Rapidinhas Curitibanas: bastidores do Festival de Curitiba

Milton Cunha no 34º Festival de Curitiba © Matteo Gualda Divulgação para Miguel Arcanjo 2026

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
Enviado especial ao Festival de Curitiba

Intenso

Milton Cunha fez passagem esfuziante (e elétrica) pelo começo do 34º Festival de Curitiba, onde apresentou o espetáculo Samba: As Escolas e Suas Narrativas, ao lado de integrantes das escolas de samba cariocas na abertura do evento. Foi intenso.

Sedentos

Falando em abertura do 34º Festival de Curitiba, muita gente avançou, como se não houvesse amanhã, nas bebidas alcoólicas, assim que estas foram liberadas nos bares. Deu vontade de avisar: calma gente, tem para todo mundo. Que desespero.

Pipoca e batatinha

Ainda na festa de abertura do Festival de Curitiba, teve quem, não contente com a pipoca e a batatinha servidas, reclamasse não ter espetinho e cachorro quente, como em anos de outrora. “Cavalo dado não se olha os dentes”, diria uma sábia avó mineira.

Fofura que só

Vinda de Juazeiro do Norte, no Ceará, a Carroça de Mamulengos ganhou o coração de todos no 34º Festival de Curitiba. Os 50 anos do grupo formado pela numerosa família Gomide-França foram comemorados à altura em Histórias de Teatro e Circo: Três Gerações de Arte Brincante, que encantou o público curitibano. O povo até chorou. Ah, as pequeninas crianças da família são verdadeiras joias e mostram que a arte terá futuro. Ainda bem.

Cara, crachá

O produtor que coordena a porta da plateia principal do Teatro Guairão no 34º Festival de Curitiba não deixa passar nem um fio de agulha sem o devido ingresso. É praticamente um guarda de Alcatraz.

Mataram a tartaruga

Rafael Souza-Ribeiro, ator da peça Jonathan, sobre a tartaruga que é o animal mais velho do mundo, ficou sabendo no dia da estreia da peça no 34º Festival de Curitiba, que o réptil havia morrido. Compenetrado, deu a notícia ao público da Mostra Pôr do Sol, no Campo das Artes, emocionando a todos. Afinal, a informação havia sido noticiada por veículos como Folha de S.Paulo, UOL e BBC. Entretanto, tudo não passou de fake news de 1º de abril. A tartaruga continua vivíssima, afirmou seu veterninário, dizendo que a notícia foi espalhada por uma conta que se passou por ele no Dia da Mentira. Não dá para acreditar em mais nada!

Quanto dura?

“Essa peça dura isso mesmo?”A pergunta que não sai da boca do público do 34º Festival de Curitiba não costuma ter uma resposta científica, já que muitos espetáculos continuam com o terrível hábito de não respeitar a duração informada oficialmente por suas produções. Muitas vezes passam em 30, 40 minutos o tempo informado. Esse povo não tem relógio?

Vamos no Nina?

Pois o Nina Curitiba, que fica próximo ao Hotel Mabu, o QG do Festival de Curitiba, continua sendo o point noturno de quem faz o evento. Para tomar aquele chope e aliviar a adrenalina. Nesta quinta, os dois diretores do Festival de Curitiba, Leandro Knopfholz e Fabíula Passini, bateram ponto no local. Aliás, ao contrário de Fabíula, que é sócia de carteirinha, Leandro é presença raríssima por lá, o que foi notado pelos mais perspicazes. Ah, os assessores do Festival, Maximilian Santos e Pedro Neves, também marcaram presença, assim como a cordenadora de fotografia, Annelize Tozetto. Turma toda reunida.

Tieta curitibana

A produtora Adriana Del Claro foi uma verdadeira Tieta curitibana neste 34º Festival de Curitiba. A filha da terra migrou há 22 anos para São Paulo, para construir uma respeitada carreira de produtora de grandes musicais. Pela primeira vez, trouxe um espetáculo seu ao evento de sua cidade natal: o maravilhoso Tim – Maia – Vale Tudo, O Musical, que arrebatou o Guairão. A presença de sua família na plateia a deixou profundamente emocionada. Mais que merecido.

Canja emotiva

Falando em Tim Maia – Vale Tudo, O Musical, o elenco deixou todo mundo com lágrima nos olhos, inclusive o coordenador de imprensa e notícias, Maximilian Santos, quando resolveu cantar no fim da coletiva no 34º Festival de Curitiba. A turma repetiu a experiência no avião de volta ao Rio de Janeiro, encantando os passageiros ao som de Tim Maia, ainda no clima do Festival. Pura emoção.

Senhor do tempo

O jornalista Sandro Moser faz bonito à frente das matutinas coletivas de imprensa no 34º Festival de Curitiba, equilibrando informações, egos e, claro, o precioso tempo. Afinal, todo mundo precisa ter vez. Ele tira tudo de letra. Danado.

Filhos da terra

Falando em filhos da terra, a Súbita Companhia de Teatro, que completa 20 anos de presença nos palcos curitibanos, está impressionada por, finalmente, ter sido vista e aprovada pela curadoria do Festival de Curitiba e convidada a integrar a desejada Mostra Lúcia Camargo, a principal do Festival de Curitiba, onde estreiam com a peça Deriva. Enfim, chegou a hora. Ufa.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viaja a convite do Festival de Curitiba.

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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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