★★★★ Crítica: Pluft, O Fantasminha conecta clássico do teatro infantil às novas gerações em temporada gratuita no CCSP

O ator Anderson Neves celebra sucesso de Pluft, O Fantasminha © Rafa Marques Blog do Arcanjo 2026

★★★
PLUFT, O FANTASMINHA
Avaliação: Muito Bom
Crítica por Miguel Arcanjo Prado
14, 15, 16, 20, 21, 29 e 30 de agosto; 3, 4, 5 e 6 de setembro; e 7, 8 e 9 de outubro, às 15h.
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000, SP

Livre, 60 min
Ingressos na bilheteria 1h antes

Há 71 anos, quando escreveu Pluft, O Fantasminha, a lendária dramaturga e professora de teatro mineira Maria Clara Machado (1921-2001) cravava seu nome na história do teatro infantil brasileiro. Responsável por formar gerações de atores na escola O Tablado, ela criou a tocante amizade entre um menino fantasma, Pluft, que tinha medo de gente, e a menina Maribel, sequestrada pelo pirata Perna-de Pau, em um casarão habitado por fantasmas. A lição é que o diferente não precisa amedrontar; muito pelo contrário, a diversidade é bem-vinda. Desde então, a deliciosa trama estimula diferentes gerações e está de volta no Centro Cultural São Paulo pelas mãos aguerridas do diretor Tom Arruda, da WWTom Produtora, na qual há afeto transbordante e o diálogo com a cultura popular, com elaborados figurinos. Ele fez a peça para ressignificar o doloroso luto pela partida de sua mãe, Maria Lucia Torres, em dezembro, o que é tocante. Em um mundo de crianças com olhinhos viciados em celular, a peça apresenta às novas gerações um ícone analógico, fruto da mais fina tradição teatral, iniciativa que merece valorização. A direção faz o texto conversar com o circo e o teatro de bonecos, com efeitos especiais lúdicos, como bolhas de sabão e um avião no céu. Estão em cena Anderson Neves (Pluft), Carolina Alcântara (Maribel), Robson Turok (Perna-de-Pau), Sanvarez (Mãe Fantasma), Valdir Santos (Tio Gerúndio), além de Flávio Passos, Douglas Brito e Doni Gadêlha (piratas) e os alternates Guilherme Franco, Pedro Rebeschini e Jadson Sanjes. Pluft, O Fantasminha leva adiante a importante herança de Maria Clara Machado e nos lembra que a arte, quando feita com coração e verdade, nos traz as mais preciosas lições, tesouro este realmente valioso.

★★★
PLUFT, O FANTASMINHA
Avaliação: Muito Bom
Crítica por Miguel Arcanjo Prado
14, 15, 16, 20, 21, 29 e 30 de agosto; 3, 4, 5 e 6 de setembro; e 7, 8 e 9 de outubro, às 15h.
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000, SP

Livre, 60 min
Ingressos na bilheteria 1h antes

Pluft, O Fantasminha estreia sob fortes aplausos no Centro Cultural São Paulo: Miguel Arcanjo mostra bastidores e quem já aplaudiu

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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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Editado por Miguel Arcanjo Prado

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