Censurado no Carnaval, Marcos Sandália & Meia abraça o brega em novo disco

Kitsch, irônico e sem censura: o cantor e compositor mineiro Marcos Sandália & Meia lança seu terceiro disco, Esqueça a Cortesia, Rasgue a Poesia – Foto: Estrela do Carmo/Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

No último Carnaval, o cantor e compositor Marcos Sandália & Meia foi parar no noticiário nacional depois que a Polícia Militar resolveu ferir a liberdade de expressão artística prevista na Constituição e censurar seu bloco de Carnaval, o Tchanzinho Zona Norte, em Belo Horizonte.

Contudo, o moço de 33 anos nascido em Ipatinga e radicado na capital mineira se saiu muito bem à complicada situação, fazendo um discurso já histórico em defesa da liberdade de expressão artística e de pensamento, ganhando o respeito não só da classe artística quanto do povo.

Abraçando o brega com a ironia que lhe é própria, ele lança seu terceiro disco, Esqueça a Cortesia, Rasgue a Poesia, nesta segunda (9), a partir das 20h, em Belo Horizonte, com karaokê na Gruta (r. Pitangui, 3613, Horto).

Tendo como referências nomes como Raul Seixas, Zé Rodrix, Itamar Assumpção, Eduardo Dussek e Sérgio Sampaio, Marcos conta ao Blog do Miguel Arcanjo que a obra encerra sua trilogia das imperfeições, que contou ainda com os discos Teimoso, Vaidoso e Outros Defeitos Mais, de 2017, e Canções Ingratas, de 2018.

“O disco novo é composto por vinhetas e cinco canções autorais, com linguagem simples, leve e espirituosa”, define, abraçando de bom grado a definição “brega-rock-jovem-guardista-conceitual”.

Para essa miscelânea sob produção musical do próprio artista, contou com os músicos Rodrigo Picolé (bateria); Rafael Wolbert (contrabaixo); Rafael José (guitarra); Juliano Antunes (teclados); Bruna Carvalho; Drica Mitre e Rayana Toledo (backing vocals); além da participação especial da cantora chilena Claudia Manzo, que faz intervenção afinada e definitiva na canção Troca de Olhares.

A seguir, Marcos Sandália & Meia define cada uma das faixas de seu terceiro disco, Esqueça a Cortesia, Rasgue a Poesia. Veja só o que diz o artista:

02 – Reticências: “rock-jazz-funk-soul, parceria com Douglas C. Gontijo, esta é uma canção sobre uma paixão avassaladora, no melhor estilo Manhattan Campari”.

04 – Ah, Morena!: “jovem guarda com pitadas de surfe rock, esta faixa é uma demonstração de amor para quem se foi e provavelmente nunca vai voltar”.

06 – Troca de Olhares: “faixa dançante do disco, com a participação especial de Claudia Manzo, esta canção é um arrocha misturado com um pouco de tango e bolero, em uma pegada latina/cigana”.

08 – Flávia Renata: “blues com cara de jingle, esta faixa é uma homenagem às pessoas comuns, que andam sem tempo, irmão”.

10 – Até Parece: “originalmente um dueto, um trecho desta canção dá nome ao disco, sendo um rock de garagem sobre alguém que se cansou de ser legal”.

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