Marilia Toledo celebra sucesso de Gal, O Musical e se destaca como showrunner dos musicais brasileiros

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
Ao transformar a vida de Gal Costa (1945-2022) em um musical, Marilia Toledo não deixou de enxergar a si própria também na trajetória da artista que reflete questões de muitas mulheres. Afinal, como vemos em Gal, O Musical, que encerra temporada de sucesso no 033 Rooftop neste fim de semana, Gal foi múltipla, como as mulheres costumam ser.
É tarde de outono quando chego à casa de Marilia Toledo, na zona oeste paulistana. A tranquilidade das árvores da região contrastam com o ritmo vertiginoso da trajetória que esta artista vem construindo nos palcos, com uma persistente dedicação aos musicais que contam histórias genuinamente brasileiras.
No momento, encerra com chave de ouro um dos maiores desafios da carreira como dramaturga, diretora e produtora: Gal, O Musical, sucesso de público e de crítica que finaliza bem sucedida temporada no 033 Rooftop, em São Paulo, mesmo palco onde ela já encenou as biografias de ícones como Silvio Santos (1930-2024), no musical Silvio Santos Vem Aí, e Ney Matogrosso, em Ney Matogrosso – Homem com H, todos produções da Paris Cultural, braço teatral liderado por ela na Paris Filmes.
O sucesso de Gal, O Musical parece coroar uma trajetória profissional que se estende por mais de um quarto de século de muita persistência e ousadia. Marilia, que iniciou sua carreira no jornalismo, hoje opera em uma dimensão que consegue unir poesia e showbusiness, na espécie de showrunner do teatro que ela se tornou.
Em Gal, O Musical, Marilia e seu parceiro de escrita e de vida, Emilio Boechat, mergulharam na psicologia analítica de Carl Gustav Jung (1875-1961) para colocar a protagonista entre três facetas distintas, investigando sua individuação.
O paralelo entre a criadora e a criatura torna-se inevitável. Assim como a cantora baiana precisou se refugiar em seu imenso e silencioso mundo interior para compreender a própria voz, Marilia enfrentou também suas próprias questões até decidir seu lugar no mundo.

Entre a redação e o palco
O teatro sempre esteve presente na vida de Marilia de forma quase atávica. Seu pai, Francisco José de Toledo, iniciou sua vida profissional nos palcos e chegou a participar da histórica inauguração do Teatro Castro Alves, em Salvador, antes de migrar para a solidez das pesquisas de mercado, na Toledo e Associados. “Meu pai era ator, depois abandonou a carreira, mas sempre foi um apaixonado por teatro, cinema e televisão”, conta.
Na residência dos Toledo, os livros eram parte da mobília e as idas aos teatros paulistanos constituíam o rito de passagem predileto de Marilia e de suas duas irmãs.
Marilia graduou-se em Jornalismo pela tradicional Fundação Cásper Líbero e ingressou também no curso de Ciências Sociais na USP, que não chegou a concluir. “Não me formei na USP porque minhas carreiras no jornalismo e no teatro começaram a dar certo”, afirma.
Apressada pelo ritmo das notícias, trabalhou como repórter de trânsito na Rádio Bandeirantes, enfrentando a rotina áspera de plantões noturnos e viaturas policiais. Com o tempo, conseguiu espaço para fazer a agenda cultural, que tinha mais a ver com o que gostava de fato.
Pouco depois, venceu a acirrada seleção do programa Estagiar da Rede Globo e integrou a equipe fundadora do programa Altas Horas, até hoje sob o comando de Serginho Groisman, apresentador que tornou a TV mais jovem. “Fui trabalhar com a Danielle Costa, que está lá até hoje”, recorda.
Foi nesse ambiente de alta voltagem que a dramaturgia cobrou seu espaço definitivo. Aos dezenove anos, escreveu seu primeiro texto, Amídalas, em parceria com Rodrigo Castilho e sob direção de Regina Galdino. “Lembro que Rodrigo e eu falamos: vamos escrever só se for pra gente produzir. Essa história de escrever texto para pôr na gaveta não vai rolar”, recorda.
“Essa história de escrever texto para pôr na gaveta não vai rolar.”
Marilia Toledo

