Tina de Isabela Mariotto e Júlia Burnier faz sucesso com humor inteligente no Instagram

Isabela Mariotto como Tina, criada com Júlia Burnier: ironia fina digital na quarentena – Foto: Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo

Por Miguel Arcanjo Prado

As atrizes Isabela Mariotto e Júlia Burnier são grandes revelações desta quarentena na área do humor digital com o projeto Quaren.Tina. A personagem Tina, típica jovem de classe média alta progressista de apartamento, interpretada por Isabela e dublada por Júlia, já virou sucesso no Instagram com suas tiradas ácidas, que vestem como carapuça em muita gente por aí.

Isabela, que integra o elenco do Teat(r)o Oficina, onde faz o espetáculo Roda Viva, de Chico Buarque com direção de Zé Celso e que teve temporada interrompida pela pandemia, conversou com exclusividade com o Blog do Arcanjo sobre o projeto.

Primeiro lembrou qual foi o clima propício para o surgimento da personagem.

“Logo no início da quarentena, vimos as redes sociais serem assoladas por uma série de desafios, correntes, indicações de cursos, de aulas, etc. Parecia que a partir de então todos deveriam se matricular no pilates, aprender mandarim, fazer meditação e ainda postar todo esse conteúdo na internet”, pontua.

Tanta pressão nas redes sociais aguçou a criatividade das atrizes.

“Diante disso, começamos a olhar com uma certa desconfiança para essa nova dinâmica e resolvemos tirar sarro disso tudo, usando o humor para questionar esse excesso de produtividade e também questionar quem é que de fato tem a possibilidade de ficar em casa e se dedicar a essas inúmeras ocupações”, diz.

E assim, a engraçadíssima Tina veio ao mundo.

“Foi a partir desses questionamentos que surgiu a Tina, personagem que encarna e expõe essas contradições de uma forma absurda. Nos apropriamos da dublagem como linguagem, e logo no primeiro vídeo percebemos como esse recurso gerava comicidade”, revela.

“Postamos os primeiros vídeos de maneira despretensiosa, sem muitos planos de transformar isso num projeto. Mas com a forte repercussão inicial e como também nos divertimos muito fazendo, começamos a produzir mais”, conta.

O êxito é tanto que Tina até já ganhou um funk, composto em parceria com Felipe Botelho. Veja o clipe:

E o sucesso de Quaren.Tina, além de virar música e clipe, já ganha inclusive editais culturais.

“Quaren.Tina chegou a ser contemplada pelo edital Arte como Respiro, do Itaú Cultural, e depois seguimos fazendo os vídeos de forma totalmente independente. Hoje já são mais de 40 vídeos e, mais recentemente, começamos a fazer lives com convidados, o que tem sido uma experiência muito desafiadora já que nesse caso a dublagem acontece ao vivo”, declara.

Sobre a parceria com Julia Burnier no projeto, a atriz diz: “Júlia e eu somos amigas e antigas parceiras de trabalho. Na Quaren.Tina pensamos juntas os temas dos vídeos e criamos as linhas gerais do roteiro. Em seguida, vou improvisando e filmando; depois a Júlia dubla e edita o vídeo. Tem sido um processo muito vivo e é muito gostoso ver a repercussão que nosso trabalho tem gerado”, conclui.

Para conhecer o projeto Quaren.Tina basta seguir @mariotto.isabela.

A atriz Isabela Mariotto – Foto: Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo

Isabela Mariotto

Isabela Mariotto é atriz formada pelo Célia Helena Centro de Artes e Educação e bacharela em Francês pela FFLCH-USP. Integrou a segunda dentição da Universidade Antropófaga no Teatro Oficina, companhia onde atua desde 2017. Nos últimos anos atuou nas peças Roda Viva (2018-2020), Bacantes (2017) e Macumba Antropófaga (2017), todas com direção de José Celso Martinez Corrêa. Em 2020 filmou o longa metragem Regra 34, de Julia Murat, onde vive a personagem Natália. Narrou o filme Os Jovens Baumann (2019), com direção de Bruna Carvalho Almeida, exibido no IndieLisboa, FILMADRID, Festival Internacional de Cine Cartagena – Vencedor do Prêmio WIP no Festival de Cartagena. Atuou nos curtas Quarentena sem fim (2020), direção de Fabrício Bittar; em A melhor fase da vida (2017), direção de Rodrigo Lavorato, e em Enquanto o sangue coloria a noite, eu olhava as estrelas (2015), direção de Felipe Poroger.

Atriz Júlia Burnier em foto de Camila Rios/Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo

Júlia Burnier

Júlia Burnier é atriz, diretora de teatro e locutora. Se formou em Artes Cênicas na ECA/USP e realizou o curso profissionalizante no Célia Helena Centro de Artes e Educação. No teatro, atuou nas peças Átridas (2012), com direção de Maria Emilia Faganello, e em Família Vende Tudo (2011), direção de Rodrigo Batista. Integrou o grupo Teatro da Peste, onde dirigiu as peças A Peste Invade Atenas (2013/14) e Guerra dos mundos (2015). No cinema, atuou em produções de Bruna Carvalho Almeida, como o longa metragem Os Jovens Baumann (2019), exibido em diversos festivais: Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, IndieLisboa, FILMADRID, Festival Internacional de Cine Cartagena – Vencedor do Prêmio WIP no Festival de Cartagena.

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