Bob Sousa: Carlos Moreira transformou em poesia as tensões de SP

Carlos Moreira – Foto: Divulgação/Reprodução

Por BOB SOUSA*

O Brasil se despede de Carlos Moreira (1936-2020), que nos deixou, nesta última semana, aos 83 anos, um dos principais expoentes da fotografia nacional.

Sempre discreto, se valeu dessa qualidade para se aproximar das pessoas e criar suas harmoniosas composições em consonância com seu principal objeto de apreciação: a cidade de São Paulo.

Foi com esse amor à cidade e suas personagens que o fotógrafo produziu grande parte da sua obra e transformou em poesia visual as tensões cotidianas imbricadas com os mais diversos espaços da metrópole.

O centro da cidade sempre foi território de grandes pousos e reflexões das suas inquietações artísticas – que foram do P&B à cor e do analógico ao digital – aliadas a sua grande erudição intelectual.

Tive a sorte de acompanhar grande parte da sua obra e de visitar, em 2019, o que seria sua última e mais completa exposição, no Espaço Cultural Porto Seguro.

Também tinha planos de fazer um retrato para o meu acervo, mas o tempo, tambor de todos os ritmos, não nos concedeu
esse encontro.

A fotografia brasileira chora a sua ausência.

Retrato de Carlos Moreira – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo

*BOB SOUSA é fotógrafo, mestre em artes pela Unesp e crítico e jurado de Artes Visuais da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) e do Prêmio Arcanjo de Cultura. É autor do livro “Retratos do Teatro” (Ed. Unesp). Retrata com exclusividade para o Blog do Arcanjo grandes personalidades das Artes na coluna O Retrato do Bob desde 2012 com produção de Daniela Hamazaki.

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