Produzindo teatro
Determinada a não permitir que suas palavras ficassem esquecidas em alguma gaveta empoeirada, Marilia aprendeu a operar os mecanismos de fomentos e produziu a montagem. O espetáculo, que trazia músicas inéditas de Chico César, levou o Prêmio Femsa pela trilha, e ainda tinha um jovem Marcelo Médici no elenco. A produção foi agraciada imediatamente com o Prêmio APCA, logo na estreia de Marilia com uma montagem pensada e produzida por ela.
O século 21 abria suas portas ao talento e à garra da jovem. A peça fez tanto sucesso que ganhou nova montagem, dessa vez dirigida por Kleber Montanheiro, que mais de duas décadas depois viria a ser o parceiro de Marilia na direção de Gal, O Musical. “Fizemos em 2003 uma linda temporada no Teatro Imprensa, quando conheci a Cintia Abravanel, que na época geria o espaço de sua família, e o Tiago Abravanel, seu filho, ainda era criança, e ficava nos bastidores, cantando e dançando. Sempre que nos encontramos a gente lembra dessa época”, conta.
Durante um período de extrema exigência física e mental, Marilia dividiu-se entre as reuniões de pauta da televisão e os ensaios teatrais. O ponto de ruptura ocorreu quando percebeu que a segurança do registro em carteira ficava pequena diante da liberdade criativa dos palcos. Para o desespero inicial dos pais, pediu demissão da Globo, a maior emissora de televisão do país. O teatro havia vencido.

Aprendizados à vista
A transição para a independência artística exigiu de Marilia uma busca incessante pelo aprendizado prático e técnico. E, para isso, buscou estar perto dos gigantes no ofício que havia escolhido para si. Ela desejava compreender a encenação. E, para isso, resolveu trabalhar ao lado dos maiores criadores do país.
Fez parceria com Antônio Abujamra no espetáculo O Escrivão — um processo que ela define como uma tempestuosa e rica “relação de amor e ódio” — e dividiu com Marcelino Freire a escrita de Amor de Servidão, dirigido por Marco Antônio Bráz, diretor especialista em Nelson Rodrigues, o maior dramaturgo brasileiro de todos os tempos. A recompensa veio. Este último trabalho rendeu-lhe o prestigiado Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia.
Com Braz, Marilia absorveu a precisão rodrigueana e o valor do minimalismo. Mas foi na parceria de longa data com o encenador Kleber Montanheiro que ela ampliou ainda mais seu olhar estético. “O Kleber é um artista completo, domina encenação, cenografia, figurino, coreografia, enfim, toda o processo de um espetáculo”, pontua.
Estiveram juntos na fundação do lendário Mini Teatro, no centro paulistano, reformando o espaço com as próprias mãos junto aos atores da Cia da Revista, após serem despejados do já extinto Teatro Aliança Francesa. Naquela pequena de apenas quarenta lugares, Marilia compreendeu que o teatro de excelência não depende de palcos colossais, mas da proximidade cúmplice com o espectador. E, obviamente, do talento.

Novos caminhos
Quando os convites para dirigir grandes produções infanto-juvenis surgiram — como Peixonauta e Cocoricó —, a artista percebeu que precisava assumir o controle total de suas obras. A entrega de seus textos a diretores com quem, muitas vezes, não partilhava tanta cumplicidade estética gerava ruídos indesejados. Surgia ali a encenadora focada em coordenar cada etapa técnica e artística, da primeira linha digitada à afinação dos refletores. A showrunner teatral que se tornou.
“Veio muito essa sensação de que — e é uma coisa que tem muito no audiovisual — existe a figura do showrunner, em que você cuida de todas as etapas de um projeto. Você escreve o texto, vai para o set de filmagem, escolhe o elenco, escala todo mundo e tem o controle artístico. Entendi que dava para fazer isso no teatro e que eu tinha muito desejo de fazer. Quando eu entregava textos nas mãos de diretores que eu não tinha tanta afinidade, virava outra coisa. Acabavam com tudo o que eu tinha imaginado. Quando você escreve, você já tem na sua cabeça como encenaria aquilo, quais artistas e criadores chamaria para compor”, diz.
Essa versatilidade estrutural credenciou-a a transitar com absoluto sucesso também pelo audiovisual. Escreveu roteiros para a aclamada série Sessão de Terapia e assumiu a direção artística da Record Filmes, onde comandou blockbusters de bilheteria como Os Dez Mandamentos – O Filme e as duas partes de Nada a Perder, baseado na biografia do bispo Edir Macedo escrita com Douglas Tavolaro. Os anos de negociação constante no teatro de grupo lhe ajudaram a transitar por estes novos espaços.
Sua interlocução com grandes estúdios e distribuidoras como a Paris Filmes preparou-a para o ousado passo seguinte: a criação da Paris Cultural, em 2019, braço teatral voltado exclusivamente para a realização de grandes musicais genuinamente brasileiros.


