Casán sem dificuldades, com cenas memoráveis, sobretudo quando interpreta Moria em seus escândalos e brigas televisionadas.
Por fim, Cecilia Roth, uma das atrizes argentinas mais conhecidas no mundo por conta de sua atuação em filmes de Pedro Almodóvar, é quem dá vida à diva na reta final da série, de forma mais dramática e melancólica, mas sem alcançar o mesmo vigor das duas primeiras intépretes e da própria Moria Casán.

A série dirigida como um grande sonho queer por Javier Van De Couter faz muito bem ao consagrar Moria Casán como figura emblemática da Argentina: “Sou o Obelisco com tetas”, ela se autodefine, como verdadeiro patrimônio nacional.
Defensora da comunidade LGBTQIAPN+ e da liberdade plena das mulheres e de seus corpos, Moria Casán conseguiu o feito de conservar-se eternamente jovem e vigente na cultura pop argentina, na qual é item realmente indispensável. Não à toa, seu grande sonho é ser eterna. Que assim seja.
★★★★
MORIA
Avaliação: Muito Bom
Crítica por Miguel Arcanjo Prado
Veja na Netflix
MORIA (série da Netflix) – Moria Casán comemora seu aniversário de 80 anos abrindo as portas para uma versão fictícia de si mesma. Três grandes atrizes — Sofía Gala Castiglione, Griselda Siciliani e Cecilia Roth — a interpretam em diferentes etapas da vida. A série não é apenas o retrato de uma estrela que trabalhou no cinema, teatro e televisão. Ela conta a história de uma mulher que transformou a transgressão em modo de sobrevivência e é um tributo à cultura popular argentina.
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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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