Sucesso de público, peça Entrevista com Phedra volta aos sábados no Satyros

Raphael Garcia e Márcia Dailyn em Entrevista com Phedra, de Miguel Arcanjo Prado – Foto: Edson Lopes Jr. – Blog do @miguel.arcanjo

Após primeira temporada de dois meses com sucesso de público e de crítica, o espetáculo Entrevista com Phedra, que estreou em 8 de julho último, volta ao cartaz no Espaço dos Satyros Um. As nova sessões estão agendadas para os dias 14, 21 e 28 de setembro, sempre aos sábados, às 21h, com ingresso a R$ 40 e R$ 20.

A obra marca a estreia como dramaturgo do jornalista, crítico de arte da APCA e colunista do UOL Miguel Arcanjo Prado, autor desta coluna. A peça conta a vida da icônica diva trans cubana do teatro brasileiro, Phedra D. Córdoba (1938-2016).

Estrelada pelos atores Márcia Dailyn e Raphael Garcia, a encenação é dirigida a quatro mãos pelo brasileiro Robson Catalunha e o argentino Juan Manuel Tellategui, além de ter figurino e visagismo assinados pelo estilista Walério Araújo, direção de produção de Gustavo Ferreira e realização de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, fundadores do Satyros, grupo que comemora 30 anos de existência.

Phedra é interpretada por Márcia Dailyn, atriz, primeira bailarina trans do Theatro Municipal de São Paulo, musa do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, do Bar da Dona Onça e boate The Week e atual diva da praça Roosevelt. Já o ator Raphael Garcia, um dos fundadores do grupo Coletivo Negro e que recentemente venceu o Prêmio Aplauso Brasil, dá vida a Miguel Arcanjo.

“Escrevi inspirado nas entrevistas que fiz com Phedra. É uma peça cercada de amor, como forma de homenagear a memória dessa grande abridora de caminhos nas artes da América Latina”, diz Miguel Arcanjo.

O diretor Robson Catalunha, que comandou o último monólogo da diva, “Phedra por Phedra” (2015), e a homenagem que ela recebeu pouco antes de sua morte, “Phedras por Phedra” (2016), revela que todo o processo foi um “carrossel de emoções”: “A alma de Phedra está neste espetáculo”, define.

O diretor Juan Manuel Tellategui conta que o processo começou com “um percurso quase arqueológico” em busca de “desvendar a verdadeira Phedra por trás das várias camadas que já conhecíamos dela: diva da praça Roosevelt, cubana de sotaque carregado e artista multifacetada”.

A atriz Márcia Dailyn se emociona ao viver a velha amiga, que lhe deu muitos conselhos: “Interpreto essa grande personagem com muito respeito, carinho e amor. Sinto-me honrada em ter herdado seu título de diva da praça Roosevelt”, define.

Raphael Garcia, por sua vez, fala que “é um prazer interpretar Miguel Arcanjo, que nos conta diariamente a história do teatro brasileiro, sobretudo por entrar em contato com essa curiosidade típica do jornalista que o levou a conhecê-la de perto na tentativa de desvendar essa mulher tão marcante”.

Gustavo Ferreira, diretor de produção, define a peça como um “resgate da história de Phedra D. Córdoba para as novas gerações”, lembrando que trata-se de uma homenagem ao próprio teatro brasileiro e latino-americano.

“Entrevista com Phedra”
Quando: Sábado, 21h. 14, 21 e 28/9/2019. 50 min.
Onde: Espaço dos Satyros Um (praça Roosevelt, 214, metrô República, São Paulo, tel. 11 3258-6345)
Quanto: R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira)
Classificação: 14 anos

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O que dizem sobre Entrevista com Phedra…

“Você ainda não foi ver Entrevista com Phedra? Então, vá”
Aguinaldo Silva, autor da Globo

“Um sopro de amor e verdade”
Guta Nascimento, diretora da revista CLAUDIA

“A encenação de Catalunha e Tellategui é delicada, poética. Miguel Arcanjo faz fábula da vida ordinária. Márcia Dailyn e Raphael Garcia constroem identidades próprias”
José Simões, doutor em Artes pela USP

“Roteiro, elenco, jogo de luz incríveis. É teatro, mas a gente se sente dentro de um filme”
Natalia Sousa, jornalista, roteirista e escritora

“Figurinos exuberantes de Walério Araújo”
Isabella D’Ercole, redatora-chefe da revista CLAUDIA

“Emociona ao misturar vida e morte da diva”
Mariana Queen Nwabasili, mestre em Cinema pela USP

“Obrigatório para amantes do teatro latino-americano”
Viviane Pistache, crítica Geledés e roteirista

“É preciso destacar a iluminação de Diego Ribeiro e Rodolfo García Vázquez”
Celso Faria, E-Urbanidade

“O Brasil precisa ver esta obra”
Rodrigo Jerônimo, ator e diretor do Grupo dos Dez

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