Nossos ídolos viram musicais
Para começar, Marilia escolheu contar a vida do maior apresentador da história do país. Silvio Santos Vem Aí inaugurou a seara que depois contou com Ney Matogrosso – Homem com H e, agora, Gal, O Musical, três musicais que chegaram fundo ao coração do público com personagens icônicos de nossa cultura.
Para produzir tais sucessos, Marilia nunca teve como objetivo encontrar imitadores virtuosos ou protagonistas que viessem da televisão, mas, sim, atores talentosos capazes de evocar a essência poética de figuras que habitam o imaginário coletivo. Assim foi com os protagonistas Velson D’Souza (Silvio Santos), Renan Mattos (Ney Matogrosso) e Walerie Gondim (Gal Costa).

À procura de Gal
A busca por Gal Costa exigiu uma coragem artística singular. Diferente de Ney Matogrosso e Silvio Santos, cujas trajetórias eram fartamente documentadas por diversas biografias, a cantora baiana era avessa à exposição pública e sempre manteve sua intimidade sob rigoroso resguardo.
Para desvendar a esfinge baiana, Marilia contratou o jornalista Thales Braga para uma minuciosa pesquisa biográfica e, em busca de criar sua perspectiva para esta história, debruçou-se sobre o ensaio A Jornada da Heroína, de Maureen Murdock.
“A jornada da Gal não se adequava à estrutura clássica da jornada do herói”, explica Marilia. “Era uma busca voltada para dentro. Ela é essa figura completamente interna, que teve momentos de muita depressão que as pessoas não sabem, mas que eram barra pesada. Ela desaparecia, ficava trancada no quarto dias. Uma figura calada, com um mundo interior gigantesco, ela com os botões e o inconsciente dela. Tinha essa dor profunda com o pai, que foi embora.”
Essa perspectiva determinou a ousada estrutura dramatúrgica do espetáculo, que divide a protagonista entre a juventude solar de Gracinha, a jovem Gal ainda em Salvador, a explosão revolucionária da Tropicália em São Paulo e no Rio, e a maturidade cristalina da estrela consolidada com sucesso internacional.
“Junto com o Emilio Boechat, com quem escrevi, entendemos logo que estava criando uma narrativa super arriscada. A gente falava: ‘As pessoas vão amar ou odiar’. Acho que meio-termo não vai existir. No começo, ao ver as três figuras que acompanham a história de Gal, elas ficam na dúvida: São orixás? São arquétipos? Fantasmas? Depois, fica muito claro que fazem parte do inconsciente dela. A gente vai para Jung, para essa coisa da fragmentação ao nascer e, depois, para a individuação, quando a pessoa atinge a plenitude e entende que veio ao mundo para cumprir aquele propósito. No caso da Gal, ela veio ao mundo para cantar. A voz era a maneira dela se comunicar, a arma, a ferramenta, a sedução.”

O sotaque sutil e autêntico presente na montagem na boca do elenco majoritariamente nordestino foi garantido por uma decisão radical da produtora: realizar as audições em Salvador, priorizando um elenco do Nordeste, livre de artificialismos linguísticos sudestinos.
“Eu tenho um pavor de sotaque fake. O sotaque baiano, na minha visão, é um dos mais difíceis de reproduzir, porque é muito sutil. As pessoas têm a tendência de fazer a caricatura… Eu sabia que queria fazer a audição em Salvador. Falei com meus sócios desde o começo: ‘Vai ter o custo de irmos para Salvador, porque vou começar lá’. E priorizei um elenco totalmente nordestino. Isso traz uma verdade. Traz também um frescor de chegada, de quem está realizando um sonho. Nossos ensaios tinham um nível de felicidade e de axé… Eram os intervalos mais divertidos do mundo”, recorda, já nostálgica.
O resultado, visto pelo público do 033 Rooftop, é um ritual de comunhão. Em muitos momentos, a plateia se arrepia. As canções de Gal não surgem como meros números musicais de catálogo, mas sim como catalisadores dramáticos reorquestrados com precisão pelo diretor musical Daniel Rocha.

Uma nova Gal
Quando Walerie Gondim, atriz que impressiona o público na pele de Gal Costa, se posiciona diante da plateia para proferir as estrofes do hino da contracultura e resistência à ditadura Vapor Barato, o que se testemunha não é uma reprodução arqueológica, mas a ressurreição temporária de um estado de espírito que resiste ao tempo. Marilia se lembra ainda hoje da sensação de ter encontrado a sua Gal.
“Toda audição, eu peguei a música Vapor Barato e transformei. Falei: ‘Você não vai cantar, você vai falar. Vai me dar esse texto e criar uma cena em cima’. A cena da Walerie foi foda. Ali a gente entendeu que ela ia para qualquer lugar, da comédia ao drama. Sabíamos que tínhamos uma atriz profunda. Depois, fizemos uma sabatina vocal para saber se ela conseguiria cantar quarenta músicas, três horas por dia, em duas sessões. O teste final dela, cantando Força Estranha com o coro… Ficou todo mundo arrepiado, caímos no choro. Não tinha como. Ninguém iria evocar Gal Costa mais do que a Walerie Gondim.”
“Ninguém iria evocar Gal Costa mais do que a Walerie Gondim.”
Marilia Toledo

