Comissão decide quais obras de arte destruir em Concílio da Destruição

Cena da peça “Concílio da Destruição”: sessões grátis em dezembro em São Paulo – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

O teatro sempre conversa com a sociedade e, muitas vezes, antecipa, no palco, seu comportamento.

Este é o caso da obra “Concílio da Destruição”, sétima peça da Cia. Les Commediens Tropicales, grupo criado em 2003 na cidade de Campinas e hoje radicado em São Paulo.

A peça volta ao cartaz em São Paulo em 8 de dezembro, sexta, às 20h, na Cia. do Feijão (r. Teodoro Baima, 68, República, tel. 11 3259-9086). A temporada é de sexta a segunda, 20h, até 18 de dezembro, com entrada gratuita.

Estão no elenco Carlos Canhameiro, Daniel Gonzalez, Paula Mirhan, Rodrigo Bianchini, Rui Barossi e Tetembua Dandara.

A obra, escrita em 2008, mostra uma comissão que resolve quais obras de artes serão destruídas, por não caberem mais nos museus.

O tema dialoga de forma profunda com o Brasil contemporâneo, onde obras de artes e artistas são perseguidos e demonizados por uma parte conservadora da sociedade, impondo a volta da censura em muitos casos.

Na peça escrita por Carlos Canhameiro, ironicamente, é preciso destruir para se poder criar novas obras de artes. O texto foi finalista do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia em 2010.

“Qual o real valor de uma obra de arte, hoje, ontem e amanhã?”, pergunta Canhameiro.

A nova temporada de “Concílio da Destruição” faz parte do projeto “Medusa Concreta”, novo espetáculo do grupo que deve estrear no segundo semestre de 2018.

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