Família por perto
Trabalhar no limite da exaustão criativa exige sacrifícios que Marilia Toledo conhece detalhadamente. Durante a gestação e os primeiros anos de sua filha, Clara, hoje com oito anos, fruto do casamento com o roteirista e parceiro profissional Emilio Boechat, a diretora dividiu-se entre salas de amamentação e estúdios de edição.
A cobrança silenciosa da maternidade e a necessidade de se impor em um mercado majoritariamente masculino quase a conduziram ao colapso físico durante a montagem sobre Ney Matogrosso.
Sua cura pessoal deu-se no próprio fazer artístico. Ao compreender as dores do feminino retratadas na trajetória de Gal Costa, Marilia reencontrou a própria leveza.
Aprendeu que a autoridade de uma direção não se constrói pela rigidez ou pela mimetização do masculino, mas pela empatia de um ambiente de ensaio afetivo e generoso.

Seu casamento de dezessete anos com Emilio Boechat converteu-se em uma parceria de absoluta confiança mútua, onde as divergências cederam lugar à maturidade da escrita compartilhada, alcançada com muita “terapia de casal”, como revela, humildemente.
“A gente aprendeu. Casamento é persistência. Trabalhar junto é persistência. Quem persiste, chega lá”, reflete Marilia sobre a dinâmica de escrita do casal. “Como a Gal é mulher, a gente convencionou que a palavra final seria minha neste projeto. Porque só a gente entende algumas coisas. Tem coisas que a mulher vai saber dizer melhor, e o Emilio foi super respeitoso comigo nesse ponto de vista feminino.”
E ainda tem é preciso lidar com as questões da maternidade no meio do furacão criativo e de produção de um espetáculo dessa grandeza.
“A Clara me cobra muito. Nesse processo agora de Gal, ela teve umas DRs comigo: ‘Mãe, você gosta de trabalhar!’. Doeu para caramba. Levei ela para os ensaios em alguns momentos para entender por que eu tinha que ficar tantas horas lá e o que eu realmente fazia. O texto ela sabe o que é, porque vê a gente em casa escrevendo, mas a direção ela não conseguia visualizar. E ela amou o espetáculo, assistiu três vezes. Ficou ligadaça e muito interessada nos aspectos femininos da peça.”

Histórias brasileiras em foco
Enquanto Gal, O Musical se prepara para encerrar a marcante temporada no 033 Rooftop para buscar novos caminhos por outras capitais brasileiras — Marilia lembra que ainda está buscando patrocínio para concretizar esse sonho —, ela já se debruça sobre sua próxima empreitada: um espetáculo sobre Cazuza (1958-1990), narrado a partir do olhar de sua mãe, Lucinha Araújo, e de seu best-seller Só As Mães São Felizes, escrito com Regina Echeverria. “A Lucinha Araújo é uma mãe que não deixa o Cazuza morrer. Ela sempre faz o filho estar presente”, fala.
“Broadway não é a minha praia. Minha história é com o teatro brasileiro.”
Marilia Toledo
“Eu sou muito apaixonada pela nossa história”, declara Marilia com firmeza. “Como dramaturga, quero contar o que é nosso. Broadway não é a minha praia. Por mais bonitos tecnicamente que esses espetáculos importados sejam, para mim não se compara ao nível de emoção que vejo nos finais dos meus espetáculos. Mesmo no Silvio Santos, que era uma comédia, as pessoas choravam no final pela nostalgia de uma época. No Adorável Trapalhão, a mesma coisa. Bate na gente de um jeito diferente. Minha história é com o teatro brasileiro”, avisa.
“Para mim, o interessante é fazer no coletivo”, conclui a diretora. “É encontrar esses grupos, ter esse nível de integração. O teatro é a roda, o círculo que a gente fecha no espetáculo em uma grande comunhão”, define. Neste fim de semana, ela vai precisar encarar mais uma despedida, mas que ela prefere encarar como um até breve. Marilia Toledo termina nosso papo com uma confissão: “Eu faço teatro para ser feliz”.
“Eu faço teatro para ser feliz.”
Marilia Toledo

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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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Editado por Miguel Arcanjo Prado
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